Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

domingo, 12 de junho de 2011

Carlos Cabral e Ricardo Martins fazem história na arbitragem algarvia


Carlos Cabral e Ricardo Martins são os novos árbitros algarvios dos Quadros da Federação Portuguesa de Futebol, 3ª Categoria Nacional.

Ontem, dia 11 de Junho, realizaram-se em Fátima as provas de acesso á 3ª Categoria. A Associação de Futebol do Algarve fez-se representar nas respectivas provas com dois árbitros do quadro distrital, tendo os dois sido sujeitos a exames físicos e escritos, dos quais concluíram com excito. Realçar a proeza de ambos, pois fizeram história na arbitragem algarvia, nunca a Associação de Futebol do Algarve tinha conseguido colocar dois árbitros na 3ª Categoria Nacional no mesmo ano.

O árbitro Carlos Cabral foi a primeira vez que foi prestar provas para o acesso á 3ª categoria, já Ricardo Martins é o segundo ano consecutivo que foi realizar provas de acesso, já no ano passado, também como suplente não teve a mesma felicidade de esta época. 

O ArbitragemAlgarvia endereça os parabéns a Carlos Cabral e Ricardo Martins pelo excito alcançado, também por terem feito história para a nossa arbitragem e deseja-lhes as maiores felicidades nesta nova etapa das suas carreiras.

Sandra Bastos preparada para a final

Desiludida por ter voltado a casa depois da fase de grupos de há dois anos, a portuguesa Sandra Bastos, escolhida para arbitrar a final de sábado, garante: "Chegou o meu momento."


Sandra Braz Bastos revela que "fechou os olhos e agradeceu a Deus" quando teve conhecimento de que seria ela a arbitrar a final do Campeonato da Europa Feminino de Sub-19, mas, como mostrou numa entrevista ao UEFA.com antes do jogo, a árbitra portuguesa não deixa nada ao acaso.

A nona equipa presente na fase final do torneio, a de arbitragem, contou inicialmente com seis árbitras e oito árbitras assistentes, para além de duas quarto-árbitras oriundas do país anfitrião, a Itália. Restam agora quatro elementos e Sandra Bastos é a mulher do apito quando Alemanha e Noruega entrarem em campo sábado à noite, em Imola. A acompanhá-la estarão as árbitras assistentes Sian Massey, de Inglaterra, e Angela Kyriakou, de Chipre, enquanto a sueca Pernilla Larsson desempenhará as funções de quarto árbitra.

Será um dia para não mais esquecer para a instrutora de fitness de Santa Maria de Feira. "Esta final constituirá um momento muito importante na minha carreira", destacou. "É reflexo do meu trabalho, passo a passo, rumo à excelência. Penso que esta final é apenas o início: existirão muitos mais jogos grandes e torneios para mim no futuro."

Na fase final da anterior edição desta mesma competição, há dois anos, na Bielorrússia, Sandra regressou a casa após a fase de grupos. Desta feita fez tudo para não ter de voltar tão cedo. "Claro que isso me deu mais motivação", reconheceu. "Nunca desisti. Conversei com os observadores sobre tudo o que tinha de melhorar. Dessa vez ainda não era o meu momento, mas ele chegou agora."

Adepta do FC Porto, Sandra preparou-se meticulosamente para a sua primeira entrevista em inglês, com um bloco de notas preenchido com frases-chave sempre junto a si. E é com o mesmo cuidado que a juíza lusitana de 33 anos se está a preparar para a final, mesmo estando já habituada a jogos importantes. Dirigiu inúmeros encontros da fase de qualificação para o Campeonato do Mundo Feminino e da UEFA Women's Champions League, entre eles o embate entre o AZ Alkmaar e o Olympique Lyonnais, equipa que acabaria por conquistar a prova.

Cinturão negro de taekwondo, Sandra é instrutora de fitness, emprego importante numa cidade conhecida em Portugal pela sua fogaça, um irresistível mas não totalmente saudável bolo. "De facto, não é fácil falar da Sandra sem o equipamento de árbitra pois praticamente dedico-me à arbitragem durante toda a semana", referiu.

"Depois do trabalho, treino e vou a reuniões com outros árbitros. Habitualmente arbitro cerca de cinco jogos por semana, entre campeonato feminino, camadas jovens a nível nacional e jogos masculinos juniores e seniores da associação de futebol à qual pertenço." A este ritmo, cinco jogos em duas semanas em Itália devem ter parecido um passeio, mas não é todos os dias que se tem a oportunidade de dirigir uma grande final.

In:UEFA

sábado, 11 de junho de 2011

Sandra Bastos dirige a Final do Campeonato da Europa Feminino Sub-19

A árbitra internacional portuguesa, Sandra Bastos, foi nomeada pela UEFA para dirigir a Final do Campeonato da Europa Feminino Sub-19, entre a Alemanha e a Noruega, que vai ter lugar no próximo sábado (11 de Junho), em Imola (Itália).

Esta é, sem dúvida, uma grande notícia para a arbitragem portuguesa e para a juíza da Associação de Futebol de Aveiro que não escondeu, em declarações ao fpf.pt, a enorme felicidade que sente por ter merecido este voto de confiança do organismo máximo do futebol europeu.

“É, de facto, um grande momento da minha carreira e algo que ambicionava. Estar na Final do Campeonato da Europa Sub-19 é um prémio para todos estes anos de dedicação à causa da arbitragem e o reflexo do trabalho e sacrifícios que tenho feito”, começou por dizer.

“Agradeço à UEFA, que acreditou nas minhas qualidades e que tem acompanhado a minha evolução enquanto árbitra de futebol. Estou muito feliz e ainda mais moralizada e motivada. Estão aqui em Itália, algumas das melhores árbitras europeias e o facto de a escolha ter recaído em mim enche-me de satisfação e orgulho”.

Para Sandra Bastos, “este é também o reconhecimento pela qualidade da arbitragem feminina portuguesa e pela forma como temos vindo a trabalhar no nosso País”.

A juíza lusa já dirigiu dois jogos neste Europeu Sub-19 – Itália 2-1 Rússia e Alemanha 1-0 Espanha, da fase de grupos –, tendo sido quarta árbitra na partida das meias-finais, entre a Itália e a Noruega, que as nórdicas venceram por 3-2, e no Bélgica 1-3 Itália, da primeira fase da competição.

In:FPF

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Pedro Proença: “Sou uma pessoa incorruptível, tenho independência total do futebol”


Pedro Proença é árbitro de futebol desde 1988-89. Ao longo da carreira, viu o sector passar por uma evolução “muito grande”, mas até aponta a necessidade de se ir mais além. Em entrevista ao PÚBLICO, mostra-se favorável à introdução de meios tecnológicos e defende a profissionalização, assim como uma reforma no processo de observação dos árbitros. Proença admite ainda que há situações menos claras na arbitragem em Portugal, mas sublinha a sua “independência total do futebol”.

Como decidiu que queria ser árbitro?
Fui praticante de andebol durante muitos anos, era o meu desporto favorito. Não era um fora-de-série, embora tivesse jogado no Benfica e no Sporting. Na transição para sénior, quando entrei na universidade, o Benfica ia-me emprestar ao Comércio e Indústria, de Setúbal. Os treinos acabavam tarde, com aulas no dia seguinte às 8h. Mas eu queria continuar com a prática desportiva, e nessa altura falei com um colega que tinha tirado o curso de árbitro. Tirei o curso, fiz dois ou três jogos e vi que conseguia conjugar o desporto com a universidade.

Então nunca jogou futebol?
Não, não. Embora goste muito de fazer a peladinha com os amigos no final do treino.

Qual é o estado da arbitragem em Portugal?
Houve uma evolução muito grande. O processo Apito Dourado marcou indelevelmente a geração anterior à minha e "queimou" uma franja grande de gente que estaria a aparecer agora como dirigente. Mas conseguimos reagir. Há uma nova geração de árbitros que está a aparecer e tenho a certeza que vai ter um futuro muito positivo.


O profissionalismo é um passo necessário?
É inevitável. Neste momento os árbitros são biprofissionais: são profissionais na sua actividade e tentam ser profissionais, não o sendo, na arbitragem. Isto é de todo inconcebível.

Estaria disposto a deixar o seu emprego como director financeiro para se dedicar profissionalmente à arbitragem?
Não abdicaria da carreira que tenho, onde felizmente sou uma pessoa de sucesso, porque o futebol não teria condições para me pagar o que eu ganho enquanto profissional. Mas o importante é perceber que esse passo é importante.

O presidente da Comissão de Arbitragem começou este ano a fazer um balanço regular das arbitragens. Como é que isso foi visto entre os árbitros?
A arbitragem deve abrir-se para o exterior, num aspecto explicativo. Pode discutir-se a forma como as coisas foram feitas. A arbitragem não tem de se justificar a ninguém, porque vamos para o campo sempre com o nosso melhor. A intenção foi muito boa, eventualmente a forma não foi a melhor. E o próprio presidente reconhece que as coisas não correram bem no início.


Antes da final da Taça da Liga falou à imprensa. Isso devia acontecer mais vezes?
Tudo aquilo que seja valor acrescentado para o futebol deve acontecer. Os árbitros estão disponíveis para este tipo de abordagem. Nós não somos super-homens, somos pessoas falíveis, temos os nossos defeitos e as nossas virtudes.

A observação dos árbitros é um procedimento transparente?
Transparente é. Mas está absolutamente obsoleto e ultrapassado. Aquilo que eu preconizava era uma reformulação completa dos quadros dos observadores, e a observação através do vídeo, conjugada com a de campo. É preciso aproximar a realidade das prestações dos árbitros às suas classificações. Se os dirigentes querem defender a verdade desportiva, é preciso investir neste sector.


Concorda com a introdução de meios tecnológicos no futebol?
Absolutamente. Estou a favor de tudo o que seja na defesa da verdade desportiva. Com as condições tecnológicas que existem noutros desportos, era adaptar o que já foi feito. O futebol iria ganhar em muito.

E que balanço faz das experiências com cinco árbitros?
Extremamente positivo. Não se querendo avançar com meios tecnológicos, esta é uma forma de conseguir analisar melhor, com mais gente. As pessoas por vezes não percebem a sua função, porque o árbitro de baliza utiliza o canal da comunicação interna da equipa. Portanto, não há movimentos, não há explicações. Mas há um trabalho invisível fundamental, de prevenção.

Revê os jogos que arbitra?
Sim.

Como lida com o erro, quando ele existe?
Com a noção clara da nossa limitação humana. Penalizo-me muito quando verifico que cometo um erro. Mas é o erro. Tento verificar por que é que ele acontece, e depois aceito que não posso fazer mais.

José Mourinho foi razoável nas críticas que fez à arbitragem na meia-final da Liga dos Campeões?
As pessoas sentem aquilo que sentem. Conheço bem o Zé e tenho-lhe um grande respeito. Já o arbitrei variadíssimas vezes. O futebol para ele ultrapassa o que acontece nas quatro linhas. Como é um profissional que procura sempre a perfeição, nada é feito ao acaso.

Gostaria de estar num Mundial ou num Europeu?
É óbvio que gostaria de ter essa experiência. Mas o importante não é se o Pedro [Proença] está, mas se a arbitragem portuguesa está. Para mostrar que os árbitros portugueses são tão competentes como os outros.

Porque não há personagens ligadas à arbitragem respeitadas pela história, para além do exemplo de Pierluigi Collina?
São lugares de muita erosão. Só os árbitros é que sabem o que é que, a seguir a um Benfica-FC Porto, eles e as famílias sofrem. É terrível. Falou do Collina, mas ele durante seis meses precisou de escolta policial para o filho ir para a escola.

Viveu situações complicadas?
Há várias situações que não são confortáveis. Ir a um centro comercial, ou estar num restaurante, e ser abordado por alguém a dizer: "Tu és filho deste ou filho daquele, estás vendido"... Costumo dizer que o árbitro vive sempre numa curva descendente. As pessoas ainda me reconhecem alguma competência, mas tenho a noção que mais uns anos a falhar e ninguém me vai poder ver.

É comum existirem pressões, telefonemas antes dos jogos?
Estou absolutamente à vontade, sou uma pessoa incorruptível. Nunca tive qualquer tipo de abordagem, nem valia a pena. Tenho independência total do futebol. Não preciso do futebol para nada. Antes pelo contrário. Tira-me muito dinheiro e o prazer de fazer outras coisas.

Mas esse tipo de situações existe no futebol português?
Como existe em tudo. Ninguém diga que não há jogadores que possam ser ou não ser aliciados, equipas, dirigentes, árbitros... O futebol é um sector social, onde essas coisas acontecem. Onde eventualmente existem pessoas mais susceptíveis a isso, com certeza que sim. Eu não os conheço, e repudio-os, obviamente.

In:Publico 

Data agendada para divulgação das classificações da FPF 2010/2011


O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol comunicou no site oficial da FPF, que as classificações finais relativas á época 2010/2011, serão publicadas exclusivamente no Site da Federação Portuguesa de Futebol, a partir do dia 22/06/2011.

Esperamos agora com expectativa as classificações dos nossos árbitros, e desejamos que as noticias sejam boas para toda a comunidade da arbitragem algarvia.