Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

Juventude Sport Campinense denuncia "vergonha" no futebol algarvio

Boa tarde,

Eu Carlos Ronquilho presidente do Juventude Sport Campinense venho por este meio tentar que voces como lideres da noticia desportiva nacional entre em contacto connosco ou nos facultem um contacto para nos entrarmos em contacto com vocês. porque o que se está a passar no futebol Algarve é uma vergonha total como é que e possível que a A. F. Algarve tendo conhecimento 15 dias antes da primeira jornada do campeonato da 1ª divisão distrital que os árbitros não iam comparecer na primeira jornada em vez de anularem a jornada inaugural marcam uma reunião com os árbitros no dia 30-09 2011 pelas 21.30 com o campeonato a começar no dia a seguir pelas 15 horas sabendo a partida que não ia haver acordo então nós Juventude Sport Campinense 4º classificado da época transacta deslocamos se ao campo do Lusitano de Vila Real de Santo António 2º classificado da época transacta e deparamos se com a situação que toda a gente já sabia que ia acontecer os arbitros nomeados não compareceram e na bancada não havia arbitros e a A.F. do Algarve nem teve a dignidade de mandar ninguêm para tentar ajudar a resolver a situação o que quer dizer que os dois clubes que pagam muitos euros a associação é que ficaram com o menino nos braços tendo o jogo sido dirigido com muita dignidade o que e de louvar pelos directores dos dois clubes.

Carlos Ronquilho

In: Blogs Record / Quinta do Careca

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Opinião: Mea culpa





Ouve-se o apito final num estádio. Termina o jogo entre duas equipas. Geralmente pelo menos uma vai ficar insatisfeita com o resultado. Qual é então a primeira reacção? Enumerar os lances em que supostamente foram prejudicados pelos árbitros. Ou então o terreno e as condições meteorológicas não eram as melhoras.


Ou a sobrecarga de jogos fez baixar o rendimento. Ou estavam elementos castigados e lesionados. Ou…
Nos “mind games” do futebol quem assume a derrota? Quem a justifica com a sua menor capacidade para dar a volta ao texto? Poucos. Conjectura do seu status que, dirigentes, treinadores e jogadores estão de tal forma formatados que as flash interview dos finais das partidas são cada vez mais do mesmo. Nada acrescentam, nada nos ensinam. Frases feitas com escusas evasivas.

Vem isto a propósito de ter ouvido num dos programas de análise desportiva de um canal informativo um comentador de nomeada insistir na possibilidade de os árbitros virem às conferências de imprensa assumir os seus erros, falar para o público, explicar-se. Faria sentido? Julgo que não. Futebol e polémica andam de mãos dadas e é um facto incontornável. Se queremos melhorar este desporto que é rei, haverá tantas coisas por fazer, a começar pela mentalidade das pessoas. De país para país é o que muda.

Nos campeonatos britânicos um jogador que simula é assobiado, considerado um batoteiro. Cá em Portugal um jogador que simula e ganha uma grande penalidade é um jogador inteligente, experiente que conseguiu iludir o cego e inábil do árbitro.

Nós, latinos, vivemos no desporto e na vida com maior intensidade e tórrida paixão pelas nossas crenças. Vencer é o mais importante.

O futebol é como uma religião, tem seguidores em todo o mundo, todos tem o seu clube com o qual se identificam, buscam a satisfação como um escape ou catarse. Não há talvez outra grandeza que una as massas em toda a parte do mundo.
 
Seria este um mundo quase perfeito não fossem as imperfeições de quem arbitra não é? Todos nós sabemos que um árbitro de futebol bem-intencionado e de consciência limpa tem o direito de errar (não muito) como todo ser humano, até porque as suas decisões devem ser tomadas instantaneamente. Fazemos então, nós árbitros, o nosso mea culpa. Sim erramos, errámos e erraremos. Conseguem aceitar?

Dinis Gorjão

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Opinião: As mulheres na sociedade futebolística


Bonitas, simpáticas e dedicadas, são as mulheres que a cada ano estão ganhando espaço dentro do universo da arbitragem de futebol. Elas sabem captar mais rapidamente as reais necessidades que a nobre função exige, pois são detalhistas e aplicadas e, assim ganham cada vez mais um lugar de destaque dentro da sociedade futebolística.

No entanto mesmo com o crescimento da presença feminina dentro da arbitragem o preconceito é o muro a ser derrubado. Este preconceito é observado em todos os seguimentos da sociedade futebolística, até mesmo de alguns companheiros que não vêem elas como árbitros e sim como mulheres, por serem do sexo oposto possam obter certo privilégio dentro do universo da arbitragem.

Com tudo a expectativa é o crescimento cada vez maior da presença feminina dentro desta globalização que o mundo esta vivenciando, e, não será diferente na arbitragem. Esta presença pode ser simplificada com a eleição de Dilma Roussef para presidência do Brasil, quebrando o monopólio machista que vinha deste da princesa Isabel.

A presença feminina não se resume na simpatia e beleza nos estádio de futebol, significa uma integração de pensamentos e atitudes entre homens e mulheres que resultam num ganho de diversidade no ambiente de trabalho.

O estereótipo criado historicamente de que a mulher só serve para cuidar do lar e dos filhos, vem sendo quebrado, assim possamos ter uma sociedade mais justa, com oportunidade iguais e sem descriminação, não somente no universo da arbitragem mais sim em todos os seguimentos do mundo globalizado.

Por Valter Ferreira Mariano
Escrito em Português do Brasil

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Opinião: Mudança de década, arbitragem renovada?

Novo ano vida nova, desejos de um ano de 2011 com melhorias no futebol a todos os níveis e em todos os âmbitos, também a nível distrital se espera que haja uma melhor qualidade nos jogos e consequentemente nas arbitragens, havendo aqui uma relação de reciprocidade e ambivalência no progresso que surgirá de mãos dadas.
 
Façamos uma retrospectiva daquilo que é hoje a realidade da arbitragem e daquilo que era há 10 anos atrás. Muita coisa mudou. Na base foram pouco a pouco aparecendo cada vez mais teenagers a experimentar a função, desaparecendo um pouco a ideia do árbitro quarentão e barrigudo. No topo habituámo-nos a ver juízes de gabarito com formação académica, com novas ideias e postura assumida.
 
As exigências a nível físico aumentaram e de que maneira! A velocidade e ritmo do jogo são maiores e só com uma boa preparação se consegue estar apto a decidir sobre esforço de grande intensidade. O antigo teste cooper caído em desuso prescreveu e foi entretanto substituído por uns testes mais exigentes na base da velocidade.
 
Ainda assim com as alterações já verificados poderemos estar a prepararmo-nos para mais mudanças de fundo. O que poderá estar na cogitação da arbitragem é um período de rotura com o passado. Em todos os patamares. A nível internacional nunca como agora se falou tanto na introdução de novas tecnologias para minimizar os erros. A tecnologia é uma espécie de jaula dos tempos modernos, um escape em jeito de utopia para quem costuma criticar as imperfeições dos árbitros. Enquanto novos sistemas são aperfeiçoados, alargaram-se as equipas com árbitros de baliza, uma vez que os já habituais aparelhos de comunicação e bandeirolas com sinal bip não eram 100% satisfatórios.
 
Em Portugal a tão ansiada profissionalização da arbitragem está programada e será uma realidade a breve trecho faltando apenas o cabimento jurídico, os grãos burocráticos tem minado a engrenagem, como bem deu a entender Vítor Pereira “Acredito que teremos árbitros profissionais dentro de menos de três anos. Porque ainda não se avançou para este modelo? Porque, basicamente, ainda não está resolvido de uma forma jurídica”. Acerca deste particular Blatter já avisou que no Mundial 2014 só estarão árbitros profissionais, e se queremos lá ter representantes já sabemos que o tempo urge.
 
Os tempos mudam, o futebol e a sua arbtiragem reorganizam-se, adaptam-se, na certeza porém que aliado ao poder significativo e por vezes decisivo do árbitro está o erro humano, um risco significativo dentro desta indústria mundial que arrasta fãs e paixões por todo o lado.
 
Dinis Gorjão

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Psicologia do árbitro (final)

O último capítulo da epígrafe acima, elenca o ponto de partida para um treinamento psicológico para árbitros, que deve se pautar na análise de como se produz um conflito, para se obter resultados concretos em sua atuação diária.

Como se produz um conflito: Os problemas que geralmente dão vazão a conflitos podem ser analisados da seguinte forma (problemas relevantes):

* diferença de percepção e avaliação do ocorrido;
* distinta concepção e interpretação de um mesmo caso.

A diferença dos objetivos faz com que a percepção esteja influenciada permanentemente por estes fatores. Cada um deles tem, de acordo com a sua função e o grau de identificação/grau de responsabilidade com uma situação, uma distinta percepção. O que em psicologia se denomina "percepção subjetiva" não é nada mais do que uma forma de "enganar a realidade".

Uma situação de conflito se produz sempre de acordo com o seguinte esquema: o árbitro intervém em uma determinada constelação, na equipe, o seu técnico, o público etc.., que se mostram atacados, pois consideram que tal intervenção os prejudica. Por isso protestam, e o árbitro, de acordo com entendimento de Heisterkamp, de 1982, reaciona, por sua vez, diante deste protesto, como abaixo pode desenhar-se como um círculo:

Os árbitros devem aprender a conviver, e ser capacitados a conviver, com este tipo de situação e por sua vez estar preparado para antecipar-se, e sair dela sem entrar em situações de conflito que prejudiquem ainda mais a sua tarefa (treinamento de percepção e de psicoregulação).

O árbitro não deve permitir que um óbice simples crie uma situação desfavorável, ou leve, por outro lado,a encerrar-se em um círculo vicioso onde seja necessário punir cada vez com maior rigor, desvirtuando a finalidade do espetáculo. A missão do árbitro de futebol é conduzir a partida a bom término, sem prejudicar as partes envolvidas. Deve, por exemplo, ter-se em consideração, diante do protesto de um atleta, explicitar contemplação diante de uma reação de um treinador (treinamento de autocontrole), mas sempre levando a situação dentro dos princípios da ética. Nunca reagir com autoritarismo exagerado diante de cada reação e/ou protesto: sempre que estes forem toleráveis, deverá ter contemplação e, por sua vez, ser educador nesta situação. Não punir o infrator só por demonstrar seu desagrado, ignorá-los, "fazer-se de surdo", tranquilizá-lo com um gesto de compreensão, ou até mesmo com um sorriso. Mas em caso de escapar à ética ou serem reações agressivas, punir peremptóriamente, de forma incontinenti, severa, sem dar margem a que o conflito se generalize. É de fundamental importância que se mantenha a calma, como assim, nessas situações aparecer como "donos" da mesma, valendo-se do regulamento, sem utilizar gestos agressivos e/ou confusos. Desta forma, pode ser evitada a generalização do conflito que deteriora o espetáculo e prejudica a imagem do árbitro.

As exigências físicas, técnicas, táticas e psicológicas que caracterizam o esporte de alto rendimento induzem uma modernização nos critérios a ter em conta durante o processo de ensino-aprendizagem para a formação de árbitros. O conteúdo temático do processo formativo deverá incluir uma educação teórica e prática equivalentes , uma vez adaptadas às exigências da cada esporte específico. A tarefa deve ser assumida nos distintos campo de ação. Nós sugerimos como aspectos prioritários:

1) Melhorar a imagem do árbitro: Para isso deverá traçar-se um programa tanto nas federações como na CBF e, por extensão, nos clubes, que permita estimular e hierarquizar a função do árbitro. Em nível de clube, reconhecimento por parte dos dirigentes, técnicos, atletas, oferecendo os treinamentos para a prática pedagógica dos árbitros, colaborando como reforço positivo, corrigindo e encaminhando o novato. Em se tratando de federação criando rankings de atuações, em cada categoria, e principalmente formalizar reuniões para discussões(permanentes) não só dentro do colegiado arbitral, como também convidando técnicos, dirigentes, imprensa. Os treinadores, por sua vez, são os principais responsáveis pela conscientização dos atletas com respeito à importância do fair play (jogo limpo), o que ajudará evidentemente nas tomadas de decisões do árbitro no campo de jogo.

2) Formação prática:
Deverá não só incluir-se uma boa preparação física, como também o treinamento da "observação específica", através de videofilmes, de prática "pedagógica" nos clubes, e a utilização de planilhas técnicas de observação com pessoas com notório conhecimento sobre as regras do jogo.

3) Formação teórica: Deverão incluir-se não só os aspectos específicos das regras do jogo, seu domínio, como também de conhecimentos de técnicas e tática específica do esporte em questão. Serão incluídos programas de treinamento de percepção e como parte específica do treinamento psicológico o treinamento de: visão periférica, visão focalizada, percepção da situação de jogo, treinamento da concentração, treinamento da atenção, treinamento psicoregulador, onde se incluirão programas para autocontrole , controle de stress, controle da agressividade, formação da personalidade do árbitro, treiná-lo nas tomadas de decisões e no domínio dos gestos específicos que esta demanda.

in: apitodobicudo

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Psicologia do árbitro (3)


Por sua vez, a característica do árbitro perfeccionista é estar permanentemente com o apito na boca, marcando de imediato, todas as infrações que ocorrem. Este tipo de comportamento interrompe a fluidez do jogo e expõe o árbitro a uma posição antipática diante dos atletas, subtrai a continuidade da partida, impede a lei da vantagem, convertendo o árbitro no "jogador mais importante do prélio". Traduzindo: o árbitro passa a ser o espetáculo, e não o jogo em si.

Resumindo, podemos estabelecer que um bom árbitro vai depender não só das qualidades natas do indivíduo para essa função, como também de um correto processo de ensino-aprendizagem, oferecido nos cursos de formação, que propiciem mostrar pautas de equilíbrio entre: flexibilidade/personalidade; permitir/punir; e/deve ser; objetividade/subjetividade.

Dietrich Spate define a tarefa do árbitro com enorme precisão ao esquematizar sua sua função como um trabalho permanente de comparação entre dois polos distintos, a saber:

deve ser: imposto pelas regras do jogo;

é/foi: determinado pela ação ocorrida


Entretanto, técnico e atletas tem como ideia e função ganhar o jogo, valendo-se para isto de recursos técnicos, táticos, estratégicos, psicológicos e, às vezes, outros nem sempre éticos e legais. Essa diferença de interesses e funções é que pode proporcionar uma situação de conflito. Graficamente, podemos expressá-la dessa forma:

Por sua vez, a característica do árbitro perfeccionista é estar permanentemente com o apito na boca, marcando de imediato, todas as infrações que ocorrem. Este tipo de comportamento interrompe a fluidez do jogo e expõe o árbitro a uma posição antipática diante dos atletas, subtrai a continuidade da partida, impede a lei da vantagem, convertendo o árbitro no "jogador mais importante do prélio". Traduzindo: o árbitro passa a ser o espetáculo, e não o jogo em si.

Resumindo, podemos estabelecer que um bom árbitro vai depender não só das qualidades natas do indivíduo para essa função, como também de um correto processo de ensino-aprendizagem, oferecido nos cursos de formação, que propiciem mostrar pautas de equilíbrio entre: flexibilidade/personalidade; permitir/punir; e/deve ser; objetividade/subjetividade.

Dietrich Spate define a tarefa do árbitro com enorme precisão ao esquematizar sua sua função como um trabalho permanente de comparação entre dois polos distintos, a saber:

deve ser: imposto pelas regras do jogo;

é/foi: determinado pela ação ocorrida

Entretanto, técnico e atletas tem como ideia e função ganhar o jogo, valendo-se para isto de recursos técnicos, táticos, estratégicos, psicológicos e, às vezes, outros nem sempre éticos e legais. Essa diferença de interesses e funções é que pode proporcionar uma situação de conflito. Graficamente, podemos expressá-la dessa forma:

Por sua vez, a característica do árbitro perfeccionista é estar permanentemente com o apito na boca, marcando de imediato, todas as infrações que ocorrem. Este tipo de comportamento interrompe a fluidez do jogo e expõe o árbitro a uma posição antipática diante dos atletas, subtrai a continuidade da partida, impede a lei da vantagem, convertendo o árbitro no "jogador mais importante do prélio". Traduzindo: o árbitro passa a ser o espetáculo, e não o jogo em si.

Resumindo, podemos estabelecer que um bom árbitro vai depender não só das qualidades natas do indivíduo para essa função, como também de um correto processo de ensino-aprendizagem, oferecido nos cursos de formação, que propiciem mostrar pautas de equilíbrio entre: flexibilidade/personalidade; permitir/punir; e/deve ser; objetividade/subjetividade.

Dietrich Spate define a tarefa do árbitro com enorme precisão ao esquematizar sua sua função como um trabalho permanente de comparação entre dois polos distintos, a saber:

deve ser: imposto pelas regras do jogo;

é/foi: determinado pela ação ocorrida

Entretanto, técnico e atletas tem como ideia e função ganhar o jogo, valendo-se para isto de recursos técnicos, táticos, estratégicos, psicológicos e, às vezes, outros nem sempre éticos e legais. Essa diferença de interesses e funções é que pode proporcionar uma situação de conflito. Graficamente, podemos expressá-la dessa forma:

Valdir Bicudo -bicudoapito@hotmail.com

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Psicologia do árbitro (2)


Devido as distintas pressões do meio ambiente e dos diversos processos internos (motivação, stress etc..) aos quais está submetido o ser humano é que, às vezes, a capacidade de percepção se vê influenciada. A análise de uma mesma situação, às vezes, não é idêntica. Observamos variabilidade e postulamos estabilidade, e sentimos desestruturação (caos) e sintetizamos estrutura e sentido. Esse sistema de codificação nos permite aprender a conhecer o universo que nos rodeia, mas essa percepção tem suas falhas (Rusch e Zimbardo).

Exemplo denominado na psicologia como percepção subjetiva que, expressado de outra forma, assim figura: o mundo físico e o mundo percebido não coincidem, não concordam entre si.

Erros de percepção
Como exemplo mais claro temos os denominados transformações ou enganos óticos. Por exemplo, quando vemos as vias férreas unidas no horizonte. Muller-Lyer nos apresenta uma série de figuras que induzem ao erro ótico.


Aparentemente a linha (a) é menor que a (b), no entanto, elas são absolutamente iguais. Use uma régua se tiver dúvida.
São famosos os jarros de Rubinstein

O apreciador pode apreciar um jarro branco sobre um fundo negro ou dois perfis de figuras em negro sobre um fundo branco. Os exemplos acima evidenciam a importância das cargas emocionais, frente as tomadas de decisões.

Definições

Percepção: Entrada na consciência de uma impressão sensorial, chegada previamente dos centros nervosos. As impressões sensoriais não são vivenciadas em forma separada, mas sim como um todo.

Percepção subjetiva: Influência exercida sobre a percepção pelos fatores sociomotivacionais.
Motivação: Processos impulsores e orientadores que resultam em determinantes para a eleição e para a intensidade da utilização das tendências da conduta.

Utilizando a metáfora do exemplo de Myller-Lyer, vemos que o árbitro inseguro votaria inconscientemente a favor do conjunto que lhe dá mais proteção, mais segurança. Isto significa, em futebol, que dita votação representa a equipe local. Estatísticas demonstram que o local leva a vantagem de poder cometer mais faltas que seu rival, com o lógico benefício tático que isto representa. Os árbitros que apresentam este comportamento são denominados, na linguagem popular, como “localistas” ou “caseiros”. A solução para este problema é a conscientização dos árbitros, através de uma formação psicológica, para que não cometam o erro de deixar-se levar, de influenciar-se pelas emoções e simpatias para o “local”.

Valdir Bicudo -bicudoapito@hotmail.com

Psicologia do árbitro (1)


Psicologia é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que o organismo faz) e seus processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento). Ou seja: a maneira como a mente do homem funciona, planeja, tira conclusões, tem fantasias e sonha.

Dito isso, ao final de cada partida de futebol, é comum os torcedores, atletas, técnicos, imprensa, enfim aqueles que compõe o contexto do futebol, realizarem comentários e críticas pertinente à atuação do árbitro e seus assistentes.

Ser árbitro é uma missão sibilina. Ao analisar as causas desta assertiva, elas nos revelam, entre outros os seguintes aspectos: diferença de interesses gera uma diferente percepção das causas; diferença de exigências e pressões gera uma distinta percepção e, por conseguinte, uma perceptível avaliação de uma mesma situação do jogo.

Quais os motivos, qual é o atrativo e quais são as causas que podem levar uma pessoa a optar por tão difícil ramo de atividade? Vamos mencionar alguns: auto-representação (ser parte do espetáculo); ânsia de poder (determinar, controlar) e interesse pelo esporte (amadorismo).

Um árbitro é – nada mais, nada menos - um ser humano que, no exercício da sua função, pode realizar atos corretos, mas está propenso a equívocos, como qualquer ser humano. Os equívocos dos árbitros podem ter diferentes causas, e a investigação nos diversificados campos da psicologia e da fisiologia nos permitem saber, na atualidade, que são complicados os mecanismos pelos quais se reproduz a percepção.

O que acabamos de lembrar em relação ao árbitro é o primeiro de uma série de quatro artigos que pretendemos na continuidade expor com minucias outras a difícil atividade que estamos nos referindo, pois apesar de famosos analistas da área existe uma consequência principal e fundamental pela opção que o homem tem de dirigir jogos de futebol. Psicologia em futuro do que iremos avaliar talvez seja mesmo desprezada, pois somos capazes de jurar que só existe um motivo para vocacionar quem quer que seja a intervir nesta carreira.

Valdir Bicudo -bicudoapito@hotmail.com

domingo, 26 de dezembro de 2010

Opinião: A alimentação de um árbitro

Para além do treino físico, estado psicológico e aptidões pessoais, a alimentação é um dos factores que mais afecta a boa forma e os resultados positivos de um árbitro, contribuindo para o seu sucesso desportivo.

Uma alimentação correcta é aquela que proporcionando um bom estado de saúde ao árbitro, se vai traduzir, quer numa melhoria do seu rendimento desportivo, quer numa melhoria da sua saúde a longo prazo.

Do mesmo modo, a alimentação também pode influenciar negativamente o rendimento desportivo.

É importante realçar que não existe propriamente uma dieta do atleta, ou mesmo de determinado desporto, mas sim um plano alimentar, que deverá ser, sempre que possível, individualizado e adaptado a cada situação. Este deverá ter em conta vários factores tais como: tipo de desporto, idade, sexo, raça, clima, temperatura, altitude, condições sócio-económicas, factores individuais.
Os princípios básicos para uma correcta alimentação do árbitro assentam, por um lado, na satisfação das necessidades energéticas e plásticas, através de um adequado fornecimento de calorias, hidratos de carbono, gorduras, proteínas, vitaminas, minerais e água; e por outro, num correcto enquadramento destes
alimentos em: dieta de treino, dieta competitiva e pré-competitiva, e dieta de recuperação.

DIETA DE TREINO 
Que cuidados deverá ter um árbitro?
1- Comer várias vezes ao dia e pouco de cada vez.
2- Evitar: chá, café, álcool (podem diminuir a eficiência muscular).
3- Evitar alimentos hipercalóricos e pouco nutritivos (ex: guloseimas, bolos, refrigerantes, bebidas alcoólicas).
4- Preferir alimentos do grupo pão/cereais e vegetais/frutas.
5- Evitar comidas gordurosas pois atrasam a digestão, e um estômago cheio durante o esforço físico pode provocar náuseas, vómitos, cólicas abdominais e dificultar a expansão do diafragma.
6- Preferir água e sumos naturais em detrimento de bebidas artificiais, alcoólicas e gaseificadas.
7- Não beber muitos líquidos às refeições, principalmente no seu início, pois estes levam a uma diluição dos sucos digestivos, originando uma má igestão e má absorção dos alimentos. Além disso, provocam uma
sensação de saciedade precoce pela acção de dilatação do estômago.
8- Um organismo desidratado predispõe facilmente a tendinites e lesões musculares por perda das qualidades funcionais da fibra muscular desidratada. Deve-se ingerir cerca de um mililitro de água por cada Kcal ingerida (metade dessa quantidade é ingerida através da água dos alimentos e a outra metade deve-se ingerir sob a forma de líquidos).
9- Evitar alimentos que provoquem muitos gases abdominais, uma vez que podem originar cólicas e indisposições abdominais (ex: o ovo, o feijão, a cebola, o grão, a ervilha, a fava). No entanto, a experiência pessoal de cada um é o mais importante, pois alimentos toleráveis para uns podem ser intoleráveis para outros.
10- Reduzir a quantidade de proteínas animais em prol das proteínas vegetais, pois são menos ricas em gorduras saturadas e mais ricas em hidratos de carbono. No entanto, estas devem ser sempre acompanhadas por algumas proteínas animais durante a mesma refeição, uma vez que não são tão ricas em aminoácidos essenciais como as proteínas animais.
11- Se o árbitro tiver necessidade de mudar os seus hábitos alimentares, então que seja uma mudança progressiva e não uma mudança súbita.
12- Um aporte vitamínico deficiente na dieta pode levar a um baixo nível competitivo; os atletas necessitam de uma maior quantidade de vitamina C, E, A e vitaminas do complexo B. No entanto, a ingestão excessiva de vitaminas em nada melhora o nível de competição, energia, força e saúde do árbitro.
13- Quando se ingere hidratos de carbono simples (doces, açúcar) isolados, estes são rapidamente absorvidos, provocando um aumento da glicemia. A glicose excedente é rapidamente armazenada no tecido adiposo sob a forma de triglicéridos, havendo assim um aumento de peso para o árbitro. Assim, para evitar esta situação, estes alimentos deverão ser ingeridos moderadamente e durante as refeições.

No nosso país, onde o desporto tem um papel de destaque, pensamos que é muito importante que todos os envolvidos tenham noção que a alimentação não é uma peça irrelevante. Estamos certos que através de uma alimentação mais correcta e adaptada às suas necessidades, a generalidade os atletas-árbitros podem vir a melhorar ainda mais os seus resultados e, sobretudo, o seu bem-estar físico e psíquico.

Mário Ferreira (Árbitro) / Luciana Cipriano (Nutricionista)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Opinião: Tolerância para com os árbitros Jovens


Ser Árbitro de futebol ou de outra qualquer modalidade pressupõe uma melhoria constante desde o momento em que se abraça a causa até que passem alguns anos a exercer essa mesma actividade. Não há ninguém, pese embora tenha ou não talento inato, que logo desde início possa obter excelentes performances. O erro andará de braço dado com quem decide, muito mais ainda para quem não tem experiência alguma!

O hábito surge como o resultado de uma aprendizagem e é através dessa aprendizagem que o hábito se instala no homem. Portanto, o homem tem que adquirir hábitos, que progressivamente vão sendo executados de uma forma mais correcta com mais ou menos esforço até que se tornam automáticos e habituais, tendo, no entanto, que haver uma motivação para tal. Por vezes sé aqui que claudica todo o esforço, pois a taxa de desistência na arbitragem nas duas primeiras épocas é alta. As pessoas são levadas a abandonar devido a um ou outro jogo mau e à pressão extra que sentiram e os fez desanimar. Normalmente falamos de árbitros teenagers que muito poderiam dar no futuro, mas que não tiveram complacência do público, dirigentes e jogadores dos seus jogos. Mesmo que falemos no futebol 7, onde normalmente se dão os primeiros passos. Os jogadores nessa curta idade estão em formação, tal como os árbitros, mas a estes não se admitem erros. Todos querem vencer os seus jogos.

Sem motivação tudo fica mais difícil, pois este factor desempenha um papel capital no processo da aprendizagem. Se um cidadão qualquer não estiver motivado nada o conseguirá fazer aprender. A aquisição de conhecimentos depende essencialmente do estado de maturação de cada indivíduo. A maturação está dependente da idade e do crescimento físico e psíquico da pessoa que aprende ou procura aprender.
Na maior parte das Associações por esse país fora (inclusive na nossa) estão cursos de árbitros a terminar e em breve as pessoas poderão observar a nova vaga de amantes do futebol a tentar a sua sorte de apito na mão, e com a necessidade de efectivos no sector, queira a nossa sorte que sejam muitos, bons e interessados. E que já agora o mundo do futebol os saiba receber com carinho e paciência, preparados para os primeiros disparates que possam eventualmente fazer, pois com certeza eles existirão.

As Regras do Jogo são únicas e devem ser cumpridas com rigor, clareza, imparcialidade, serenidade, objectividade e Justiça. Mas … nem os árbitros de top estão imunes a imperfeições! Todos juntos pela melhoria do futebol, é o que se pretende.

Dinis Gorjão

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Opinião: Stress, isso derruba o árbitro!

O árbitro de futebol é um ser humano como qualquer outro, sujeito a todas as situações que uma pessoa pode passar e ter todos os problemas, do financeiro ao de saúde.

O stress é um problema de saúde mais comum entre os árbitros de futebol, provocado por inúmeros factores relacionados a arbitragem. São factores externos e internos relacionados com a partida que irá actuar.

O árbitro sofre com a ansiedade como qualquer outra pessoa. Mas alguns escondem esta ansiedade dentro de uma falsa tranquilidade, rejeitando qualquer tipo de relaxamento mental e físico. Mas, com essa atitude, simplesmente estão colocando mais lenha na fogueira, aumentando a pressão em seu estado emocional e colocando a sua actuação em risco, podendo prejudicar o bom andamento da partida.

Podemos numerar vários factores que contribuem para este estado de stress. Iniciamos com medo, medo de não errar principalmente num lance capital, que possa alterar o resultado da partida. Este medo vem da falta de confiança no espírito de aplicar as regras, não por não conhece-las, mas de errar ao aplicá-las.

Esta falta de confiança pode ser ampliada quando observa um erro do seu assistente, e passa a duvidar da credibilidade de futuras acções do mesmo. Isso é ruim, pois a partir deste instante ele imagina estar sozinho na partida, sem ninguém a quem possa recorrer.

A preocupação com sua forma física é outro factor que incomoda o bom desempenho do árbitro. Um péssimo condicionamento físico reflecte o descaso do árbitro para com sua profissão e compromete o andamento da partida, colocando sempre em dúvida o que esta marcando, pois sempre estará longe do lance. Também terá sempre um foco de visão muito prejudicado, aumentando a possibilidade de um erro capital que poderá mudar o resultado final da partida.

Nervosismo excessivo e dormir mal na noite anterior da partida são outros factores que soma para o stress do árbitro.

A torcida é um factor que todos os árbitros não dão conta de sua importância e influência dentro da partida. Esta importância e influência pode ser verificada quando o árbitro marca uma falta e em seguida recebe uma sonora vaia, em sua mente cria-se a dúvida, “marquei certo ou não”. Esta dúvida não pode existir, pois deve saber que a torcida sempre ver o lance com o coração e nunca com a razão.

Os árbitros em geral têm grande dificuldade em lidar com a crítica sempre destrutiva e ofensa vindo dos atletas, técnicos, dirigentes, imprensa e torcedores. Ela se torna no principal motivo de abandono da carreira. Isso é mais comum nos árbitros mais jovens, que apresentam um índice de abandono maior que os experientes.

A capacidade de reagir a tais situações, de analisar seus erros, de ter uma preparação física mais adequada e de desenvolver sua técnica de arbitrar não são suficientes, segundo os conhecedores da matéria. É de vital importância que o árbitro tenha no sangue o prazer e a satisfação de estar dentro de campo apitando uma partida de futebol como sendo a sua mais importante, isso é simplesmente sua aptidão para ser um árbitro de futebol.

Valter Ferreira Mariano

Opinião: "O árbitro enquanto agente desportivo na preservação da ética"

Foi este, o tema supracitado, que serviu de mote à intervenção de Vítor Pereira num colóquio universitário no início desta semana. O árbitro enquanto agente desportivo como se pode definir? Legista? Justiceiro? Demagogo? Pedagogo? Elemento de bom senso? Atleta? Líder? Muitos são os predicados exigidos aos senhores do apito da arbitragem de top nacional e internacional. Um grande árbitro, ou aquilo que se quer do considerado modelo «árbitro do futuro», tem que ser naturalmente um elemento com condições de bom nível a todos os níveis, passe a redundância.

Quando falamos em ética, e a interligamos com a imagem do árbitro, temos contra a classe a imagem má do passado, das brincadeiras do senso comum, da pouca confiança ou credibilidade que a arbitragem tem junto das massas.

Ainda assim, o panorama tem melhorado nesse sentido.
Ao nível distrital e naquilo que nos toca directamente, continua a sentir-se a profundeza das competições com sentimentos do tempo da outra senhora ainda a vingarem na actualidade. Qualquer árbitro jovem que inicia vê-se confrontado com essa mesma desconfiança. Desconfia das suas capacidades para a função no início, e se as ultrapassa vê-se confrontado com a desconfiança das pessoas face ao seu papel. Adiante.

O que será preservar a ética na competição quando ela por vezes nem existe, difícil fomentar algo esquecido. É bom que haja essa preocupação. O que é ser ético? É ser politicamente correcto. Ser politicamente correcto será tentar agradar a todos? A luta do homem do apito é decidir com justiça, por vezes não agradará a uma das partes em confronto naturalmente. Mas pode ter um papel importante no bom comportamento dos intervenientes sim, preservando a moral da competição.

Quais são as expectativas das pessoas em relação ao árbitro, que imagem esperam ter? O que as pessoas querem realmente é que os árbitros não errem em seu prejuízo e essa é sem dúvida a melhor imagem que podem guardar.

Dinis Gorjão

domingo, 21 de novembro de 2010

Opinião: Prevenção às lesões nos árbitros de futebol


Atualmente o futebol tem se tornado um esporte mais exigente em relação à capacidade física, aumentando assim o número de lesões no decorrer dos anos.
Inicialmente, essa preocupação estava relacionada exclusivamente ao jogador de futebol e atualmente os árbitros mostram que, para exercer com excelência a arbitragem, é necessário um condicionamento e treinamento de alto nível, estando assim, suscetível às mesmas lesões que todo atleta tem.

Esse cenário tem levado ao afastamento dos árbitros de partidas, testes e competições importantes, que são muitas vezes decisivas para o crescimento e realização profissional. Isso nos leva a refletir sobre a profissionalização dos árbitros, dando a eles condições para que possam melhorar e se prevenir contra os desfechos indesejáveis.

Sabe-se que, hoje, a fisioterapia exerce um papel fundamental na medicina desportiva, tanto para o tratamento quanto para prevenção de lesões. Tema esse, fonte de inúmeros estudos na área desportiva. A fisioterapia tem se preocupado em atuar na prevenção das lesões na prática esportiva para homens e mulheres, devido há fatores importantes como, por exemplo, custo de tratamento e tempo de afastamento. Esses fatores para arbitragem são de suma importância para que não ocorra a perda da qualidade.

As lesões mais comuns nos árbitros normalmente são: lesões ligamentares do joelho e tornozelo (entorses), tendinopatias (tendinites), lesões musculares e lesão por estresse.
Uma das formas mais adequadas para se prevenir essas lesões é o treinamento sensório motor, que está relacionado à propriocepção específica para cada situação. O termo propriocepção foi originalmente definido por Sherrington em 1906 como “percepção da articulação e dos movimentos do corpo tão bem quanto à posição ou segmento do corpo no espaço”, para que o organismo conheça de forma involuntária, gerando uma adaptação de como se deve comportar em relação às diversas situações que oferecem risco de lesões durante a partida.

Inúmeros programas de prevenção têm sido desenvolvidos para modificar tanto as características neuromusculares quanto biomecânicas, na tentativa de reduzir as lesões. Tipicamente, esses programas incorporam uma combinação de exercícios de equilíbrio, pliometria (saltos controlados), agilidade, resistência e componentes de flexibilidade. Todos realizados em circuitos de treinamento especificamente desenvolvidos por um fisioterapeuta que estuda qual o mecanismo de lesão mais comum para os árbitros.

Esses treinamentos são realizados periodicamente durante todo o processo de pré-temporada e com manutenção dos ganhos durante os períodos de jogos.

Doutor Carlos Eduardo Pinfildi
Professor da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Santos
http://www.pinfildi.com.br - Refnews

Texto escrito em Português do Brasil

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Opinião: Tecnologias, porque não?


Continuamos semanalmente quer em Portugal, quer em jogos no estrangeiro, a ter lances de decisões erradas por parte das equipas de arbitragem, onde através de uma simples repetição, por vezes nem sendo necessário recorrer à câmara lenta, se observa em poucos segundos que a bola não entrou na baliza, que o golo foi em fora de jogo, que houve grande penalidade ou que um jogador agrediu o seu adversário, situações importantes para o desenrolar do jogo, que, quando mal julgadas por parte dos árbitros acabam normalmente por ter influência no resultado final.
E é para lances como estes, que eu defendo o vídeo-árbitro, ou seja onde a repetição da imagem, não deixa qualquer dúvida sobre a decisão correcta a tomar. Não defendo o vídeo-árbitro para todas ou qualquer decisão, sendo que, nas situações onde as dúvidas continuassem a existir, e onde se discutisse a "intensidade" da falta, se a mão foi ou não deliberada, ou se o corpo estava ou não em linha, nestes casos, a decisão inicial tomada pelo árbitro mantinha-se.

Para além de tudo isto, o número de vezes, em que cada equipa poderia recorrer a estas imagens durante um jogo estaria sempre limitado a duas ou três intervenções, reduzindo assim o tempo que eventualmente se perdia, e de acordo com as estatísticas existentes, resolvendo os quatro ou cinco casos mais graves e complicados que em média acontecem num jogo.
Assim sendo, ficava o árbitro livre de no próprio jogo, na semana seguinte, e por vezes ao longo da sua carreira, de ouvir o seu nome sistematicamente arrastado nas bocas de "escárnio e maldizer", defendendo-se desta forma, as equipas, o árbitro, mas sobretudo a verdade desportiva, conferindo-se assim mais e maior credibilidade a este espectáculo fantástico que é um jogo de futebol.

É por tudo isto, que as novas tecnologias, o vídeo-árbitro e todas as formas de auxílio à tomada de decisão, são urgentes e têm de ser implementadas para que o futebol continue a ser o desporto-rei, mas pelos melhores motivos e razões.

Pedro Henriques

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Opinião: 24 horas da partida


As 24 horas que antecede a partida, são de vital importância para o árbitro de futebol. Neste período todos os cuidados deverão ser tomados, como uma boa noite de sono. Baladas! Nem em sonho, muito menos ingerir bebidas alcoólicas. Se fumar, deve diminuir a quantidade de cigarros, o ideal é não fumar.

Ter em mente que todos os cuidados foram tomados, garante ao árbitro a certeza que a sua arbitragem será ótima. O seu desempenho físico e mental passará à todos que é conhecedor do espírito das 17 Regras, aplicando-as próximo do lance e com total nitidez, inibirá qualquer tipo de reclamação, passando a ser respeitado e ganhando a confiança dos jogadores. Por outro lado, o árbitro que não deu a devida importância à noite anterior, será castigado pelo seu corpo e mente, onde a fadiga e o raciocínio lento prejudicarão a partida, sem contar o mau hálito causado pelo consumo da bebida alcoólica.

No dia da partida, o árbitro deve fazer uma alimentação com alimentos de forte poder nutritivo, a alimentação à base de saladas é aconselhável (consultar um nutricionista) para quem em poucos momentos depois terá que empregar suas energias sem a menor reserva. Beber apenas água, já que qualquer bebida alcoólica proporciona energias apenas momentâneas, que logo se convertem em forças diminuídas.

O árbitro deve ter-se alimentado pelo menos duas horas antes do jogo. O estômago em pleno processo de digestão entorpecerá seu trabalho, sentir-se-à pesado, as idéias chegarão ao cérebro tardias e confusas. Na arbitragem a rapidez de raciocínio fará a diferença entre a boa e a má atuação do árbitro.

O verdadeiro árbitro profissional busca na ciência formas de lapidar sua nobre função. Buscar o apoio de um nutricionista é uma delas.

Valter Ferreira Mariano

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Opinião: Respeito pela equipa de arbitragem

O respeito que se deve ter pela equipa de arbitragem por parte de todos os intervenientes, desde jogadores a treinadores passando também pelos dirigentes tem sido um dos temas mais discutidos nos últimos anos nos seminários e formações da UEFA. É uma das principais preocupações no futebol actual. A imagem do árbitro e o que dela transparece continua a ser um ponto a capitalizar e a melhorar a curto prazo.

Um árbitro deve tentar perceber como é visto, qual o feedback que pode transparecer, (positivo, negativo ou completamente neutro), que imagem tem os outros de si para estar preparado. Talvez possamos concluir que no início do jogo tudo esteja bem, não havendo antecedentes marcantes no passado há harmonia entre todos. Quando é que esta acaba? Quando uma equipa se sente prejudicada numa decisão capital! Tudo o que ia bem acaba logo virando um problema.
Também a relação dos adeptos do futebol connosco não é pacífica, criticar um árbitro é um acto banal.

E como é que nós conseguimos explicar às pessoas que temos a certeza que vamos errar, que é inevitável, como transmitir essa mensagem? Quem compreende? Como é que as pessoas podem perceber os nossos erros sem perder o respeito por nós. Nada fácil.

Ninguém aceita ser prejudicado e quando tal acontece mais do que uma vez, é considerada uma perseguição sistemática ao clube e a comunicação social é usada a preceito para cada um se valer das suas razões colocando logo pressão nos próximos jogos como que dando o alerta de que para com eles estão em dívida. Aos árbitros exige-se imparcialidade, idoneidade, justiça, competência e qualidade e não que nunca errem e que acertem sempre nas suas decisões. Humanamente é pouco exequível.

O Futebol não foi inventado pelos árbitros nem para os árbitros, mas não se concebe a sua existência sem a presença destes, isto porque o ser humano não se auto-disciplina quando confrontado com a paixão e com a vontade e a ânsia de vencer. Não existindo um cenário perfeito tem que existir compreensão. O aparecimento do árbitro no jogo foi natural e necessário.
Ganhar ou perder. Ter sucesso ou insucesso. Ser bem ou mal sucedido. Tudo na vida pode ter uma barreira muito linear.

Numa competição o papel do árbitro é, ou deverá sempre ser, secundário. O centro das atenções é o jogador, o artista do espectáculo. Menosprezem no sentido positivo a presença do homem do apito.

É importante uma reeducação das pessoas na sua relação com os árbitros, que muito têm mudado a sua postura e conduta nas últimas décadas. Quer-se mais e melhor. Têm existido mudanças, embora pouco reconhecidas.
Quem perder um jogo, que não se perca também no jogo do respeito!

Dinis Gorjão

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Opinião: O árbitro no fenómeno futebolistico


O árbitro cumpre homologar os resultados dos jogos e avaliam se as acções dos jogadores, treinadores, dirigentes decorrem de modo conforme com aquilo que dita uma correcta interpretação do espírito das leis de jogo.
O relacionamento com os treinadores e jogadores assenta no reconhecimento prévio e absoluto da autoridade de que estão investidos - que não o seu autoritarismo - e também no entendimento de que os jogadores e os treinadores competem sob um determinado estado de tensão psicológica que aqui e ali se manifesta de modo mais expansivo.

Nomeadamente, um árbitro com autoridade não é um árbitro que vigia policialmente treinadores e jogadores, numa procura constante de demonstrar o seu autoritarismo.
O árbitro requer uma necessária sensibilidade pedagógica para ter permanentemente uma atitude interpretativa das regras que lhe permita a definição de um critério de intervenção o mais coerente possível com o espírito que presidiu á sua elaboração, tornando-se decisivo que procure entender previamente a intencionalidade nelas subjacente de melhoria das condições em que actua e de eliminação gradual das muitas subjectividades interpretativas a que as suas decisões estam sujeitas.

Assim, ao árbitro pertence aplicar as leis de jogo com critério, interpretando-as em função do espírito de jogo que presidiu á sua definição. Um árbitro não é um aplicador das leis, é sim um condutor do jogo cujas decisões necessitam ser coerente durante toda a sua actuação.
Um bom árbitro, habitualmente reconhecido por jogadores e treinadores, é aquele que na "nossa casa" sabemos que não nos "dará nada", mas que fora também jámais "nos traia" o quer que seja!
O melhor árbitro é aquele que é aceite por todos os intervenientes de um jogo antes de ele ter inicio, ou seja, o que recebe maior aval de credibilidade por parte dos intervenientes do jogo.

O árbitro deve julgar a infracção, e não a intenção do jogador. Sancionar a que vê, e não o que pensa ter visto! Um dos maiores segredos de um bom árbitro , reside na sua capacidade de aplicar uma arbitragem preventiva.

Um árbitro, ao contrário da vontade expressa pelos jogadores, dirigentes, treinadores e pelos clubes, surge como elemento estranho e independente, investido de poderes discricionários que lhe dão total independência na aplicação das leis, sem que tenha de pensar na vitória de qualquer um dos clubes.

Ser árbitro é, para os que vão ver ganhar, ser alvo de protestos daqueles que comungam com a equipa penalizada pela decisão do árbitro! Logo que o árbitro intervém para fazer respeitar as leis de jogo, há sempre uma equipa penalizada, há sempre protestos! Ser árbitro é estar metido numa lareira para onde todos atiram lanha.

Por Cristiano Pires

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Opinião: Quantos minutos tem um jogo de futebol?


«Prefiro a liga inglesa, ali os jogos duram noventa minutos. Em Itália e Espanha há um pré-jogo e um pós-jogo», diz José Mourinho. Também em Portugal assim o é, a nossa cultura tão latina dá-nos esses predicados.
Qual a duração de um jogo de futebol? Não é uma pergunta com uma pergunta tão linear quanto possa parecer.

Há jogos de 90 minutos sem história, outros com histórias, existem outros que duram toda a semana (a anterior e a posterior!) e há até jogos que se perpetuam por toda uma vida!
Quando Mourinho compara o modo de estar britânico com o nosso põe a nú essas diferenças ideológicas entre as culturas. Talvez o futebol tenha tido o seu início ou desenvolvimento fulguroso no Reino Unido, no entanto é por cá que é vivido com mais garra, outro calor.

Em Portugal existem 3 jornais desportivos diários, em Espanha e Itália outros tantos. Em Inglaterra o jornal generalista "tablóide" disponibiliza 4 páginas de resumo do desporto.
Por cá todos avaliam os árbitros, há especialistas em todas as rádios, jornais, portais de futebol, todo o mundo é entendido na matéria. Qualquer lance é esmiuçado, repetido e visionado vezes sem conta. A actuação do árbitro está sempre em foco e sempre são encontrados erros, naturalmente. É um combate terrível entre o árbitro e os lances vistos pela TV.

Talvez um dia as novas tecnologias permitam uma quase eliminação do erro humano, mas aí o futebol perderá alguma da sua cor, do seu entusiasmo, do seu êxtase. Futebol sem polémica e sem discussão não existe, de que falarão depois os adeptos à 2ª Feira? da crise económica? Não! O futebol é um refúgio espectacular de todos os outros assuntos que nos preocupam.
Daí que a pergunta que dá nome à reflexão desta semana não tenha uma resposta inteiramente certa. Um jogo de futebol pode ser eterno!

Dinis Gorjão

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Opinião: Oportunidadade para o sucesso do árbitro

Como ter sucesso na arbitragem. Para a maioria dos árbitros, o sucesso não é um conceito claro. Muitos não pensam em obtê-lo. Talvez imaginam que o sucesso é exclusivo de uma minoria e esquecem que o sol nasce para todos. Uma pena.

Como qualquer outra pessoa, o árbitro de futebol tem que mentalizar que o sucesso não é sorte.

Podemos avaliar algumas pessoas que fizeram sucesso sem merecer e concluir que este sucesso foi uma coisa passageira, sem fruto, vazio, apenas uma brisa que passou e que nunca será lembrado pelos seus feitos. O sucesso só terá sentido se for duradouro e para isso ele deve ser forjado com a ética, a moral, comportamento e principalmente com o seio familiar.

Hoje com a globalização, um profissional que quer ter sucesso deve ter um amplo conhecimento dos acontecimentos relacionados com sua profissão. O árbitro de futebol deve ter este mesmo direcionamento. Não pode ficar alheio as pequenas mudanças no texto da Regras, até mesmo numa simples alteração de uma vírgula, pois este conhecimento fará a diferença entre o sucesso e a brisa passageira.

O comprometimento com a arbitragem é um bilhete rumo ao sucesso. Sempre ouvimos frases do tipo “não basta vestir a camisa, tem que suar a camisa”, sabemos que para obter o objetivo traçado, devemos nos doar de corpo e alma, ficar sempre atentos para pequenos detalhes e nunca ter o velho como espelho e sim olhar para frente, para o mordeno, para o novo, então poderemos perceber que a carreira esta decolando.

A cooperação aliada a amizade é uma forma de seguir em passos largos ao sucesso. Ninguém é mais forte sozinho, a união faz a força. Este conceito é fundamental na arbitragem, pois o árbitro não arbitra uma partida sem a cooperação dos assistentes e do quarto árbitro e vise-versa. Pela cooperação sua arbitragem estará sempre em processo evolutivo e sempre estará no rumo do sucesso.

Esta dinâmica exigirá cada vez mais esforço físico como mental, portanto o árbitro deverá esta sempre preparado. Abrir mão do tempo escasso que possui para treinar em pró do bate-papo com os amigos numa mesinha de barzinho, certamente o deixará ano-luz do sucesso.

O árbitro deverá ter em mente que a oportunidade para o sucesso será como o velho ditado do cavalo celado, quando passar, monte. Quem estiver preparado, certamente saberá aproveitar esta montaria. O árbitro tem que ter a consciência que a oportunidade não irá acontecer uma ou duas vezes na vida. Para poucos três. Para muitos elas nem serão identificadas. Equivale a dizer que o sucesso bateu em sua porta e você não estava em casa para recebê-lo. Faz tempo que escutamos e hoje é mais verdade do que nunca: temos que estar na hora certa, no lugar certo e com as pessoas certas, para podermos identificar, abraçar e aproveitar as oportunidades de sucesso. Ou a oportunidade.

Texto escrito por Valter Ferreira Mariano(Português do Brasil)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Opinião- A “Lei da Vantagem”

Os árbitros tem por dever prioritário facilitar ás equipas a oportunidade de praticar um futebol atractivo aos espectadores, exigindo dos jogadores a obediência das Leis de Jogo. Contudo devem evitar interrupções da partida sob qualquer pretexto, apitando excessivamente, aborrecendo os jogadores e assistência, comprometendo o brilho do espectáculo.

A ” Lei da Vantagem ” assegura prerrogativas aos árbitros para deixar de assinalar faltas em que os infractores se beneficiem, com excepção dos casos em que se impõe a marcação para não mal ferir a exigível disciplina ou observância das Leis de Jogo.

O Futebol inclui-se entre os desportos que autoriza os árbitros a oportunidade de exibir conhecimentos outros que não se limitam ás leis do jogo, devendo a sua intervenção circûnscrever-se ao absolutamente necessário, dentro do exigido pelas Leis, propiciando decisões amparadas na lógica e no bom senso.

Verifica-se, por vezes, que assinalando faltas de jogadores infractores beneficiando-os, imerecidamente, os árbitros materializar desvantagens para os jogadores atingidos que, além de sofrer a ilegalidade de uma jogada, ficam privados de obter a incidência salutar e benéfica da ” Lei da Vantagem ” a favor da sua equipa.

Assim a ” Lei da Vantagem ”, que tem lastro de preservação do direito e da razão, deve ser utilizada em todos os momentos do jogo, pois sua aplicação propicia agilidade, colorido e emoção ao desporto, valorizando o Futebol na sua prática.

Cristiano Pires