Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Opinião: "É mais fácil olhar para fora da janela que para o espelho."

Esta frase pertence a Vítor Pereira, presidente da Comissão de Arbitragem da LPFP, numa das suas últimas afirmações públicas. Uma clara indirecta em jeito de farpa aos autores das críticas que se tem ouvido nas últimas jornadas.

Fazendo uma analogia entre os campeonatos profissionais e o nosso distrital, é óbvio que também aqui se encaixa a mesma premissa. Também aqui mais tarde ou mais cedo vão aparecer as vozes indignadas desta ou daquela apitadela.

Quando se exerce a função de árbitro, sendo pública, está-se sujeito ao escrutínio e à crítica de quem compete e de quem visiona os jogos.
A cara de quem perdeu nunca será igual à de quem ganhou, e o caminho mais fácil é muitas vezes apontar e enumerar os erros cometidos...pela equipa de arbitragem, mesmo que não se tenha produzido um futebol capaz, isso não se reconhece, fica apenas para a palestra do próximo treino, coisas apenas ditas dentro do balneário. Para fora as pessoas gostam de exteriorizar dando as culpas aos outros, pressionando desde logo os árbitros dos próximos jogos.

Um defesa que coloca em jogo os avançados levanta o braço e atira o odioso para cima do assistente, um treinador em maus lençóis queixa-se de ser prejudicado, um dirigente desgostoso com o investimento feito sem resultado queixa-se do sistema. É recorrente, não devia mas já é habitual, tão normal que o "pós jogo" qualquer dia não tem interesse. Nem devia! Todas as semanas o mesmo tipo de declarações, já estamos formatados para não as valorizar grandemente.
Porque após o apito do árbitro pouco mais há a dizer, só já se pode mudar dai em diante.
Mas, sejamos honestos, quem quiser ser árbitro e esteja à espera duma carreira pública só com elogios bem pode recuar e procurar outro hobbie. Também nesse parâmetro os homens do apito devem ter poder de encaixe, saber destrinçar as críticas construtivas, das desculpas dos derrotados. Saber ouvir para melhorar, identificar os pormenores menos bons para torna-los melhores.
Também aqui há a reciprocidade da frase que dá título a esta crónica, e não tenham os árbitros sempre a vontade de chutar para canto todas as críticas, fazendo ouvidos de mercador. Muitas vezes também nós finalizamos um jogo insatisfeitos, mas longe de nós virmos desculpar-nos para as rádios ou jornais com argumentos esfarrapados.

É assim o futebol, é assim a nossa cultura latina, no desporto como na vida todos gostam de levar à letra a máxima "quem não pede não ouve deus", e então todos nos queixamos, cada um com a sua música, cada um consoante a sua dor!

Dinis Gorjão

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Opinião: Imaginação e Visualização Mental

Começou o jogo… apito inicial. O árbitro assume o seu papel, nada existe para além do cenário do jogo. A atenção no nível mais elevado, o controlo do stress e da ansiedade já foi antecipado e, agora, em perfeito domínio, a tomada de decisões é feita com rapidez, nível óptimo de concentração, o discurso flúi, voz controlada, gestos objectivos e expressão facial calma e confiante, posicionamento em campo conforme as técnicas aprendidas, gerindo o esforço e as mudanças de velocidade, sempre em contacto visual com os árbitros assistentes (ora um, ora outro) …

O rigor técnico, a disciplina, a boa disposição, o treino físico e das competências psicológicas faz com que o árbitro aja com consciência, com assertividade e clareza de discurso, com sinais seguros, harmoniosos e bonitos.
Como chegar a esse nível óptimo de atenção? Clara e naturalmente que um árbitro em início de carreira tem algumas preocupações enquanto está a arbitrar um jogo, com o tempo (experiência) e com treinos específicos, que requerem muito empenho, consegue deixar de pensar demasiado e automatizar comportamentos importantes na sua actuação. Além da interacção com os diversos intervenientes no jogo, o árbitro, no decorrer do jogo, preocupa-se com a sua colocação em campo, de acordo com as directivas transmitidas pelos formadores de árbitros no início de cada época, tenta transmitir uma boa imagem postural, sinalética harmoniosa e adequada, nunca estar de costas para os árbitros assistentes, não perder a bola de vista quando controla uma barreira, estar sempre muito atento à equipa que vai repor a bola em jogo (utilizando algumas técnicas, por exemplo, fechando uma das mãos dependendo da equipa e para que lado é que uma delas está a atacar), isolar os jogadores quando é necessário mostrar um cartão, entre outras preocupações relativas à aplicação técnica das leis.

Um árbitro com alguma experiência já não despende tantas energias nestas actividades porque interiorizou e treinou estas competências. O que fazer para as treinar quando os treinos, na maioria dos casos, acontecem em plena competição? Através da utilização de imagens e da visualização mental. Através desta técnica obtêm-se resultados rápidos e eficazes. Aprende-se, de facto, a controlar a actividade cognitiva e a facilitar a actuação, como se as imagens mentais de situações fossem realmente vivenciadas. São-no, na mente, mas quando um árbitro está num jogo e se fez esse treino, rapidamente vê resultados. É uma técnica que facilita qualitativamente a sua actuação. Se fizer esse treino sistematicamente, como por exemplo na véspera do jogo antes de adormecer, certamente que no jogo não pensará tanto, estará mais confiante e controlará melhor o stress e a ansiedade.

Drª Maria João Freire

A angústia do jornalista na hora de ser árbitro



O pior sítio para fazer de árbitro será num jogo que envolva uma equipa de árbitros. Assim como tentar pilotar um avião sem saber sequer andar de bicicleta. Mas foi o que aconteceu ao PÚBLICO, no jogo de futebol que encerrou a 3.ª Acção de Formação em Arbitragem para Jornalistas e opôs os profissionais da comunicação aos homens do apito. Sem lugar (ou habilidade) para alinhar na equipa dos jornalistas, o autor destas linhas viu-se inesperadamente atirado para o papel de juiz da partida.

Foi o culminar de um dia preenchido por sessões teóricas e práticas que teve como objectivo dar a conhecer o mundo dos árbitros, a forma como se preparam e as dificuldades inerentes à função. Começou com a análise de vídeos (saldo: oito decisões correctas em 15, mesmo com várias repetições de ângulos diferentes) e continuou com palestras sobre o treino físico dos árbitros (que está na vanguarda em termos europeus), o papel dos observadores e o testemunho pessoal de Artur Soares Dias sobre a preparação para uma partida. E se o árbitro do Porto confessou abordar os jogos com uma atitude que é um misto de "quase indiferença" com uma postura de "peito aberto", após a nossa experiência de campo, que teve lugar num relvado secundário do Complexo Desportivo da Mealhada, temos de lhe admirar a frieza.

É inacreditável a quantidade de coisas a acontecer ao mesmo tempo. É necessário estar atento à bola, ao jogador que a joga, aos que a disputam e às indicações do árbitro assistente. Tomar decisões numa fracção de segundo e lidar com os protestos (e aqui os árbitros não ajudaram, como que para fazer sentir ao jornalista o que eles passam semanalmente). Confessamos que nem sabemos como ficou a partida. E tudo isto num campo sem público. Imagine-se uma final num grande estádio, com as bancadas junto ao relvado e o ruído de milhares de adeptos.

Escreveu o uruguaio Eduardo Galeano que o trabalho do árbitro "consiste em fazer-se odiar. Única unanimidade do futebol: todos o odeiam. Sempre assobiado, nunca aplaudido". "Bode expiatório de todos os erros, explicação de todas as desgraças", acrescenta o autor de Futebol, Sol e Sombra.

Eles correm tanto ou mais que os jogadores, tomam centenas de decisões em 90 minutos, vigiam uma área de um hectare onde 22 homens não hesitam em recorrer à farsa. É fácil criticá-los no conforto do sofá e com a vantagem das repetições televisivas. Da próxima vez, imagine-se no lugar dele.

Reportagem de Tiago Pimentel (Publico)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Opinião de Eugénio Queirós: Vitor Pereira foi enganado


Vítor Pereira fez o balanço das primeiras cinco jornadas da Liga Zon Sagres dando o peito às balas e apresentando trabalho. O presidente da Comissão de Arbitragem da Liga apresentou um "power point" e dissecou lances duvidosos a propósito de cartões amarelos, foras-de-jogo e grandes penalidades. Foi uma longa e ponderada exposição que de pouco valeu. No próprio dia e no dia seguinte só importou o que disse sobre os lances do último Vitória de Guimarães-Benfica, com alguns a terem a distinta lata de considerar que o presidente da CA da Liga deu razão aos protestos do Benfica. O que está longe de ser verdade. O que Vítor Pereira disse foi que o lance de Carlos Martins era de facto merecedor de penálti e que o de Saviola (fora-de-jogo) devia ter sido deixado prosseguir. Tudo o que se extrapolou daqui ou nasceu por pura estupidez ou porque dá jeito fazer a vontade ao clube do regime. Mas essa é outra estória...

No balanço feito por Vítor Pereira foi dito esta época foi estabelecido um compromisso com as equipas técnicas dos clubes da Liga Zon Sagres no sentido de uniformizar critérios dos árbitros na marcação de livres próximos da área, aos pedidos sistemáticos de cartões amarelos para adversários e às simulações. Para os treinadores e para os dirigentes da arbitragem ficou também claro, antes do primeiro pontapé na bola, que haveria esta época firmeza nas confrontações e reclamações e que seria reforçado o combate ao jogo violento.

A Comissão de Arbitragem da Liga não se fechou também na sua concha e comparou as suas análises com a crítica especializada, chegando à conclusão que esta em 42,5 % dos casos esteve de acordo com as decisões dos árbitros nos lances de dúvidas destacados, em 46,8% não houve consenso e ficou a dúvida e apenas em 10,6% dos casos aconteceu unanimidade na condenação da decisão dos árbitros. Note-se que este tipo de análise é feito depois de vistas e revistas as imagens, o que apenas valoriza o sentido positivo destas análises em princípio independentes.

Vítor Pereira disse também que não estava ali para analisar clubes, jogadores ou árbitros, mas apenas lances "com os quais podemos aprender". Pois é. O presidente da CA da Liga ousou demasiado. O país é demasiado pequeno para usar a lógica e o bom senso quando o assunto é futebol. Por isso, o que foi uma brilhante exposição de Vítor Pereira transformou-se rapidamente numa acção de reles propaganda. Que, apesar de tudo, apenas envergonha quem a promove.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Opinião- A formação técnica do árbitro

A formação técnica do árbitro, em todas as etapas da respectiva carreira desportiva, é que lhe permite responder positivamente, por um lado, às exigências de competência que lhe são feitas, objectivamente ou não, por os responsáveis da arbitragem.

Esta formação deverá incidir, necessariamente, sobre três domínios: leis de jogo, técnicas de arbitragem e regulamentos correspondentes ao nível qualitativo da competição.
O árbitro tem de “viver” de acordo com o primado da competência que constitui uma constante exigência dos atletas, dos treinadores, dos dirigentes, da comunicação social e do público.

Os valores técnicos e os valores humanos das decisões dos árbitros surgem trocadas face ao que, do ponto de vista dos árbitros, se oferece como garantia da fiabilidade das suas actuações, e o que, do ponto de vista dos competidores, se exige aos árbitros como avalizadores do desfecho das prestações competitivas.

Isto quer dizer que a decisão do árbitro traduz toda a sua preparação e disponibilidade para intervir com o acerto que todos os competidores lhe exigem bem como os demais agentes desportivos.
Não se julga a intenção do árbitro mas sim, e sempre, a sua decisão. Tudo isto significa que num breve momento, num instante, uma decisão do árbitro está dependente de um processo complexo que afecta, por igual, a definição técnica e humana que a todos os membros da equipa de arbitragem compete tomar como sua responsabilidade.

A decisão do árbitro, de um modo geral, não admite rectificação momentânea, muito menos simultânea, que componha ou compense um eventual erro e sempre possível. Uma distracção , um descuido, um equívoco de interpretação, podem desencadear a perda do controle do jogo que se atribui à responsabilidade do arbitro e da equipa de arbitragem.

O factor tempo, a impossibilidade de recuperar (de repetir ou voltar a trás) o que se passou numa dada situação, com o objectivo de proceder a uma análise mais rigorosa e ponderada, definem o alcance da prontidão das decisões do árbitro como um dos mais difíceis atributos de entre todos os que caracterizam o exercício de uma arbitragem correcta.

A essência da arbitragem não reside na multiplicidade das decisões tomadas pelo árbitro mas sim na qualidade da decisão por este denunciada e assumida. A decisão justa implica que o árbitro esteja preparado para que, num curto instante, comprove, no terreno a verdade desportiva, a sua capacidade para: Ver e ler as situações competitivas concretas; Valorizar a prestação competitiva; Determinar se essa prestação é ou não válida.

Cristiano Pires

Opinião- Ser árbitro de futebol não é para quem quer, é para quem tem jeito

Todos conhecemos histórias, e todos conhecemos aquela de um gaiato que um dia quis ser jogador de futebol, que gostava tanto de dar uns pontapés na redondinha que só não dormia com ela porque os seus pais não o deixavam. Todavia não era carreira que ele pudesse seguir, não tinha qualidade para tal, pelo menos não passaria dos campos distritais. Ou também conhecem aquela história da menina que queria cantar, mas a voz não ajudava.

Esta introdução serve para dizer que talvez os árbitros não são todos aqueles que não conseguiram ser jogadores de futebol, ou todos aqueles que não tem ocupação de fim-de-semana. Terá que existir algum talento inato.
Nos distritais há muitos casos de árbitros que ao fim de pouco tempo (2/3 épocas) de actividade acabam por desistir e dedicar o seu tempo a outra coisa qualquer.

Ser árbitro de futebol não é para quem quer, é pois para aqueles que tem mais jeito e o demonstram, o desenvolvem, o lapidam e se esforçam. A ideia de que qualquer pessoa pode ir para um campo de apito na boca ou bandeirola na mão afigura-se pois completamente errada.

Em primeira instância estão as condicionantes do perfil psicológico ou temperamental. Cada pessoa tem o seu carácter, a sua auto confiança, que nem sempre é imune ao choque da relação com o público. Um árbitro deve ter total controlo do seu equilíbrio emocional, para nos momentos mais complicados não vacilar.
Depois vem a condição física. Antigamente tínhamos o mal falado teste cooper, autêntica dor de cabeça que tirava horas de sono a muitos, mas daí já se fez história e os actuais testes físicos não são nada dóceis. Se alguém chega aos 20 anos e adere à arbitragem, não tendo hábitos desportivos de rotina ou preparação física adequada então vai ter um árduo caminho a percorrer.Em seguida o gosto pelo futebol também é importante, um árbitro é amador, é aquele que ama o que faz. Um árbitro tem que gostar muito de futebol. Entendê-lo, percebê-lo, saber a sua história e a sua génese, que lhe dará no terreno maior astúcia e perspicácia. Um árbitro tem que ler o jornal desportivo e estar actualizado com o desporto rei.

Um Árbitro para além de ser preparado para julgar, é um ser humano com vida pessoal. E aqui também se toca num ponto essencial. Não se é só árbitro no estádio. É-se árbitro toda a semana e toda e qualquer atitude menos própria no nosso dia a dia nos pode porventura nos descredibilizar.

Queres ser árbitro? Demonstra organização, disciplina, responsabilidade e cumpre os horários e compromissos, pois estes são os princípios fundamentais para se obter sucesso e reconhecimento.
A propósito de tudo isto vai abrir um curso de Árbitros de Futebol de 11 na A. F.Beja. Quem se considera preparado para o desafio?

Dinis Gorjão

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Opinião- Árbitro gordo, motivo de piada!


Dentro do universo da arbitragem, tem um grupo de árbitros (regra 05) que atuam no futebol não profissional, o chamado futebol de várzea. São árbitros amadores, trivial com o apito, alguns sem um curso básico de arbitragem, a maioria apresenta um condicionamento físico abaixo do necessário para exercer esta nobre função.

Para obtermos uma boa arbitragem, o condicionamento físico é essencial, não importa o grau de importância da partida, do clássico Corinthians e Palmeiras ao simples jogo da várzea, uma marcação de falta estando longe do lance provoca questionamento, mesmo estando correta, porém, a mesma apitada próxima do lance, inibirá o questionamento, mesmo num possível erro do árbitro. E isso faz a diferença.

Para lograr de um bom condicionamento físico, segundo os especialistas, é necessário no mínimo, uma hora de exercícios físicos, pelo menos três vezes por semana. Observando que a intensidade dos exercícios deve ser individualizada, levando em conta a idade e a obesidade. Todo este processo de atividade física deve ter o aval médico.

Um árbitro obeso, ou seja, muito acima do seu peso ideal é motivo de piada por parte dos torcedores – “Sua baleia sai do campo e volta pro mar!” - Passa desconfiança da sua capacidade, por estarem sempre longe do lance, suas decisões serão sempre contestadas e transformando a partida em um balcão de reclamações.

O “X” da questão é sempre a falta de tempo. Pergunto: Quem tem tempo livre nos dias de hoje? O tempo é a gente que o programamos. Deixe a cerveja com os amigos após o trabalho de lado, coloque o tênis, e mão na obra, ou melhor, pé na pista. Lembrando, sempre com o aval médico.

Texto escrito em Português do Brasil
Fonte: Valter Ferreira Mariano

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Será possível, que a arbitragem seja olvidada?

Todos os que gostam e se interessam pelo Futebol sabem que os clubes profissionais se apetrecham do que de bom e melhor existe, para que nada falte aos seus jogadores a fim de lhes proporcionarem o perfeito desempenho nos rectângulos de jogo, quando lutam pelas vitórias e os desejados pontos que fortalecerão suas cores.

Senão vejamos: Desde os melhores treinadores, aos melhores adjuntos, os que treinam os guarda-redes, os defesas, os médios, os avançados, aos melhores preparadores físicos, aos melhores médicos (Ortopedistas, Dentistas, Clínica geral, Psicólogos e demais), aos melhores massagistas, aos melhores fisioterapeutas, que prevêem e que recuperam, aos melhores enfermeiros que tratam e curam, às melhores manicuras e pedicuras que agem e acompanham as unhas dos privilegiados, aos melhores relações públicas, aos melhores directores desportivos, aos melhores tratadores de relvados, aos melhores roupeiros, aos melhores administrativos e financeiros, aos melhores seguranças, motoristas e colaboradoras na limpeza, etc. etc., isto no que se reporta aos profissionais, já que as instalações, tais como o Estádio e a sua estrutura e não só: a área de jogo, os balneários, a piscina, sala de musculação, o posto clínico, a rouparia, salas de convívio, as viaturas, os equipamentos (de primeira e personalizados), calçado e bolas, tudo tem de estar a 100% quer na disponibilidade, empenho, funcionalidade, asseio e prontidão, porque se tal não acontecer afectam o rendimento dos praticantes…


Ora, entendo eu que um dos mais importantes departamentos que deveria existir no meio deste imenso grupo de necessidades indispensáveis e com a devida relevância, seria o da arbitragem, pois melhor do que ninguém Árbitros já retirados, mas de categoria, actualizados e com provas dadas, seriam uma mais-valia para instruírem semanalmente as equipas em tudo o que versa a matéria, concretamente as alterações às regras, o que se deve e não fazer, analisando as imagens de jogos, explicando e apontando as questões positivas e as menos boas. Há muita gente que pratica o Futebol e nada sabe sobre o código desportivo que regula a profissão que escolheu, o que seria elementar. Mais, ser-lhe-iam dadas a conhecer situações que, quando postas em prática no decorrer do jogo, lhe trariam substanciais vantagens! E esta hein?...


Com este trabalho sério, credível e profissional os atletas interpretavam muito melhor a leitura do jogo, ficariam mais fortes intelectualmente e demonstravam maior personalidade, já que o saber não ocupa lugar e, assim, entre outras eventualidades, evitavam que muitos cartões disciplinares fossem mostrados. O Futebol sairia muito mais dignificado, pois todos os seus intervenientes saberiam das leis do jogo, o que hoje não se verifica.


Quantos clubes do futebol profissional em Portugal adoptaram este valioso contributo?
Responda quem sabe...


In: albertohelder.blogspot.com

Opinião- Deixar jogar



Considera-se importante proceder a uma reflexão, ainda que breve, sobre o conceito de
deixar jogar. Acredita-se que a verdadeira compreensão dos antagonismos que se estabelecem entre árbitros, jogadores e treinadores, e respectiva terapêutica pelo correcto entendimento do que é o deixar jogar.

Em primeiro lugar, deixar jogar tem uma relação muito directa com o desenvolvimento do gosto pelo jogo, do gosto pelas práticas físicas e do prazer de jogar. Em segundo lugar, deixar jogar implica que se exija o mais profundo respeito pelo espírito de jogo e pelo espírito desportivo dos competidores. Deixar jogar não significa que o árbitro “lave as mãos” das suas responsabilidades.

Deixar jogar implica que o árbitro conheça tão bem como o treinador as formas de jogar que se ajustam às características das idades dos jovens. Implica ainda que treinadores e árbitros se encontrem para definir o equilíbrio justo entre as regras simplificadas, as formas de jogar e o reportório técnico que as servem.

Há portanto que criar condições para que árbitros e treinadores trabalhem em conjunto em prol do desenvolvimento do futebol. Como é que isto será possível? A resposta terá, provavelmente de ser conseguida através de um esforço comum das Associações que os representam no seio do movimento associativo.

Cristiano Pires

domingo, 19 de setembro de 2010

Opinião- O papel do árbitro na formação do jovem futebolista

O Futebol é o desporto rei em todo o mundo!
Quando uma criança nasce, se for um rapaz, mais cedo ou mais tarde alguém lhe vai oferecer uma bola de futebol e esta redondinha acompanha-lo-à para todo o lado – casa, escola, bairro, clube ou onde possa chutá-la.

Essa criança começa por praticar um desporto sem nenhuma obrigatoriedade, com magia e liberdade que se traduzem nas fintas e remates a imitar os craques idolatrados. Estamos numa fase que não existem regras ou normas.

Uma segunda etapa inicia-se quando a criança começa a praticar futebol integrado numa equipa, deixa de estar só e aprende que existem novos conceitos do colectivo a dominar. A criança começa então a demonstrar a sua competência ao adaptar-se respeitando o que está instituído. Ao mesmo tempo que aprende o que é o futebol começa a interiorizar as Leis de Jogo e a sua lógica.

É então como jogador de futebol que a criança se depara na competição com uma nova personagem – o árbitro de futebol. Para uma criança o árbitro representa a lei, sem ele não há jogo, e no árbitro deposita toda a confiança e respeito. O árbitro passa a ser visto como indispensável, infalível e incorruptível. Neste estádio a função do árbitro será de um educador, transmitindo às crianças todo seu conhecimento e desenvolvimento da noção das regras do jogo de futebol.

Também neste estádio o árbitro pode e deve aproveitar para ter a sua melhor escola de aprendizagem para logo aí começar a ser um árbitro respeitado, não só pelas crianças mas também pelos exigentes pais que assistem aos jogos. A emoção e o coração levarão sempre à crítica feita por um pai a um árbitro.

O árbitro ainda terá como principal função passar à criança o respeito ao fair play (jogo limpo). Impedir a violência. Exigir que nenhum adversário seja humilhado ou abusado por razões raciais, étnicas ou religiosas. E que o futebol faz amigos.

Infelizmente para o futebol, a criança vê nos seus pais a principal figura relacionada com a verdade, e sendo assim, quando ela observa o seu pai ou a sua mãe criticar abertamente o árbitro, ela sente-se no mesmo direito. E é precisamente aí que reside a origem da tese que "...o árbitro será sempre o causador da sua derrota".

Dinis Gorjão

Opinião: Tecnologia no Futebol?

As discussões sobre o assunto voltaram depois do Mundial, onde "saíram" 2 golos irregulares nos Quartas-de-finais. Um no jogo entre Alemanha e Inglaterra e outro no confronto de México e Argentina.

A minha opinião é de que não! Pode parecer radicalista e para alguns até contraditaria, pois um árbitro de futebol a dizer isto?

Se a tecnologia for utilizada, o futebol perderá um pouco de sua popularidade, irá perder o interesse e certamente menos pessoas nos estádios, pois a sua prática terá mais custo. Imagine um lance como o do jogo entre Alemanha x Inglaterra onde a bola bate no travessão e no chão; então todos os jogadores param e começam a olhar para o 4° árbitro, que começa a mexer no seu equipamento, levando alguns segundos do jogo a ver na “supercâmera” para ver novamente o lance, e, depois de alguns segundos, ele olha para o árbitro e faz um gesto dizendo se foi ou não golo. Isso quebra o ritmo do jogo, e será que as equipas iriam gostar de estar sempre a parar para analisar os lance?
O futebol é um desporto do povo, diferente do Ténis e Fórmula 1, por exemplo, que não se encaixa com a tecnologia, é totalmente adverso.

Como evitar tantos erros de arbitragem?

Utilização de mais dois árbitros, como já está a ser utilizado na Liga dos Campeões e Liga Europa, um atrás de cada linha de baliza, para que lances de golo, grande penalidade e impedimento fossem marcados com mais precisão, diminuindo consideravelmente o número de erros dos árbitros.
O “uso” dos seis árbitros (árbitro, árbitros assistentes , árbitros assistentes adicionais e quarto-árbitro) em todos jogos e campeonatos.
Criação de escolas de árbitros e a profissionalização, este seriam os aspectos mais importantes, pois os árbitros iriam estar sempre a trabalhar por a causa da arbitragem. Treinar, estudar, analisar jogos e técnicas de arbitragem todos os dias.

Com isto quero deixar bem claro, que sou apologista de uma profissionalização da arbitragem a nível Mundial.
Câmaras de filmar com intuito de serem tiradas dúvidas em pleno jogo?!...tudo muito bonito é certo, mas vejamos os contras, o tempo útil de jogo(que já não costuma ser muito alargado) iria sofrer ainda mais com esta inserção, as “discussões” saudáveis de domingo à tarde nos cafés por esse país fora que "nós", tanto adoramos iriam perder qualquer sentido lógico, aquela verdadeira paixão que nutrimos pelo Desporto iria na minha óptica cair na desgraça e perdoem-me quem pense o contrário.

Suponhamos por fim que estas novas tecnologias seriam inseridas no Futebol. Imaginemos então como seria nas divisões inferiores a nível Sénior onde existem subidas e descidas de divisão e onde claramente não existem meios nem condições para que estas tecnologias sejam implementadas. Pior! Como seria nos escalões de formação com competição ( júniores, juvenis, iniciados)? Haveria então dois pesos e duas medidas?! Vale a pena reflectir...

Cristiano Pires

sábado, 18 de setembro de 2010

Opinião: O Árbitro Arrogante

É na escola de arbitragem que o pretendente à nobre carreira recebe todas as informações para se tornar um árbitro de futebol (regra 05), porém, após sua formação, deverá escolher o melhor caminho a ser seguido para chegar ao topo, ou seja, no degrau mais alto dentro da arbitragem, ao escudo da FIFA.

Entretanto muitos árbitros se declinam ao caminho que leva a arrogância e se tornam senhores de si próprios, donos da razão e da verdade, se acham superiores ao ensinamento da Carta Magna e do espírito do jogo. Pobres mortais! Pois terão uma carreira de sucesso curta e nem mesmo serão lembrados como árbitros topo de linha.

O árbitro arrogante, por definição, crê nos seus próprios pensamentos e opiniões, entende que eles são muito mais importantes do que os pensamentos e opiniões dos demais companheiros de profissão. E dentro do solo sagrado (campo de futebol – regra 01) impõe todo seu autoritarismo, no qual todos devem obedecer de forma submissa e passiva sem nenhuma desobediência. E com esta atitude, ele desrespeita as pessoas que estão ali para ajudá-lo e serem por ele comandados.

Também dentro do solo sagrado encontrará pessoas contrárias aos seus pensamentos, as quais o trataram com insolente e prepotência, e lhe darão o rótulo de nariz empinado. E seus únicos amigos serão aqueles que se submetem de forma servil, verdadeiros bajuladores.

No início da carreira esses árbitros manipulam o sistema para chegar ao topo a qualquer preço. Infelizmente obterão o sucesso. Sua insegurança transformada em arrogância se torna no combustível para sua subida instantânea dentro da arbitragem. O desejo de chegar ao topo e serem reconhecidos, aclamados e idolatrados como árbitros de primeira linha, corrompem suas almas, essa é a única forma de atenuar a neurose de se acharem superiores aos demais companheiros.

Esse sucesso incita a arrogância dissimulada, e essa leva ao fracasso. O árbitro que se considera perfeito não fará nenhum esforço para melhorar sua arbitragem. Afinal, como melhorar algo que é perfeito? E com essa atitude ele se acomodará, achando que é o senhor da verdade, assim sem perceber, abrirá a porta para seu declínio dentro da arbitragem.

O bom árbitro conquista seu espaço através do respeito e de suas atitudes sinceras. Porém o árbitro arrogante se agarra na força bruta, o seu círculo de amigos restringe aos puxa-sacos e será estes amigos que aguardarão a oportunidade para puxar o tapete para tonar vago o lugar para que eles possam disputar.

Texto escrito em Português do Brasil
Fonte: Valter Ferreira Mariano

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Opinião - Quando o futebol passa ser caso de policia!


Nada justifica o ato de surrar um ser vivo e, humilhar sua essência com as expressões mais desaprovadoras que o vocabulário pode produzir.

O que chamamos de jogo de futebol, uma partida com o status de futebol amador, ter seu desfecho fora do solo sagrado, num Distrito Policial, com a abertura de um boletim de ocorrência, passa a não ser mais uma partida de futebol e, sim um caso de policia!

O que não entendemos como caso desta triste envergadura possa acontecer numa manhã bonita e ensolarada, com todos os ingredientes necessários para obter um ótimo e tranqüilo jogo de futebol. Lazer para quem passa pelo local. Lazer para quem pratica o esporte rei. Trabalho para que exercesse a nobre função (árbitro de futebol – regra 05). Ou seja, uma manhã saudável. Entretanto a indivíduos que não se apresentam com espírito do lema do educador francês Pierre de Frédy, mais conhecido como Barão de Coubertin: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”, transformam este evento num campo de guerra, onde vencer passa ser mais valioso que sua decência de cidadão.

Será que os fatos violentos e sem escrúpulos que a televisão exibe nos telejornais, das paginais destinadas a este tipo de reportagem que ganham cada vez mais espaços dentro dos tablóides locais e, do stress semanal, pergunto: São estes os fatores que levam tais indivíduos a terem seus ápices de cólera justamente dentro de uma partida de futebol? Se a resposta for sim, não vejo outra alternativa, necessitam de um acompanhamento psicológico, estão doentes, não podem estar dentro de solo sagrado (campo de futebol – regra 01) e, sim numa clinica para ser tratarem.

O futebol não pode ser visto como via para descarregar a cólera e, sim o cabo de energia para recarregar as baterias físicas e emocionais. Para fazer novos amigos, compartilhar as alegrias e risos com os companheiros, se vencedor, dividir os ramos do triunfo e respeitando o empenho do vencido e, sim dando a devida reverência pelo pleito limpo e saudável, onde o espírito do esporte foi o grande vencedor.

Nota 01: Este artigo e dedicado aqueles que exercem a nobre função e foram covardemente agredidos por “marginais” que são vistos como heróis pelos dirigentes de clubes de futebol não profissional.

Nota 02: Dedico principalmente este artigo a amiga e companheira da nobre função, Fabiane Aparecida Martins, que foi no ultimo domingo dia 12 de setembro, sumariamente surrada aos pontapés dentro do solo sagrado por três “heróis” do futebol não profissional de Campinas/SP.

Texto escrito em Português do Brasil
Fonte: Valter Ferreira Mariano

Opinião - "Normas" de estar em jogo de um bom árbitro


Manter os olhos sobre o jogo
Porque se o fizer estará em condições de analisar “instantaneamente” os antecedentes da acção empreendida pelos jogadores e de decidir, em caso de infracção, quem foi o responsável pela ilegalidade cometida. Desviar os olhos do jogo não evita sarilhos, antes pelo contrário.

Decida de acordo com o seu critério de avaliação
A sua avaliação é que conta numa arbitragem correcta e imparcial. Ceder à pressão dos treinadores ou de outros é alterar o seu critério de avaliação nas acções puníveis pelas regras. Fazê-lo é deixar de ser imparcial.

Decidir sem explicar
Explicar uma decisão equivale a justificar o que foi decidido e a criar condições para que todas as decisões posteriores possam ser postas em causa.

Evitar qualquer discussão com jogadores, treinadores e dirigentes
Admitir que uma decisão possa ser discutida é admitir que esta possa ser revogada ao sabor dos argumentos aduzidos pelos intervenientes no jogo.

Ignorar a presença dos espectadores
Dar atenção aos espectadores conduz a desvios da concentração que irão reflectir-se negativamente na consistência das decisões seguintes e provocar situações desequilibradas.

Ignorar todas as provocações
As provocações dirigidas aos árbitros visam criar situações de insegurança quanto à avaliação que vem fazendo sobre as situações de jogo.

Assumir as suas próprias decisões
Se corrigir as decisões de um companheiro da equipa de arbitragem, estará a mostrar aos intervenientes no jogo e aos espectadores que ele errou e que foi você que emendou o erro. Apoiar as decisões dos companheiros é um dever ético que reforça o prestígio da arbitragem. Decidir de outro modo só deverá ser considerado em situações bem explícitas nas regras.

Evitar conversar com os jogadores
A discordância dos jogadores em relação às decisões dos árbitros começa sempre por manifestações orais, de protesto, de resistência e de inconformismo. Alimentar conversas é prolongar este estado emocional que facilmente gera um conflito aberto.

Evitar dar nas vistas
Ser discreto em todas as suas intervenções durante o jogo e fora do campo é um factor de relevante importância na avaliação da prestação de um bom árbitro. Estas normas contribuem para que o árbitro faça uma boa arbitragem. O que será uma boa arbitragem? Uma boa arbitragem é aquela em que o árbitro, fazendo respeitar o espírito do jogo, deixa jogar os jogadores de acordo com as formas de jogar que lhes são próprias.
Uma boa arbitragem é aquela em que os árbitros actuam em total independência dos factores exteriores ao seu desempenho e em respeito pelos direitos dos jogadores. Uma boa arbitragem acontece quando os jogadores cumprem os seus deveres para com os árbitros, para com os opositores e para com o espírito desportivo.


Cristiano Pires

Opinião - A aparência física e a apresentação do árbitro

Howard Webb é um árbitro exemplar neste aspecto


Estes dois traços pessoais devem impressionar favoravelmente os dirigentes e os jogadores que “observam e registam” a aparência física e a apresentação do árbitro logo a partir do início dos actos oficiais que antecedem antes do começo do jogo. Essa observação inicia-se mal o árbitro entra nas instalações desportivas.

A presença física, o modo de estar nos actos preparatórios que formalizam o jogo – reunião preparatória com dirigentes, cerimónia de apresentação das equipas, cumprimentos oficiais, etc. – são de uma observação crítica que produz uma primeira imagem do árbitro quer como árbitro quer como indivíduo integrado na sua modalidade.

Se o juízo dos jogadores e dirigentes é positivo, instala-se no espírito dos jogadores e dirigentes um sentimento de aceitação particularmente favorável ao correcto relacionamento e comunicação entre o árbitro e os jogadores.

A maneira como o árbitro se apresenta – vestuário cuidado, exteriorização de boa forma física, semblante agradável, etc. – deve gravar na percepção dos jogadores e atletas uma imagem de seriedade com que se dispõe a exercer a sua função.

Um árbitro barrigudo, de barba por fazer, mal vestido e mal encarado, como é que pode dar uma imagem positiva? Os competidores exigem aos árbitros a mesma seriedade com que se dispõem a entrar em jogo.

Cristiano Pires

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Opinião : O Árbitro vê o Árbitro como adversário


Estar inserido no seio da arbitragem de futebol é conviver num mundo com particularidades e susceptibilidades que desconhecemos à partida, e com as quais nos vimos mais tarde a surpreender.
Entrar para esta família é sinónimo de ganhar experiências pessoais e crescer.
Quando, geralmente jovens, aderimos a esta causa naturalmente conhecemos algumas pessoas do meio, embora com a maior parte não tenhamos ligação pessoal, e começamos a travar amizades com os que acompanhamos nos primeiros jogos.

Os jogos sucedem-se e cada vez estamos mais integrados na função e nas relações. Passado algum tempo ouvimos algures um dos nossos, um qualquer "velho do Restelo" dizer em tom de brincadeira «o árbitro é o pior inimigo do árbitro», e de imediato discordamos totalmente. E fazemo-lo porque julgamos que a tal família é unida e coesa. Mas será que esta realidade existe, nesta ou noutra qualquer família tradicional? Creio que não.

Os árbitros correm pelos seus objectivos, querem chegar ao fim da prova e cortar a meta em primeiro. Ou chegar ao fim de semana e ter o melhor palco para actuar.
Sentimentos como a frustração pelo objectivo perdido, como o desapontamento pela nomeação não desejada ou insegurança por não saber uma classificação são normais, estão estudados e são uma realidade. São portanto aceitáveis.

Todavia outras coisas há que são completamente descabidas, por vezes existem ambições desmedidas que trazem situações menos bonitas e que por arrasto magoam os intervenientes. Nem sempre os fins justificam os meios!

Uma vez que estamos a recomeçar uma nova época, tivemos todos tempo para uma reflexão pessoal, lutemos então para unirmos o nosso sector. A esperança é sempre no amanhã, fantasiando que a presente geração de árbitros (rejuvenescida) se venha a verificar, nestes parâmetros, bem melhor que as suas antecessoras. A expectativa é sempre elevada.

Dinis Gorjão

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Opinião - O árbitro é o elo mais fraco…

Olegário Benquerença o árbitro que nos últimos dias tem sido "crucificado" por errar

O futebol português vive nas ultimas semanas dias dramáticos, por isso achei por bem deixar aqui algumas palavras. A arbitragem e a polémica estão de volta ao futebol português; se é que alguma vez chegaram a estar longe...

Não publico este texto para desculpar o árbitro ou a tecer qualquer consideração sobre algum jogo em particular, mas será o critério da comunicação social a venda e o lucro, ou a informação correcta e imparcial?

O árbitro não é profissional, ao contrário dos outros agentes desportivos que ganham muito dinheiro à custa do futebol. O árbitro deve é o único que ao entrar no terreno de jogo, de norte a sul do país, é automaticamente assobiado! Mesmo antes de começar o seu trabalho, que passa por aplicar as leis de jogo.

É muito fácil criticar um árbitro, não tem adeptos, não tem sócios, ninguém os aplaude. Isto é uma questão de mentalidade do nosso povo, será que algum dia isto vai acabar?. O principal num árbitro é não valorizar algumas críticas que vêm de pessoas que só vem cores…

Deixo por isso uma mensagem a todos os agentes desportivos do futebol e em especial aos meios de comunicação social: explorem mais os erros e as más tácticas dos treinadores, assim sempre aproveitam para elucidar melhor os adeptos do nosso desporto rei. Aproveito e sugiro também a todos os adeptos para que se discuta menos o trabalho do árbitro e mais a táctica dos treinadores e as estratégias dos clubes.

Cristiano Pires

Opinião - Personalidade de um árbitro

Collina um dos melhores árbitros de sempre com a melhor personalidade possível de um árbitro
Porque não seguir o exemplo!!!

Um bom árbitro tem que aprender, acima de tudo, a impor sua personalidade dentro do terreno de jogo, independente das situações em que o jogo vai ser jogado. A personalidade é muito importante dentro da arbitragem.

Muitos árbitros têm em mente que são os melhores do mundo, estes devem-se lembrar que isso é apenas uma sensação. Na verdade, isso é apenas o início de uma longa e difícil caminhada até o topo da carreira. Os excelentes árbitros reflectem sempre quando cometem erros, pois como todo o humano, isso é concebido.

O árbitro tem que ser ambicioso com sua carreira e entender que somente com muito trabalho e sacrifícios chegará ao topo. Porém deve ter a consciência que poucos chegarão ao tão desejando topo, e sendo assim deve dividir os conhecimentos e experiências vividas dentro e fora dos jogos, com os colegas de profissão, isso será uma maneira de ganhar a confiança e o respeito de toda a sociedade futebolística.

Cristiano Pires

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Opinião - Motivação de um árbitro


Embora muitos árbitros comecem com muita vontade e motivação, torna-se difícil manter tal nível de motivação à medida que os jogos vão sucedendo ao longo das suas carreiras. “Eu penso que todos os árbitros, de vez em quando, pensem em desistir”.

Os árbitros normalmente recebem poucas recompensas financeiras e é pouco habitual receberem prémios ou reforço positivo por parte dos jogadores, treinadores, público ou dos meios de comunicação social. Além disso, cada vez que entram em campo, ainda têm de actuar ao seu melhor nível. Portanto, o árbitro deverá estar ciente da elevada probabilidade de saturação da sua actividade.

Neste sentido, enquanto árbitro, precisa de ter um elevado auto conceito e um alto nível de motivação para suplantar a falta de prémios e a grande quantidade de críticas que recebe. Não se pode estar excessivamente preocupado acerca de como as outras pessoas vêem ou avaliam a sua prestação. Em vez disso, deve focar as suas próprias percepções relativamente à sua prestação e ao seu progresso.

À medida que melhora e avança em direcção a objectivos significativos, as probabilidades de manter um alto nível de motivação são muito elevadas. Na verdade, o estabelecimento de objectivos tem um papel decisivo na sua motivação e empenhamento para arbitrar. Continuem a ter a motivação para atingir os vossos objectivos...

Cristiano Pires

sábado, 11 de setembro de 2010

Opinião - A importância de uma boa preparação física na vida do árbitro


O futebol está em numa constante evolução. Quando falamos do passado, podemos dizer que predominava a classe e a habilidade dos jogadores, porém se formos ver actualmente, podemos verificar o quanto a condição física dos árbitros ganhou importância dentro do futebol.

Pensando desta forma, podemos dizer o quanto o árbitro necessita de uma boa condição física para conseguir dirigir da melhor forma um jogo, tendo em vista que ele não tem o direito de errar.

O árbitro, dentro do jogo, diferentemente do jogador, somente será substituído em raríssimos casos. Ele desloca-se constantemente nos 90 minutos do jogo.

Visto isto a preparação física para um árbitro é muito importante, pois, se não estiver bem preparado não vai poder estar atento e intervir de forma mais correcta e oportuna ao longo dos jogos. O árbitro ao estar bem fisicamente tem mais possibilidades de ter total atenção e concentração durante os jogos, igualmente ajuda-o a acompanhar os lances mais de perto e na melhor posição possível. Mas não é apenas isto, pois um árbitro se estiver bem preparado sabe que a sua condição física lhe garante uma forma razoável no fim do jogo, o que lhe dará disponibilidade mental para decidir os lances, ou seja, tranquilidade para pensar e fôlego para agir.

Um árbitro, mesmo não sendo profissional, deve treinar 2 a 3 vezes por semana, para além da competição ao fim de semana. Além do treino, deve preocupar-se com a sua vida própria. Deve haver harmonia na vida do árbitro, porque não basta treinar. A vida do árbitro deve ser controlada, de forma a conseguir-se ter uma vida equilibrada, para ao fim de semana ir completamente concentrado para desempenhar o seu papel. O árbitro tem um emprego, família, necessidade de lazer, enfim, tem que contar com todos estes factores que à primeira vista parecem não ter influência no seu rendimento, mas que são decisivos na quantidade de carga semanal do árbitro. Sem falar das questões psicológicas e outros factores do íntimo da pessoa.

O árbitro deve cuidar da sua preparação de forma a chegar à competição com dignidade e competência, mostrando a todos que é um “profissional" do desporto.

Não esqueçam o treino, a alimentação, o repouso são factores que devem ser devidamente ligados pelo árbitro no sentido de ir á procura de uma boa condição física.

Cristiano Pires