Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

sábado, 6 de junho de 2009

Cosme Machado: “É difícil ser árbitro em Portugal”


Na Câmara de Famalicão, é difícil olhar para alguém e ficar a interrogar-se de onde se conhece essa pessoa. Por ser um meio relativamente pequeno, quando comparado com Braga ou Porto, é frequente conhecer-se uma ou outra pessoa. Ou porque mora na mesma freguesia, ou porque é da família. Quando se entra na tesouraria rapidamente se percebe que o funcionário lembra alguém – e não é nem da família nem da mesma terrinha. O próprio confirma: “Às vezes, as pessoas mais ligadas ao futebol olham para mim”.

Visibilidade nem sempre é sinónimo de coisas boas, desenganem-se os mais incautos. Após os jogos com os grandes, que passam invariavelmente na televisão, as pessoas chegam a interpelar o árbitro da Associação de Futebol de Braga. Perguntam “como é possível errar”. Cosme faz questão de salientar que não fica satisfeito quando as coisas correm mal. “Ninguém fica mais frustrado que os árbitros, quando há um erro”, vinca. Lucílio Baptista, responsável pelo pior erro da temporada (segundo votação dos nossos leitores, para a qual se fez um top 10), foi “vítima de uma injustiça”, devido a todo o circo mediático que se montou sobre o juiz de Setúbal após ter marcado grande penalidade num lance entre Di María (Benfica) e Pedro Silva (Sporting).

São 16h30 e o movimento é muito reduzido. Falta pouco para esta divisão da edilidade famalicense encerrar. Cosme Machado está atrás do computador, que tem como ‘wallpaper’ a foto das filhas, e o ambiente com os colegas parece ser de uma certa proximidade. O árbitro é uma pessoa acessível, o que justifica algumas piadas que os colegas fazem sobre o seu cabelo (ou a falta dele).

Sábado de manhã é uma boa ocasião para encontrar o homem do apito a brincar com as suas filhas. No Parque de Sinçães, em Famalicão, a família Machado aproveita para fazer desporto em conjunto: a mais velha anda de bicicleta, a mais nova ainda não caminha mas também passeia, e o pai aproveita para fazer umas corridinhas: “Treino aqui todos os sábados de manhã”.

“Jogadores preferem atirar-se para o chão”
“Quando erro, lamento o erro”, assume o funcionário público. Admite, porém que o facto de o árbitro se pronunciar sobre uma jogada em que tenha cometido um erro é um ‘pau de dois bicos’: se não fala, “não tem coragem” para assumir o erro; porém, se fala, “ não sabe o que diz nem o modo como aborda o assunto”.

Cosme Machado afirma-se a favor das novas tecnologias ao serviço do futebol, desde que o futebol não se torne “demasiado mecanizado” em virtude disso. A profissionalização, de igual modo, “é o caminho”. Os erros não vão desaparecer, mas vai haver “um trabalho mais profundo”. Pergunta atrás de pergunta, o árbitro revela-se bem-disposto e à-vontade com todos os temas que vão surgindo.

Mostra, porém, cartão amarelo quando se aborda a incompetência na arbitragem, tema aflorado por Rui Moreira : “Não há incompetência, há erros humanos”. A explicação prossegue, com Cosme prestes a sacar da segunda cartolina, que equivale a expulsão: “Ninguém questiona as substituições dos treinadores… há incompetência em todo o lado”. Também nos jogadores, em alguns lances? “Não há mentalidade de deixar fluir o jogo, eles [jogadores] preferem atirar-se para o chão”. Regista-se, saúde-se, uma “evolução” nesse aspecto.

in arbitrosportugal

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Nuno e Sérgio estes são os votos da ArbitragemAlgarvia...

O ArbitragemAlgarvia vem por este meio desejar muita sorte ao Nuno Guerreiro e ou Sérgio Piscarreta nas provas de acesso ao Quadro Nacional da 3ªCategoria da FPF, que se realizaram este fim de semana. Esperemos ter boas noticias já amanha.

Um abraço
Administrador, Cristiano Pires

Árbitros de Portimão sopram 20 velas

O Núcleo de Árbitros de Futebol do Barlavento Algarvio, sediado em Portimão, comemora, no dia 10 deste mês de Junho, o 20º aniversário. O habitual encontro dos homens do apito dá-se, este ano, no concelho de Lagoa, começando às 9h30 da manhã com um torneio de futebol no Municipal de Estombar e prossegue com um almoço nas Sesmarias.

O Núcleo de Árbitros de Futebol do Barlavento Algarvio é considerado na região como o mais activo dos quatro Núcleos de Árbitros, até porque foi o primeiro a aparecer. Já lá vão 20 anos. Por ali passaram muitos jovens, hoje já fora das lides do apito mas a partilharem o ‘bichinho’ como observadores ou apenas como amigos e conselheiros daqueles que vão chegando. Há até quem passe a aprendizagem para os descendentes.

Nestes vinte anos o Núcleo de Portimão, como é mais facilmente conhecido, conheceu apenas um presidente da Assembleia Geral (Romão Alves), dois presidentes do Conselho Fiscal (Francisco Silva e Manuel Montes) e meia dúzia de presidentes da Direcção (José Filipe, o primeiro, e depois Artur Cadilhe, José Albino, Sérgio Lacroix, Eurico Santos e Luís Reis).

No próximo dia 10 os árbitros do Núcleo de Portimão vão apagar 20 velas. Do programa de aniversário, consta um convívio futebolístico, a ter lugar no Parque Desportivo Municipal de Estombar, logo pela manhã, seguindo-se o almoço no restaurante Lapa, nas Sesmarias, Lagoa.

Durante o repasto haverá oportunidade, como acontece todos os anos, para distinguir os árbitros do Núcleo que mais se revelaram ao longo da época, quer como árbitros, árbitros assistentes, no futsal e também como observadores.

João Pedro Ferreira no Torneio Inter-Associações Lopes da Silva



O árbitro João Pedro Ferreira da AFAlgarve vai estar presente no Torneio Inter-Associações Lopes da Silva Sub-14, que vai ser disputado entre os dias 20 a 27 de Junho de 2009, no Jamor, Estádio Nacional.

Entrevista a Luis Costa


Luís Fernando Carvalho da Costa
Nascido a 04 de Julho de 1981(27 Anos)
Natural da Figueira da Foz
Ocupação:Empregado de Mesa

Quando iniciou a actividade e qual o seu percurso?
Tirei o curso dia 8 de Maio de 2004. Nesse ano subi á 2ª divisão distrital onde permaneci durante duas épocas, no final da época de 2006/2007 subi á 1ª divisão grupo B onde permaneci também duas épocas, no final da época 2007/2008 subi á 1ª divisão grupo A e no final da época 2008/2009 subi ao grupo de elite em 2º classificado.


Qual a melhor classificação de sempre?
A melhor classificação de sempre foi nesta época que findou, tendo ficado em 2º classificado a 0,01 do 1º classificado. A época 2008- 2009, correu-me bastante bem. Foi uma excelente época que realizei com a ajuda dos meus colegas Nuno Guerreiro e Pedro Oliveira, que me ajudaram bastante!

O que o levou a ser árbitro?
Principalmente a grande paixão que tenho pelo futebol. Joguei futebol mais de quinze anos, e a paixão era tão grande que quando a minha mãe não me deixava ir treinar, eu chorava! E desde que comecei a trabalhar na hotelaria, deixei de poder treinar. Graças ao meu patrão que me inscreveu no curso e me facilitou a tirar o curso, enverguei pelo fenómeno da arbitragem o qual me orgulho muito de pertencer. Sinto-me bastante feliz por pertencer a esta grande “família”, que apesar de sermos vistos de uma forma negativa, faz-nos ver que acima de tudo existe muito fair-play e são muitas mais as amizades feitas que os inimigos. Deixo aqui também uma palavra aos jovens que gostam de futebol e que por algum motivo não podem praticar, que enverguem por esta carreira. Precisamos de jovens para que a arbitragem Algarvia volte ao lugar que lhe pertence.

Que sonhos alimenta na arbitragem?
Como se costuma dizer “o sonho comanda a vida”, e eu não fujo à regra, o sonho de qualquer árbitro é chegar aos grandes palcos e estar entre os melhores. Chegar ao topo da arbitragem nacional é sem dúvida a minha principal meta. Sei que será muito difícil conquistar o topo, mas tenho trabalhado muito e abdicado de coisas importantes na minha vida pessoal para conseguir concretizar esse sonho. Sei que não dependerá só de mim, mas resta-me trabalhar arduamente para que a estrela da sorte brilhe, e esperar que o nosso trabalho seja reconhecido e que seja valorizado por quem de direito.

O que acha que deveria ser feito para melhorar a arbitragem?
Infelizmente todos sabemos que a arbitragem é muito mal vista na nossa sociedade, mas compete-nos a nós trabalhar no sentido de a melhorar. Esse melhoramento tem que ter o apoio de todos, da Associação, do Concelho de Arbitragem, dos Árbitros e de todos os dirigentes desportivos. Sabemos bem que o facto de ter-mos que passar recibos verdes à Associação, coloca um grande entrave aos jovens Árbitros, sejam estudantes ou trabalhadores. Desta forma, tornou-se bem mais difícil cativar os jovens a enveredar pela arbitragem. Contudo, penso que a Associação está finalmente no bom sentido, ir ao encontro dos mais jovens e encaminhá-los para a arbitragem. Trazer mais de uma centena de novos árbitros para tirar o curso, é sem dúvida bastante positivo. Assim que terminam o curso, torna-se necessário por parte das respectivas entidades, motivar e acompanhar continuamente os recém -árbitros, no sentido de não abandonarem a arbitragem de forma precoce. Estamos no final de mais uma época e até ao recomeço da próxima, ainda falta muito tempo, tenho a certeza de que se não continuarmos em contacto com esses jovens que terminaram o curso, no inicio da próxima época, mais de 70% deles já se perderam. Temos de estar atentos a eles e envolve-los mais na arbitragem, traze-los para junto dos mais “velhos” e ensinar-lhes realmente que não é qualquer um que pode ser árbitro, porque decidir bem em poucos segundos entre dezenas de situações, só está ao alcance de alguns. Só os melhores conseguem estar entre nós. Ser árbitro é uma actividade muito nobre e de extrema importância.

Continuação de uma boa época, e igualmente para a próxima e que o Luis Costa continue a emprestar a sua experiência de arbitragem ao futebol.