Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Ex-Árbitro Pedro Henriques em Entrevista

O ex-árbitro da LIGA, Pedro Henriques, que já foi eleito o melhor árbitro dos campeonatos profissionais e considerado por alguns como um dos grandes valores da arbitragem nacional aceitou conceder uma entrevista em exclusivo ao ArbiFute. O agora comentador televisivo sente-se revoltado com a atitude que alguns dirigentes da arbitragem tiveram para com ele e pede mesmo a demissão do Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, Carlos Esteves. Recorde-se que Pedro Henriques foi despromovido à 2ª divisão nacional na época 2009/2010 e por esse motivo abandonou a carreira de árbitro.

Nome: Pedro Jorge Henriques
Profissão: Oficial do Exercito
Idade: 44

Qual o melhor momento que viveu na arbitragem?
Pedro Henriques (PH): Subida aos quadros nacionais (1995)
Subida à 1ª Categoria (2001)
Primeiro jogo que arbitrei entre o Benfica e o Sporting (2006)

Consegue eleger aquele que foi o melhor jogo que arbitrou?
PH: Porto - Sporting em 2007

Que tipos de jogadores mais trabalho lhe davam?
PH: Todos aqueles que em vez de se preocuparem com as indicações técnicas e tácticas dos seus treinadores estavam mais preocupados com as minhas decisões e também aqueles jogadores que eram agressivos e violentos na sua conduta e comportamentos, os nomes desses jogadores por questões de ética não vou obviamente revelar.

Se fosse hoje voltaria a inscrever-se no curso de arbitragem?
PH: Claro que sim, tive tanto prazer em arbitrar ao longo destes 20 anos de carreira que voltaria a inscrever-me de novo, não há nada melhor na vida que as coisas que nós fazemos por paixão, e esse foi sempre o principal motivo que me fez “mover” na arbitragem.

Como aparece um Major do Exercito na Arbitragem?
PH: Apareci na arbitragem ainda era Alferes, saí da arbitragem como Tenente Coronel, iniciei esta minha carreira de árbitro porque tirei os cursos de árbitro e treinador de Futebol e de Futsal, para poder estar a nível do Exército como responsável nestas modalidades pelas respectivas equipas militares, no fundo foi para adquirir mais e melhores competências.

Como tem visto a arbitragem desta época?
PH: Muita juventude, alguma inexperiência, mas a mesma vontade que todas as gerações de árbitros tem ao longo dos anos, que querem fazer bem, decidir em quantidade e qualidade de forma acertiva, contribuindo para um futebol positivo.

Porque é que decidiu abandonar quando ainda lhe faltava 1 ano para o limite?
PH: A classificação que obtive foi determinante para tomar a decisão de abandonar a arbitragem, atingi um patamar que não é compatível com o lugar que me atribuíram, e como eu sempre fui independente moralmente e intelectualmente em relação ao futebol, ao contrario de outros não fiquei nem agarrado ao sector nem ao estatuto nem a nada, digamos que me desliguei pura e simplesmente deste subsistema que é a arbitragem.

O Pedro só não foi internacional porque a idade não o permitiu, depois de grandes épocas, foi eleito o melhor árbitro, como se vive um momento de despromoção?
PH: Com a mesma atitude que vivo a vida ou seja de forma positiva optimista, esquecendo o passado por muito recente que seja e abraçando os novos projectos e propostas olhando única e exclusivamente para o futuro, sendo fiel aquela máxima que diz “… A vida pode-nos derrubar e isso não depende de nós, mas é nossa a opção e a vontade de nos voltar a erguer …”

Agora que o seu nome não aparece nas nomeações, de que é que sente mais falta?
PH: O que vivi foi vivido com tanta intensidade e paixão que neste momento não sinto falta de absolutamente nada, raramente sinto falta do que já tive ou vivi, normalmente sinto falta do que ainda tenho e quero viver.

Como vê a gestão da arbitragem feita por Vítor Pereira?
PH: Boa gestão, sob o ponto de vista das suas competências técnicas, administrativas e logísticas, menos boa a sua gestão, naquilo que é a defesa pública dos árbitros e da arbitragem, ou seja, falta-lhe ainda algo, para passar de excelente chefe que já é, a um bom líder que ainda não conseguiu ser.

O que falha na arbitragem nacional?
PH: A profissionalização, a unificação dos conselhos de arbitragem, a independência entre quem nomeia e quem avalia e alguém que possa lidar com a comunicação social de forma periódica para falar, esclarecer e comunicar a propósito das questões da arbitragem.

Qual a sua opinião sobre a profissionalização dos árbitros?
PH: Fundamental para o sector melhorar a todos os níveis incluindo o da credibilidade do próprio sector da arbitragem.

Existe condições para os árbitros abdicarem das suas carreiras profissionais para de dedicarem apenas à arbitragem?
PH: Neste momento não, tudo tem de passar por alterações profundas ao nível das leis laborais que tem de ser criadas especificamente para aquilo que seria uma arbitragem profissional, no actual panorama, é mais compensador e seguro ser “amador”

Jogos arbitrados por estrangeiros acabariam muitas polémicas em Portugal?
PH: Mudança de mentalidade, postura e comportamento dos portugueses, em relação ao desporto em geral e ao futebol em particular, isso sim, reduziria efectivamente muitas das polémicas.

Apitou muitos jogos, teve muitos troféus, o que faltou na sua carreira?
PH: Terminar a minha carreira, com a dignidade, que eu, por tudo o que fui e que fiz, merecia e tinha direito.

Neste momento é comentador televisivo, não tem projectos ou propostas da arbitragem?
PH: Tive propostas quer da Liga quer da minha Associação, que rejeitei, por razões obvias, pois se queriam que eu trabalhasse com eles em termos de futuro, e a um ano de terminar a minha carreira de 20 anos de árbitro, deveriam ter feito as coisas de forma diferente, por isso perderam definitivamente o Pedro Henriques para “trabalhar” com e para a arbitragem.

Uma palavra para:
Carlos Esteves (presidente CA FPF): PH: Demita-se
Vítor Pereira (presidente CA LPFP): PH: Continue porque tem competência, mas não se esqueça que ser chefe não é o mesmo que ser Líder.
Arbitragem Nacional: PH: Coragem e determinação.
APAF: PH: Com o Luís Guilherme, está no bom caminho.
Futebol Português: PH: Tem muita qualidade mas precisa de se reorganizar rapidamente.

Entrevista elaborada por a ArbiFute

domingo, 12 de setembro de 2010

Entrevista ao Ex-Árbitro Pedro Henriques

Informa-mos os nossos leitores que no dia 17 iremos publicar a entrevista do Ex-Árbitro Pedro Henriques no nosso espaço, com a devida autorização da administração da ArbiFute, pois a nossa administração está desde de algum tempo a colaborar com a mesma.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Entrevista a Natálio Silva

O ArbitragemAlgarvia tem o prazer de publicar esta entrevista de excelente nível. Por isto convidámos para uma breve entrevista o observador da Associação de Futebol do Algarve Natálio Silva, que pertence ao quadro da Liga e membro da comissão de apoio técnico da AFA.

AA: Quem é senhor Natálio Silva que está ligado à arbitragem há vários anos. Retroceda um pouco no tempo e faça-nos um breve resumo desde a sua entrada neste mundo até aos dias de hoje.
NS: Muito simples, tenho 52 anos, entrei na arbitragem com 18, por isso já há 34 anos que tenho o vicio. Nunca passei dos regionais embora me considerassem bom arbitro, no entanto fisicamente sempre fui um desastre, motivo principal porque não atingi outros patamares, embora não me orgulhe desse passado também não me envergonho dele. Sempre me entreguei á arbitragem com paixão e dedicação.

AA: Foi promovido á alguns anos atrás aos campeonatos profissionais como Observador de Futebol de 11. O que lhe falta conquistar ainda?
NS: Não me falta conquistar nada, nem ando na arbitragem para conquistas. Vou para a minha oitava época na Liga Profissional, com boas classificações e com dois primeiros lugares na FPF motivo de orgulho, obviamente. O meu objectivo é continuar na Liga, com cuja filosofia me identifico.

AA: Qual a sua opinião acerca da arbitragem distrital? Está de boa saúde?
NS: Não diria que esteja em coma, mas de boa saúde também não está. Temos um quadro de elite de boa qualidade, mas que não vai durar sempre. Não vejo no curto prazo elementos do nível destes que os possam substituir, digamos que há crise de valores que nos deve conduzir a uma profunda reflexão.

AA: Voçe que pertence ao quadro da comissão de apoio técnico da AFA, quais são os vossos objectivos todas as épocas?
NS: Trabalhar no sentido de ajudarmos os árbitros a serem melhores a todos os níveis, ou seja técnico, físico e psicológico. È dever da CAT também através das observações que fazem aos árbitros apontarem os aspectos positivos e os pontos a melhorar, de modo que os mesmos possam evoluir através duma critica pedagógica. Em ultima instância os objectivos da CAT são sempre também contribuir para que a arbitragem algarvia progrida e consiga a integração de muitos mais árbitros nos nacionais ( temos poucos, queremos muito mais)

AA: O que espera esta época das arbitragens nos nossos árbitros nos campeonatos distritais?
NS: No campeonato de seniores 1ª Div. espero boas arbitragens na senda do que tem vindo a acontecer atendendo á qualidade do quadro de elite. Nos demais campeonatos penso que o nível irá ser bem inferior. Tem-se apostado no recrutamento de novos árbitros, com a realização de vários cursos, mas em relação á retenção pouco se faz, dos muitos que fazem o curso só uma minoria acaba por ficar. Há que repensar todo este processo.

AA: Como vê a evolução da arbitragem Portuguesa no cenário nacional e internacional?
NS: A arbitragem dos escalões inferiores tem um projecto para ser aprovado há muito tempo e quando o for trará no meu entender melhorias a todos os níveis, com remodelações na formação, nomeações, quadros, observações, etc. O sistema actual está totalmente decadente. Ao nível de futebol profissional a arbitragem está bem entregue. O Vítor Pereira é um homem com grande prestigio nacional e internacional que merece o consenso dos vários quadrantes, a restante estrutura também está recheada de bons elementos, pelo que estão reunidas condições para o sucesso. Temos um quadro de árbitros de qualidade, capaz de contribuir para a valorização do futebol. A nível internacional a nossa arbitragem está bem cotada, prova disso as sucessivas nomeações para árbitros portugueses, inclusive com 2 árbitros no grupo de elite, um dos quais esteve presente no ultimo mundial, a que muito se deve o trabalho do V.P. e seus pares.

AA: Concorda com a introdução das novas tecnologias no futebol para evitar alguns erros dos árbitros?
NS: Talvez concorde naqueles casos em que a bola ultrapassa a linha de golo, nas restantes situações acho que o futebol perderia a sua essência, afinal de contas certas situações de erros tornam o futebol mais apaixonante. Tudo muito certinho depois do que é que o povo falava? ;)

AA: Que mensagem gostaria de deixar a todos os que passam pelo blogue?
NS: Que o utilizem duma maneira positiva, colaborando, dando sugestões, participando nos fóruns, visitando-o diariamente porque está sempre com noticias actualizadas e tem uma mais valia técnica, com perguntas e respostas sobre as leis de jogo.

ArbitragemAlgarvia deseja-lhe toda a sorte do mundo e que consiga atingir os seus objectivos pessoais e desportivos.

Obrigado

Adm

sábado, 21 de agosto de 2010

Ex-Árbitro Paulo Costa em Entrevista ao Jornal Diário Noticias

Agora que a época começou e o seu nome não aparece nas nomeações, de que sente mais falta? Da adrenalina da competição, da pressão de decidir, de estar perante o risco da decisão.

Como é que um gestor de empresa aparece na arbitragem? Todos devemos ter uma actividade desportiva que nos permita ser saudáveis. No caso da arbitragem é também uma paixão, e para isso arranjamos sempre tempo.

O que ficou mais prejudicado, a arbitragem ou a profissão? Claramente a vida profissional.

Gostaria de ter chegado mais longe na arbitragem? Tive a facilidade de chegar a patamares que não estavam nos meus horizontes. Fui árbitro internacional, cheguei ao grupo de elite da UEFA, actuei em muitos lugares do globo, em grandes ambientes. O que mais poderia pedir ? Ir a um campeonato da Europa, a um Mundial? Isso só está ao alcance de uma elite muito restrita. Estou feliz com o que atingi.

Qual a experiência mais marcante nestes 25 anos de arbitragem?Arbitrar um jogo com 120 mil pessoas, o dérbi de Teerão.

Em termos negativos? Uma ou outra exibição em que não fui feliz, mas nenhum jogo foi demasiado marcante pela negativa.

Fui muito criticado por alguns clubes de Lisboa e chegou a ser alcunhado de árbitro do FC Porto. Alguma ponta de verdades nestas observações? Ao longo do tempo percebi que quando se é da cidade do Porto as pessoas fazem logo a ligação: é do Porto é portista, e com jeitinho é da família de Pinto da Costa.

E é portista? Não, e também não sou familiar de Pinto da Costa.

Então, qual é o seu clube?Tenho dois filhos, de 15 e 10 anos, e se lhes perguntarem qual o meu clube eles dizem que o pai não tem clube e que é árbitro. E dizem isso porque na minha vida familiar não tenho qualquer tipo de expressão que me associe a qualquer clube.

Certamente que tem uma preferência? Estou completamente distante da paixão clubística, fruto da actividade e das consequências desta. E a nossa principal característica é a imparcialidade.

Neste 25 anos de carreira foi aliciado e pressionado? Não, pelo menos nunca senti que houvesse em relação a mim pressão. Mas para responder correctamente, tenho de dividir o percurso da arbitragem em duas fases: a arbitragem antes da Liga ser responsável pelos campeonatos profissionais e o após. Na fase mais antiga, em que eu era recém-chegado à arbitragem, senti que os clubes tinham grande pressão sobre os dirigentes da arbitragem. Recordo uma situação, no Restelo, num jogo Belenenses-Guimarães, em que minutos após ter chegado ao balneário tinha o antigo presidente do Vitória de Guimarães [Pimenta Machado]a bater-me à porta para me dizer que naquele jogo tinha percebido porque é que o Vitória nunca tinha ganho comigo. A minha resposta foi porque só daquela vez é que o Vitória tinha marcado mais golos do que o adversário. Ele disse que não se iria esquecer daquelas palavras e eu estive três meses sem apitar jogos da I Liga. Foi o único caso em que senti pressão, de forma indirecta.

Tem algum canto para as ofertas? Sim, tenho. Mas estou a falar de lembranças, camisolas, bolas...

Recusou alguma prenda? Não. Porque se tratavam de lembranças simbólicas.

A ideia que muitas vezes se associa a um árbitro é a de corrupção... Infelizmente não é fácil alterar essa ideia, que vai passando de geração em geração. Mas é de todo errada.

Qual era o jogador que mais trabalho lhe dava? Sem individualizar, divido essa caracterização em dois grupos: os jogadores que são chatos de arbitrar, que estão sempre a contestar as decisões; e os que são difíceis de arbitrar porque, pela sua qualidade técnica, facilmente simulam uma falta.

E dentro dos jogadores mais agradáveis, os mais educados? Correndo o risco de me esquecer de muitos, neste momento recordo, por exemplo, Moreira, Rúben Amorim, Postiga, Eduardo, Pedro Roma e Vítor Baía.

A sua despedida dos campos é também o adeus à arbitragem nacional? Após 25 anos de carreira repleta de grandes emoções é meu desejo agora gozar o contraste do anonimato e o prazer da vida comum, fora das quatro linhas e das luzes da ribalta.

Mas não tem projectos futuros para futebol? O futuro a Deus pertence. Sinto-me tranquilo. Embora possa abraçar todos os projectos de futebol com os quais me identifique. Concretamente, na arbitragem sinto-me com competências para assumir qualquer responsabilidade desde que reconheça o projecto e tenha a disponibilidade para o mesmo.

In: Jornal Noticias

"Estado da arbitragem portuguesa é sombrio" diz Ex-Árbitro Paulo Costa

No adeus à arbitragem, Paulo Costa faz uma análise preocupante do sector em Portugal. Critica o silêncio excessivo de Vítor Pereira na defesa dos seus árbitros e o facto de não os ter ouvido no processo da profissionalização

O campeonato começou agora e já se ouvem críticas às arbitragens. Os árbitros portugueses estão preparados para uma Liga cada vez mais exigente? Tenho a certeza que temos um lote apreciável de bons árbitros, assim como eles têm condições para render mais e melhor, caso as suas condições de trabalho se apro-ximem mais daquelas que têm os jogadores que eles arbitram. Situações como aconteceram na época passada em que os árbitros do Porto, durante vários meses, treinaram no parque da cidade, e cada um por si, são um exemplo do amadorismo que ainda vai imperando e que é inadmissível no futebol profissional.

Que avaliação faz do estado geral da arbitragem em Portugal? Avaliando o todo, o cenário é sombrio. Há uma falta de reformas que é gritante, tal a necessidade e o atraso que levam. Não se pode admitir, que todos os fins-de-semana haja dezenas de jogos sem árbitros. Não se compreende que os árbitros que sobem à 1.ª divisão sejam alvo de chacota pela sua selecção e que por isso ridicularizem o sistema de avaliação, que realmente está caduco. Também não se compreende esta continuada indecisão na profissionalização dos árbitros.

Posso depreender que então está tudo mal neste sector? Não, como já disse os árbitros têm qualidade e há sectores que denotam organização. Mas tem de existir competência e independência para uma política reformista.

Isso significa que actualmente não há competência nem independência? É importante, antes de mais, declarar aqui um registo de interesses. Eu tenho uma relação amistosa com alguns dirigentes da arbitragem, embora isso, não me retire a independência crítica, mas condiciona a abordagem pública de alguns conteúdos. E quando abordo a competência, peço mais competência para o sector e quando abordo independência, refiro-me sobretudo à intelectual.

O que falha mais: os árbitros, as pessoas que os lideram ou a falta de projectos? Os árbitros não falham com certeza, a não ser no exercício normal da sua difícil tarefa. Também não é importante apontar o dedo aos culpados, antes definir rumos. Sobre os projectos, sublinho a importância da sua existência, mas o sucesso reside na sua implementação e acompanhamento.

Uma das conclusões que conseguiu tirar do 'Apito Dourado' é a necessidade de alterar o sistema de avaliação. Considera que este sistema está caduco? Necessita de ser urgentemente alterado. Não se compreende, que após o "Apito Dourado" nada tenha sido feito regulamentarmente para alterar o que está errado. Curiosamente, o Tribunal de Lisboa, com a sua sentença, veio dar razão aos arguidos que não acreditaram cegamente nas notas dos observadores, compreendendo a óbvia razão subjacente à defesa. É portanto urgente regulamentar devidamente esta matéria, e os dirigentes terem assumidamente voz activa nas classificações e promoções.

Os árbitros têm a devida protecção de quem os lidera e do organismo onde estão integrados? Não, é insuficiente. Muitas vezes é preciso dizer presente e solicitar respeito. Os árbitros tal como as equipas de futebol apreciam e necessitam de ouvir a voz de um líder a defender o seu espaço, muitas vezes injustamente atacado só para esconder insuficiências de quem ataca. Esta pode ser fei-ta de uma forma soft, mas eficaz, sem criar ruído nefasto ao futebol.

Está a dizer que Vítor Pereira não está, como deveria, ao lado dos árbitros? Ao longo da sua presidência, o seu silêncio foi excessivo, contrariamente, por exemplo, ao Luís Guilherme, que sempre fez a defesa do grupo.

Vítor Pereira tem capacidade para desempenhar o cargo?Tecnicamente tem.

Só tecnicamente?É o seu ponto forte.

O actual projecto de semiprofissionalização é o ideal para a evolução que se deseja para arbitragem? O projecto apresentado na época passada foi um passo na melhoria da preparação dos árbitros. Contudo, só será profícuo se as partes se sentirem bem. E as partes são os árbitros e a Liga. É importante que não sejam os árbitros a pagar o custo do profissionalismo.

Perante a realidade do nosso futebol, das condições da Liga, este projecto para a arbitragem surge no momento certo? Surge com atraso de alguns anos, até porque mais de 12 Ligas da Europa já estão em velocidade cruzeiro neste tipo de preparação. E não pode continuar a ser a arbitragem o sector amador do futebol.

Mas este projecto de Vítor Pereira tem recebido algumas críticas. Considera que tem viabilidade ou está condenado ao fracasso? Não discutindo modelos ou vontades, a profissionalização em si, é um processo perfeitamente irreversível. E só quem sabe quantos árbitros há desempregados ou com empregos precários ou mesmo à porta do desemprego percebe a problemática existente e a sensibilidade do assunto.

Para si qual é o modelo ideal? Ninguém pode ditar ou impor de forma unilateral um modelo de profissionalização, a importância da questão é tão grande que exige uma conversa franca e aberta com os árbitros, para perceber em pormenor a realidade do grupo. E só a partir daí se pode passar à fase seguinte. Profissionalizar é mexer com a vida dos árbitros e das suas famílias. É possivelmente o assunto mais melindroso da implementação da profissionalização. E quem não entender isto, é porque nunca teve responsabilidade na gestão de recursos humanos.

Árbitros tiveram voz no projecto? Infelizmente não. Aliás, a insatisfação reinante no seio dos árbitros deriva das elevadas expectativas que lhes foram criadas.

Pelo que conhece dos árbitros, a maioria tem disponibilidade para conciliar a vida profissional com a arbitragem? Não é fácil a totalidade dos árbitros conciliar as duas situações. Qual é o patrão que tem possibilidade para dispensar um funcionário duas tardes por semana? Há pelo menos dois árbitros que conseguiram uma redução horária que lhes permite ter mais tempo para a arbitragem. Os que trabalham por conta própria podem gerir melhor o seu tempo, os restantes só se ficarem no desemprego.

Há condições financeiras na Liga que garantam aos árbitros a adesão à semiprofissionalização? Pelo que é público, os árbitros recebem menos de 40 % do valor do patrocínio da "Era", portanto a Liga conseguiu mais um canal de financiamento através da arbitragem. Certo é que a vontade económica das partes ainda não se encontrou.

Acha que Vítor Pereira não se recandidataria se não tivesse recebido as garantias para implementar o seu projecto? É voz corrente que o presidente da Liga lhas deu.

Estrangeiros a dirigir jogos da Liga seria solução para acabar com as polémicas? Não faz sentido. Quando as pessoas dizem isso fazem-no em desespero de causa para esconder algumas insuficiências do seu clube.

Mas o próprio presidente da Comissão de Arbitragem disse isso na época passada... Isso tem duas leituras, primeiro ele é o presidente de uma Comissão de Arbitragem da Associação das Ligas europeias, fica-lhe bem dizer isso. Depois, porque sabendo das solicitações que os juízes portugueses têm para apitar outras ligas é politicamente correcto dizer que há abertura. Mas isso só em tese, na prática não faz sentido.
In: Diário Noticias

terça-feira, 3 de agosto de 2010

João Ferreira disse á fpf.pt que esta noemação é uma prova de reconhecimento

O árbitro do encontro da Supertaça Cândido de Oliveira, João Ferreira, recebeu a nomeação para o encontro com “grande alegria e satisfação, pois trata-se do reconhecimento da entidade que rege a arbitragem.”

O árbitro quer que este jogo que abre a temporada seja “o espelho da restante competição”, que seja “bem jogado e bem disputado” e que “exista respeito” entre todos os participantes.

O juiz da Associação de Futebol de Setúbal, que arbitrou o jogo da Supertaça em 2002 – encontro que opôs o Sporting ao Leixões, no Estádio do Bonfim – defende que este jogo, por decidir o vencedor de uma prova, não será diferente de muitos outros. “Temos que estar preparados para acertar nas nossas decisões”, justificou.

Pode ouvir as declarações do árbitro clicando aqui

Fonte: fpf.pt

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Olegário em entrevista á FPF:"Sonho concretizado"

Olegário Benquerença foi o primeiro árbitro português a dirigir três jogos na mesma edição de um Campeonato do Mundo. Feliz com a prestação que a equipa de arbitragem que liderou – e da qual fizeram, também, parte Bertino Miranda e José Cardinal – teve na África do Sul, o juiz leiriense revelou, em entrevista ao fpf.pt, que concretizou um sonho e assume que quer repetir a experiência.

fpf.pt: Que balanço faz da sua participação no Campeonato do Mundo, na África do Sul?
Olegário Benquerença: O balanço é, como já tive oportunidade de afirmar algumas vezes, extremamente positivo. Na verdade e tal como havíamos dito antes da partida, o nosso objectivo era fazer dois jogos, ou seja, ter uma participação dentro dos parâmetros normais numa competição deste nível. Era o nosso primeiro Mundial e não nos parecia ser muito fácil passar este objectivo. Ao fazermos três jogos, sendo um deles nos quartos-de-final, penso que termos todas as razões para estar orgulhosos da prestação que tivemos e da imagem que deixámos da arbitragem portuguesa.

fpf.pt: E em termos globais de arbitragem. O que lhe pareceu este Mundial?
Olegário Benquerença: O balanço oficial foi já feito pelos responsáveis da FIFA, tendo sido considerado bastante positivo. Eu não deixo de concordar com essa análise, pois após 64 jogos de alta responsabilidade e com a pressão e mediatismo próprios duma competição deste nível, verifica-se que apenas dois ou três tiveram decisões infelizes com consequências nos resultados finais dos encontros. Tal como as equipas não conseguem taxas de sucesso a rondar os cem por cento, não é razoável exigir esse patamar aos árbitros. O importante para o sector da arbitragem é conseguir, no final da competição, que não se fale dos árbitros como factores perturbadores do nível do torneio. Este Mundial permitiu ainda o aparecimento de alguns jovens árbitros oriundos de países menos cotados futebolisticamente e que mostraram uma evolução significativa do nível médio da arbitragem à escala mundial.

fpf.pt: Que recordações guarda desta experiência?
Olegário Benquerença: Na minha memória perdurarão três ou quatro momentos de grande significado pessoal e desportivo. Sempre me disseram que, independentemente da experiência internacional que cada um de nós possa ter, arbitrar num Mundial é sempre uma sensação incomparável. Hoje posso testemunhá-lo e afirmar que toda a envolvência desta competição é diferente. O facto de ficar associado ao primeiro Campeonato disputado no continente africano e a cordialidade com que todo o povo africano nos recebeu, são também momentos de eternidade. Por último, jamais poderei esquecer as emoções vividas no meu último jogo, talvez o que mais paixão despertou naquele povo, pois tratava-se da possibilidade da última equipa africana seguir para as meias-finais. Após 120 minutos de alta tensão e um barulho infernal de vuvuzelas, terminar o jogo com uma decisão crucial e ficar na história do campeonato pela discussão moral que essa decisão trouxe, foram momentos indescritíveis.

fpf.pt: Qual o ambiente que encontrou entre a “família” (dirigentes e árbitros) da arbitragem mundial e de que forma foram encaradas as críticas a determinadas arbitragens?
Olegário Benquerença: O ambiente é fantástico dentro da nossa equipa. Não podemos esquecer que este grupo trabalhou durante três anos em permanente contacto, quer em Seminários de preparação, quer ainda nas competições FIFA que existiram neste período. Foram dadas todas as condições técnicas, logísticas, mentais e físicas para que pudéssemos chegar a esta fase e render o máximo das nossas capacidades individuais. É impensável afirmar que seria possível passar pela competição e não ser alvo de críticas, tanto mais que, algumas vezes, as equipas tendem a desviar atenções para minimizar os seus insucessos, recorrendo à arbitragem como seu alvo preferencial. Também aqui nós mostramos a nossa força mental, a que não é alheio o facto de contarmos com técnicos especializados nesta área e que nos deram as ferramentas necessárias para ultrapassar esses momentos. O grupo viveu intensamente os resultados individuais de cada membro, partilhando alegrias e tristezas de uma forma bastante saudável.

fpf.pt: Ficou satisfeito com o reconhecimento, a nível nacional e não apenas desportivo, que a sua presença na África do Sul teve?
Olegário Benquerença: Sim, claro. Quem está por dentro do sector sabe que não é normal, por exemplo, os responsáveis do poder político olharem para nós como embaixadores do país ou como atletas equiparados aos jogadores. O Senhor Secretário de Estado da Juventude e Desporto é um homem com um passado ligado ao Desporto e sabe a importância que tem neste contexto. Gostaria de referir que o seu apoio não foi circunstancial ou de oportunismo político pela nossa participação ter sido positiva. Muito antes deste momento, fomos merecedores de palavras de incentivo, algumas delas anteriores à própria decisão da FIFA sobre a nossa participação. Durante todo o campeonato, antes e após cada jogo, sempre teve uma palavra connosco e demonstrou um interesse sincero na nossa campanha. A arbitragem no geral e a minha equipa em particular, bem podem agradecer este apoio e esta promoção pública, pois servirá de exemplo para alguns detractores desta causa. Por último e porque é também da mais elementar justiça fazê-lo, quero agradecer o fax que nos foi remetido pelo Senhor Presidente da Republica, no qual também nos manifestou o seu apoio e confiança.

fpf.pt: Como foi o seu regresso a Portugal, depois do Mundial?
Olegário Benquerença: Gostaria de aproveitar a sua pergunta para mostrar, uma vez mais, como é diferente, para pior, a vida dos árbitros a este nível. Após o meu regresso, tive que me concentrar na minha actividade profissional, pois uma ausência de 40 dias provoca danos quase irreparáveis. As minhas férias foram apenas mentais, pois obriguei-me a desligar totalmente o futebol do meu pensamento, procurando repousar física e emocionalmente de um desgaste de três anos, período que durou este processo de selecção e participação.

fpf.pt: Depois de ter chegado a este patamar, que ambições tem para a sua carreira? Que novos desafios o poderiam aliciar?
Olegário Benquerença: Essa é uma questão muito interessante. Estar num Mundial era, de facto, um objectivo e um sonho de vida. Ter conseguido materializar o sonho poderia levar-me a adormecer ou a ficar deslumbrado. Contudo, esta oportunidade apenas me trouxe mais responsabilidade e vontade de mostrar que a minha ida não foi um acaso. Quero continuar a trabalhar para repetir esta experiência, não esquecendo ainda as competições da UEFA, onde quero continuar a participar ao mais alto nível.

fpf.pt: Olhando para a época que se avizinha, que desejos tem para esta temporada?
Olegário Benquerença: O desejo de sempre. Continuar a merecer a confiança das instâncias nacionais e internacionais para ser nomeado para os jogos das competições a que estou ligado. O Mundial é já passado e do passado vivem os Museus. Quero continuar a trabalhar afincadamente para estar preparado e poder ser seleccionado para o Euro 2012 e Mundial de 2014, não esquecendo também as nossas competições internas. Gostaria ainda que a época que se avizinha fosse de pacificação da arbitragem, externa e internamente, desejando ainda que fosse, finalmente, resolvido o problema grave que afecta o sector e que poderá por em causa participações futuras de árbitros portugueses em Mundiais. Falo, naturalmente, da fiscalidade e regulamentação da actividade, grandes obstáculos no recrutamento de jovens para a arbitragem e que, a médio prazo, irão criar um vazio nos quadros nacionais.

In:FPF

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Presidente do Conselho de Arbitragem da AFA em entrevista!

Em entrevista concedida ao blog ArbitragemAlgarvia, o presidente do CA da AFA Sr. António Coelho Matos descreve a Época de 2009/2010 e fala nos objectivos do Conselho de Arbitragem para a Época 2010/2011.


Agora que terminou mais época desportiva, que balanço faz da arbitragem algarvia?
Considero que o Conselho de Arbitragem da AFA todos os anos sofre pelas resoluções superiores, tendo vezes que apresenta resultados mais positivos, os quais são repartidos com os outros Conselhos, porquanto parece ser tema o agrado e desagrado alternadamente. Na presente época registamos a descida do nosso Árbitro Assistente João Ferreira, igualmente a descida do Bruno Brás. A descida da 2ªDivisão para a 3ª do nosso filiado Nuno Alvo, já o nosso Árbitro Paulo Filipe desceu aos Regionais. Entretanto vamos manter na Liga Profissional os mesmos 3 Observadores, são eles Andrelino Pena, Natálio Silva e Humberto Viegas. Mantemos na 2ªDivisão Nuno Almeida e Eugénio Arez, enquanto na 3ªDivisão mantemos Ivo Santos, José Albino, Nuno Filipe, Nuno Ferreira, Nuno Alvo[despromovido da 2ªDivisão] e Sérgio Piscarreta, este ultimo estreante nos Quadros Nacionais. No Futebol Feminino a nossa única representante Sílvia Domingos conquistou o 4ºlugar Nacional e vai continuar. No que diz respeito a Observadores vamos continuar com Artur Cadilho e Nelson Matos que subiu no fim desta época. Não comento as provas falhadas de Nuno Guerreiro e Ricardo Martins, porquanto um exame é uma prova que mexe muito com o estado psicológico dos examinados.
De qualquer forma penso que a situação é estável, e com algum esforço dos árbitros poderá melhorar.
Entretanto no que toca ao Sector de Futsal temos vindo a ter um Quadro Nacional bastante aceitável, resumindo: 4 Árbitros na 1ªCategoria(Hélder Carmo, Marco Correia[subiu esta época], Ruben Guerreiro e Rui Pinto; 3 Árbitros na 2ªCategoria(Cândido Jeremias, Luís Santos e Pedro Bernardino), na 3ªCategoria (Ivo Luz[subiu esta época], Luís Rosa e Pedro Cruz), já Observadores só contamos com o António Pincho.
Esta é uma realidade que não nos parece muito má, tendo em conta, entre os outros, o facto de estarmos muito longe da cúpula, onde teríamos outro acesso talvez, numa troca de impressões.

Quais foram, para si, as maiores conquistas que a Arbitragem Algarvia alcançou consigo enquanto presidente do C. A.?
É difícil saber-se o que verdadeiramente é uma conquista. Porquanto desde que hajam insatisfeitos. Aquilo que se julga ser uma causa para defesa da Arbitragem, não passará de uma tentativa não vingada. No entanto posso considerar alguns pontos.
A criação dos Quadros de Elite e 1ªDivisão A considero uma conquista, pois vem dar alguma verdade á qualidade da nossa Arbitragem, obrigando a um maior empenho de quem pretende seguir carreira;
A prestação da Comissão de Apoio Técnico tem sido bastante positiva na sua actuação juntos dos filiados;
Com algum rigor temos vindo a procurar orientação mais credível das prestações dos filiados para efeitos classificativos;
Os núcleos de Manuel Lopes e António Matos, tiveram a seu cargo a realização do Encontro de Árbitros Nacional em 2006, o que projectou o Algarve e a sua Arbitragem para o Panorama Nacional;
Igualmente acaba de se realizar o Encontro Nacional de Futsal, que mereceu largos elogios das Entidades presentes;
Organizámos os habituais Cursos de Formação de Árbitros, com a concretização de um sonho que vinha do meu primeiro mandato eleito pelos árbitros em 1988, tendo numa reunião na FPF lutado pela realização de um curso para jovens, como solução da crise existente na Arbitragem Nacional. Só em 2008 e com a anuência do Presidente da Liga(Conselho de Arbitragem) Sr. Vítor Pereira e o Presidente do Conselho de Arbitragem da FPF Sr. Carlos Esteves, perante a presença em reunião de todos os Conselhos do país, me foi dada a possibilidade de organizar tal curso. Este foi talvez o maior sonho da minha vida de conquista na Arbitragem do Algarve;
Assim na época 2008/2009 foi realizado o Curso para Árbitros Jovens a partir dos 12 anos, que teve 189 inscrições, tendo-se feito cerca de 50/60 exames, existindo alguma actividade de louvar, embora tenha surgido o problema da fiscalidade, que estraga toda a nossa estrutura. No entanto estamos na expectativa de criar a Escola de Árbitros, que resolverá esta situação. Ainda temos a promessa de alguns jovens fazerem exame á entrega de documentos para ultimar os processos de novos árbitros.
Esta será se já não é a melhor e maior conquista. Um Conselho que se preocupa com a Juventude que gosta de Arbitragem, quer de Futebol ou Futsal.

Como observa o crescimento da variante de futsal e quais as suas consequências na gestão da Arbitragem na AFA?
É desejo deste Conselho considerar com todo o respeito as modalidades de Futebol e de Futsal. Neste caso objectivo é de todo o interesse, através do trabalho de conseguir novos árbitros, criarmos um Quadro de Árbitros para cada modalidade. Sabemos do crescimento de Clubes na prática da modalidade de Futsal, mas este factor também se deve á parte económica de Clubes de Futebol que vieram a abdicar desse sector, para preferirem o Futsal. Verdade se diga que existe uma vontade de colectividades quererem entrar no Futsal o que efectivamente irá trazer maior esforço do Conselho de Arbitragem para responder a esta forte e crescente variante. Estamos com alguma boa capacidade de resposta a este crescimento, numa actividade que apareceu como Futebol de Salão e, hoje dinamizou-se de tal forma que tem uma força de atracção e desenvolvimento de grande competição.
Quer nível Nacional, quer a nível Distrital, os nossos árbitros tem vindo a demonstrar grandes potencialidades, que nos orgulha e nos dá a certeza de responder com êxito aos desafios.

Quais são os grandes objectivos deste Conselho de Arbitragem para a próxima época?
Os nossos objectivos não diferem do que até agora temos vindo a procurar inserir na Arbitragem em geral, que é a luta por conseguir que os nosso árbitros estejam á altura das competições da AFA, as quais neste momento têm já e desde há alguns anos a esta parte uma forte qualidade, especialmente no Futebol Sénior, onde se pratica a modalidade com uma caria de nível acentuado. É ainda nosso desejo corresponder melhor ao Futebol Jovem, mas nem sempre conseguimos atingir esse fim devido á falta de árbitro, motivado pelas saídas para a FPF ou mesmo por numero insuficiente nos Quadros Regionais. Também era nossa desejo deixar definitivamente de termos de faltas aos jogos de Juvenis e Iniciados e especialmente de Futebol de Sete, mas aqui temos de contar com a boa prestação dos árbitros, que ao faltarem aos jogos estão a despersonalizar a sua função que aceitaram com lealdade e devoção pela causa.
Pensamos fazer um nosso Curso de Árbitros e seleccionar o problema dos Jovens, o futuro da Arbitragem que passa por novos interessados.
Apesar de termos trabalhado com um elemento a menos toda a época, o qual veio a falecer, este Conselho não deixou de estar em actividade com respeito e empenho á causa, pelos seus filiados.


Desde já a Administração agradece a sua disponibilidade para responder ás nossa perguntas. E agradecemos também o excelente trabalho que está a fazer no Conselho de Arbitragem.

sábado, 26 de junho de 2010

Futsal: Entrevista a Ivo Luz



O arbitragemalgarvia foi conhecer melhor o novo árbitro da FPF da Associação de Futebol do Algarve, Ivo Luz. Desde já o arbitragemalgarvia fica agradecido pela tua colaboração.

Ivo Daniel Ramos da Luz, nascido a 13 de Janeiro de 1979 (31Anos), na sua vida profissional exerce a profissão de Designer Gráfico. O nosso convidado é dono do apito desde 2007.



Quando inicias-te a actividade e qual o teu percurso?
Iniciei a actividade em 2007 quando frequentei o curso de árbitro de futsal, na altura desempenhava a função de treinador da modalidade. O gosto pela mesma e a vontade de obter mais conhecimentos fez com que frequenta-se o curso. Comecei a arbitrar jogos de torneios mais por “carolice” sem nunca pensar em seguir a carreira de árbitro. Em 2008 surgiu a possibilidade de arbitrar os jogos do distrital da Associação de Futebol e como as críticas foram favoráveis decidi apostar na carreira de árbitro. Com o apoio dos meus colegas e do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol trabalhei e consegui alcançar este ano a promoção à 3.ª Categoria Nacional.

Como te sentes agora depois da tua promoção a 3ªCategoria?
Sinto que a responsabilidade agora é maior uma vez que não arbitro só os jogos do distrital, como também represento a Associação de Futebol do Algarve a nível nacional. Isso implica um trabalho constante quer a nível físico quer a nível de conhecimentos sobre as leis do jogo.

Agora nos Quadros Nacionais o que esperas ainda da arbitragem para o teu futuro?
Uma vez que se “abriu esta porta” pretendo estar à altura. Como sou uma pessoa que gosta de definir metas e ultrapassá-las vou tentar dar o meu melhor para se possível continuar a progredir na carreira de árbitro.

Como vês a evolução da arbitragem Algarvia e o que alteravas para a melhorar se for esse o caso?
Considero que o futsal é uma modalidade que está a ganhar relevo e isso levou a que fosse necessário formar mais árbitros. Com a abertura do curso de árbitro também aos mais jovens, permitiu um acréscimo significativo de árbitros e apesar de nem todos seguirem a carreira, já são muitos os que optam por fazê-lo. Apesar do Conselho de Arbitragem ao longo da época ministrar algumas acções de formação nem todos os árbitros as frequentam. Por isso se eu pudesse alterar algo de forma a melhorar a Arbitragem Algarvia exigia que fosse obrigatória a presença nessas formações para poderem continuar a arbitrar.

Como vês a evolução do futsal no nosso País?
Os clubes apostaram no futsal porque as escolas e as câmaras criaram condições a nível de infra-estruturas que permitem o desenvolvimento da modalidade, também os custos inerentes são inferiores aos do futebol. Assim desde muito cedo as crianças têm contacto com o futsal e actualmente pelo que vejo a nível distrital, considero que é uma aposta ganha pelos clubes uma vez que já existem escolas de formação e já muitos têm todos os escalões de formação. Também considero relevante e de extrema importância a existência de um número considerável de equipas femininas que disputam os campeonatos distritais, coisa que não existe no futebol.
Para além disso a transmissão dos jogos de futsal em canal aberto permitiu que a modalidade ganha-se novos adeptos. Também a realização do Europeu e da fase final da UEFA Futsal Cup em Portugal desenvolveu nos adeptos dos grandes clubes um apoio a esta modalidade.

Que mensagem gostarias de deixar a todos os que passam pelo blogue?
Que vejam futsal, é um jogo rápido de muita emoção, extremamente desgastante que exige um alto nível de concentração por parte de todos os intervenientes e que até ao último segundo tudo pode mudar.

"Desde já agradeço a oportunidade de puder ser parte activa do blogue, e contem comigo sempre que precisarem", frisou Ivo.

O arbitragemalgarvia desde já deseja-te toda a sorte do mundo para esta tua nova etapa na carreira.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Futsal: Entrevista a Marco Correia




O arbitragemalgarvia foi conhecer melhor o árbitro Marco Correia, árbitro da Associação de Futebol do Algarve da 2ªCategoria Nacional que na passada semana ficou a saber que na próxima época estará nos quadros da 1ªCategoria Nacional de Futsal, após ter terminado a época no brilhante 3ºLugar. Deixamos aqui a entrevista


Marco António Neto Correia, nascido a 10/10/1981 (28Anos), árbitro desde a época 2002/2003, exerce a profissão de Escriturário.




Quando inicias-te a actividade e qual o teu percurso?
Inicio de actividade 2002 Curso Árbitro de Futsal
02/03 – Estagiário
03/04 – 2ª Categoria Distrital
04/05 – 1ª Categoria Distrital B - Testes Nacional como Suplente
05/06 – 1ª Categoria Distrital A - Testes Nacional como Efectivo
06/07 – 1ª Categoria Distrital A
07/08 – 1ª Categoria Distrital A - Testes Nacional
08/09 – 3ª Categoria Nacional
09/10 – 2ª Categoria Nacional

Como te sentes agora depois da tua promoção a 1ªCategoria?
Contente com a subida, lógico, fui recompensado por toda a dedicação e empenho que a modalidade exigiu de mim.

Agora no escalão máximo do futsal o que esperas ainda da arbitragem para o teu futuro?
Não penso muito dessa forma, não coloco grandes objectivos de futuro, apenas continuar a trabalhar e a melhorar sempre, no âmbito existir a preocupação de fazer bem. Se no final da época tiver um saldo positivo e puder ir um pouco mais além, melhor, é sinal que houve evolução no trabalho desenvolvido e uma recompensa ao tempo dedicado, tal como sucedeu na presente época.

Como vês a evolução da arbitragem Algarvia e o que alteravas para a melhorar se for esse o caso?
Não estou muito a par da arbitragem algarvia, mas também não me parece que no futsal a nível distrital leve o melhor caminho, uma vez que a concorrência à subida de escalão nacional é fraca. A modalidade precisa de pessoas jovens, que se dediquem bastante e levem a sério a arbitragem, mas também com a necessidade de serem apoiados por quem compete, só assim poderemos evoluir.

Como vês a evolução do futsal no nosso País?
Parece-me que vai no bom sentido uma vez que se tem desenvolvido bastante, também com a ajuda dos meios de comunicação social, as pessoas têm um maior conhecimento da modalidade, o que leva a um maior número de praticantes, onde a qualidade também sobressai. Penso que o futsal nunca se poderá equiparar ao futebol 11, mas comparando à 5 ou 10 anos atrás é notória a crescente evolução também de qualidade que a modalidade sofreu.

Que mensagem gostarias de deixar a todos os que passam pelo blogue?
Para quem conhece pouco desta modalidade, experimente, conheça melhor, vai valer a pena, uma modalidade com emoção do inicio do jogo até ao último segundo.

Foi esta a entrevista dada por Marco Correia e o arbitragemalgarvia fica-lhe agradecido e deseja que ele se mantenha ao mais alto nível por muitos anos.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Entrevista a Silvia Domingos


Nome:SILVIA Andreia Rosa DOMINGOS
Árbitro desde: 1999/2000
Data de nascimento: 01/12/1982
Idade: 27Anos
Profissão: Gestora de Loja
Árbitra do Quadro Nacional Futebol Feminino(AFAlgarve)



AA:No fim de mais uma Época Desportiva como analisas a tua prestação ao longo da época?
SD: A nível Distrital foi muito bom pois um 3º lugar é óptimo e ainda tem sabor especial quando se está no quadro dos melhores árbitros do Algarve e a competir com 9 árbitros homens sendo a única mulher . A nível nacional não posso ainda adiantar nada visto que não saíram as classificações.

AA: Sabemos que o teu sonho é alcançar as insígnias da FIFA, vês esse sonho ainda alcançavél?
SD: Não é só o meu sonho acho que é o sonho de qualquer árbitro (a) que gostam como eu da arbitragem eu costumo dizer “que todos os sonhos são reais basta acreditar neles só ai se tornam realidade”, todas as épocas jogo a jogo tento com a minha equipa fazer o melhor para que o meu trabalho seja reconhecido e compensado. “Pois sem esforço e dedicação não há sonho nem vontade de sonhar.”

AA:Como vês a evolução da arbitragem feminina no nosso País?
SD: Acho que está a evoluir no bom caminho há uma 1º divisão e 2º divisão de futebol feminino há uma taça de Portugal em que este ano a Final da taça se realizou no Jamor como sendo uma taça de Portugal de futebol masculino o que é muito bom para o Futebol Feminino pois é sinal que está a ser reconhecido e que tem pernas para andar.

AA:Como te sentes depois de nesta época teres dito a oportunidade de estares presente no Apuramento do Campeonato de Europa Feminino Sub-19 e no Campeonato de Europa Sub-17?
SD: Sinto me bem e contente e gratificante pois é sinal que gostam do meu trabalho no qual ainda me dá mais motivação para trabalhar e dedicar-me a esta causa que é arbitragem. Mas o participar nestas competições é um grande desafio e uma enorme responsabilidade apesar de ir como arbitra assistente mas são sensações únicas.

AA:Silvia estas habituada a arbitrar jogos masculinos e femininos vês alguma diferença entre apitar um jogo feminino e masculino?
SD: Sim vê-se algumas mas a nível de técnica é a mais evidente.

AA:Como vês a evolução da arbitragem Portuguesa no cenário nacional e internacional?
SD: Está no bom caminho e espero que assim continue…

AA:Até hoje qual foi o acontecimento que mais marcou a tua carreira?
SD: Todos nós vamos tendo momentos marcantes uns bons outros maus na nossa carreira mas o que mais me marcou e pelo bom foi este ano ao ter sido nomeada como 4º arbitra para a Final da taça de Futebol Feminino no Jamor Visto que foi a 1º vez que aconteceu um destaque deste para o Futebol Feminino. Desde de estar á entrada no túnel para entramos naquele relvado ao estar lá 90 minutos o subir das escadas até tribuna fui único. Só que passa pela experiência é que sabe o que nos marca. E agora quando vi o Final da taça de Portugal dos homens já pude dizer “que também já participei numa festa assim…. “

AA:É fácil conciliar-se a vida de árbitro com a vida familiar para quem tem por vezes de se ausentar alguns dias do seu lar?
SD: Sim agora é fácil ao principio era complicado mas para quem já anda nisto há dez anos agora não me faz diferença nenhuma. Os meus pais nem estranham, alias eles estranham é quando não tenho jogos .mas sentem muito orgulho em mim e dão me todo o apoio. E o meu namorado como é arbitro compreende e dá me o seu 100% de apoio se orgulha do meu trabalho enquanto arbitra.

Silvia Domingos vai estar presente como Árbitro Assistente no Apuramento do Campeonato do Mundo Feminino entre as equipas da Suécia vs Azurbeijão, na Suécia, dia 23 de Junho de 2010.

Desde já o ArbitragemAlgarvia deseja-te toda a sorte do mundo na vida pessoal e desportiva. E muito obrigado por teres aceite o nosso convite.

domingo, 11 de outubro de 2009

Entrevista a Nuno Só Alvo







Nuno Sérgio Só Alvo, nasceu a 19/08/1978 (31Anos), Natural de Portimão e a sua profissão é Tecnico Desporto.







Quando iniciou a actividade e qual o seu percurso?

03/04- Estagiário

04/05 - 2.ª categoria distrital

05/06 - 1-ª categoria distrital

06/07 - 1.ª categoria distrital

07/08 - 1.ª categoria distrital

08/09 - 3.ª categoria nacional

09/10 - 2.ª categoria nacional

O que o levou a ser árbitro?

Nada de especial, sempre gostei de futebol. Um dia o senhor José Filipe convidou-me para ir tirar o curso de árbitro e a partir daí comecei nesta minha aventura de que tanto gosto.

Qual a melhor classificação de sempre?

Foi esta última, em que fiquei em 6.º lugar da 3.ª Divisão Nacional, em que me permitiu ascender á 2.ªDivisão Nacional.

Agora que na ultima época foi promovida á 2ªCategoria Nacional, que objectivos tem traçados?

Tenho como pessoa ser muito optimista e ambicioso. No entanto também sei de que na realidade se torna mais difícil e exigente chegar ao tão desejado patamar 1.ª Liga. E para quem chegou agora á 2.ª Divisão o primeiro grande objectivo é garantir a manutenção, não deixando de parte a possibilidade de mais

Que sonhos alimenta ainda na arbitragem?

Gostava de um dia chegar a Internacional, mas a idade torna-se um obstáculo difícil de contornar.Tenho pena de ter começado na arbitragem tardiamente.