Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

João Ferreira na Liga Europa


João Ferreira também estará presente em jogo da Liga Europa 2011-2012, no dia 21.07.2011. Após esta nomeação iram estar 4 equipas de arbitragem portuguesas em acção no mês de Julho, na Liga Europa, apesar de João Ferreira iram também estar presentes nesta fase Artur Soares Dias, Carlos Xistra e João Capela, como já tínhamos noticiado aqui.

Constituição da Equipa de Arbitragem:
Árbitro: João Francisco Lopes Ferreira
Árb. Ass: Venancio Manuel Raposo Batista Tomé
Árb. Ass: Fernando Jacinto Pais António
4º Árb: Bruno Alexandre Silva Esteves

Árbitro Rui Costa suspenso por omitir informação



O árbitro Rui Costa foi suspenso por dois jogos pela Comissão Disciplinar da Liga de Clubes, por não ter prestado todas as informações sobre os desacatos que se verificaram após o jogo da última época entre Benfica e Nacional, no Estádio da Luz.

Para além do juiz da Associação de Futebol do Porto, também os assistentes Serafim Nogueira e Tomás Santos foram punidos com dois jogos de suspensão. O quarto árbitro Hélder Malheiro cumprirá uma partida de castigo.

As punições enquadram-se no artigo 159.º do Regulamento Disciplinar, que prevê que «os árbitros e os árbitros assistentes que omitam deliberadamente nos seus relatórios factos ocorridos antes, durante ou depois do jogo, ou, solicitados a informar a entidade competente, o não façam, serão punidos com suspensão de 1 a 6 jogos».

O jogo entre Benfica e Nacional, que os encarnados venceram por 4-2, ficou marcado pela confusão que se gerou no relvado do Estádio da Luz, após o apito final de Rui Costa.

O treinador do Benfica, Jorge Jesus, e o jogador do Nacional, Luís Alberto, desentenderam-se e deram origem a uma troca de empurrões entre elementos das duas equipas.

A Comissão Disciplinar da Liga puniu o treinador com 11 dias de suspensão, enquanto ao jogador foi aplicado castigo de 30 dias.

In:Abola

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Ano de glória na arbitragem algarvia

Árbitro Nuno Almeida regressa á Liga
Carlos Cabral, primeiro classificado do distrital e Ricardo Martins, segundo classificado, ficaram aprovados nas provas de promoção à terceira categoria nacional e ambos conseguiram a desejada subida. 

A época futebolística de 2010/2011foi muito benéfica para a arbitragem do distrito do Algarve. As classificações divulgadas pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, foram muito favoráveis para os árbitros do distrito. Registaram subidas, mas infelizmente também ouve descidas.

Tudo começou a correr bem quando os dois árbitros que se classificaram em primeiro e segundo lugar da classificação do distrito do Algarve foram chamados a prestar provas para o nacional e passaram. Ricardo Martins, que pelo segundo ano consecutivo foi como suplente no distrito, mas desta vez as provas correram bem ao jovem árbitro, o ano passado tinha chumbado na prova escrita. Carlos Cabral, primeiro classificado, e pela sua primeira vez a ir prestar provas, e no fim foi bem satisfatório, assim pela primeira vez na história da arbitragem algarvia, subiram no mesmo ano dois árbitros á 3ª categoria nacional.


Na segunda categoria nacional, as coisas correram igualmente bem, Nuno Almeida, 1º classificado, está assim novamente de regresso á 1ª categoria. Enquanto o outro representam-te nesta categoria, Eugénio Arez, 15º classificado, manteu-se na 2ª categoria.

Na terceira divisão os registos são igualmente satisfatórios,  Sérgio Piscarreta, Nuno Só Alvo, Nuno Ferreira, Ivo Santos, Nuno Filipe e José Albino, mantiveram-se neste terceiro escalão. No sector feminino, Sílvia Domingos, fez história no escalão maior, ao terminar a época no 1º lugar. Nos árbitros assistentes há a registar a descida ao distrital de João Pedro Ferreira, e Bruno Brás não conseguiu o regresso ao quadro nacional.

Nos observadores há a registar o 1ºlugar de Andrelino Pena no escalão mais alto, Humberto Viegas também assegurou a manutenção no escalão máximo e a descida de Natálio Silva á 2ª categoria. Artur Cadilho e Nelson Matos mantiveram-se na 2ª categoria de observadores de futebol. Face a estas movimentações o distrito do Algarve fica com maior representação no nacional.

Na vertente de fustal a época futebolística de 2010-2011, foi igualmente boa, Rui Pinto, Hélder Carmo, Marco Correia e Rúben Guerreiro, mantiveram-se na 1ª categoria nacional. Na segunda categoria Cândido Jeremias, Pedro Bernardino e Luís Santos estarão na época 2011-2012 novamente nesta categoria.
Já na terceira categoria o Algarve perdeu um representante, foi ele Ivo Luz, enquanto Luís Rosa e Pedro Cruz, asseguraram a manutenção. Nos observadores o único representante algarvio terminou a época na 5ª posição e conseguiu a manutenção. Nuno Guerreiro, o primeiro classificado do distrital, prestou provas de acesso á 3ª categoria nacional e concluiu-as com excito, tento sido promovido após uma vaga de ultima hora.

sábado, 2 de julho de 2011

Alterações ás Leis de Jogo de Futsal para a Época 2011-2012

O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol divulgou no passado dia 30, o comunicado no seu site oficial, com as alterações ás leis de jogo de futsal.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

“UM BOM ÁRBITRO, HÁS VEZES TEM UM OLHO QUE NÃO VÊ OU OUVIDO QUE É SURDO”, António Matos

É a grande entrevista com o Presidente do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol do Algarve. Em jeito de balanço da temporada que agora foi encerrada, António Coelho Matos fala sobre os temas quentes da arbitragem no Algarve. Para dentro deixa o conselho aos árbitros que têm que trabalhar sempre mais, e para fora transmite as dificuldades que é estar por dentro do mundo dos senhores do apito.

ArbitragemAlgarvia(AA): Qual é o balanço que faz da temporada que agora terminou, em termos distritais?
António Matos(AM): Considero um balanço positivo, tendo em conta que o trabalho desenvolvido semana a semana concerre ás arbitragens, com as alterações constantes de convocações da FPF, retirou alguns elementos das nossas provas principais de 1ª e 2ª Divisões e Juniores, obrigando a um esforço de utilização de recursos.


AA: Acha que os árbitros correspôndem ao esforço feito pelo Conselho de Arbitragem?
AM: O Conselho de Arbitragem no principio da Época elabora o seu programa ás Acções de Formação, testes escritos, físicos, testes de internet, procurando que os árbitros tenham todas as condições de apresentarem as suas capacidades que são avaliadas para classificação. É evidente que vão sobressaindo aqueles que fazem o trabalho de casa, preparação física, leitura das leis de jogo e constante vontade e gosto da modalidade.

AA: Qual o seu balanço em relação ao desempenho dos árbitros algarvios que pertencem aos quadros da F.P.F ?
AM: Na Época de 2010-2011 o desempenho dos nossos árbitros, árbitros assistentes e observadores primaram uma conduta a todos os títulos, louvável, tanto mais que tendo em linha de conta as enormes dificuldades surgidas, com problemas de solução para trios, face a todo o género de incempatibilidades, houve uma enorme força de querer e vencer, daí o final de época apresentar uma percentagem bastante significativa nas classificações.
António Matos com Ricardo Martins e Carlos Cabral (os 2 novos árbitros da FPF)


AA: Considera este ano um ano de glória da arbitragem algarvia, visto todos os resultados desta época?
AM: Como é evidente, considero uma ano glorioso, situação que demonstra a boa qualidade dos nossos árbitros, árbitros assistentes e observadores, quer na vertente de futebol ou na de futsal, os quais colocam o Algarve numa situação invejável.
Não será demais referir que numa época conseguirmos 3 primeiros lugares, será um facto inédito, difícil de repetir talvez, mas a vontade dos homens tudo domina.
É de salientar outro facto que muito contribui para um ano de curso, a subida simultânea de 2 candidatos ao nacional.
Para a historia fica a nossa glória, do que se tem pelo Algarve na arbitragem e na nossa Associação.

AA: Por vezes, critica-se muito por causa das nomeações dos árbitros nos jogos da AFA. Não é verdade?
AM: As criticas sempre foram e serão conclicionados pelos resultados obtidos no campo, porque quando o mesmo árbitro que é elogiado na vitória é responsável pela derrota.

AA: Qual o critério que o CA adoptam para essas mesmas nomeações?
AM: O critério de nomeações está sempre condicionado á disponibilidade do efectivo.

AA: Como é que o Conselho de Arbitragem tem lidado com as críticas à arbitragem?
AM: Na qualidade de Presidente e considerando porque assim o entendo a longa experiência de arbitragem, não dou muito valor ás criticas feitas aos nossos árbitros regionais, uma vez que nas transmissões televisivas de futebol da 1ªliga e até nos jogos internacionais, os árbitros que são os melhores, também sofrem as mesmas considerações desabonatórias, logo sou eu que pergunto: onde é que estão os critérios de avaliação, ou não será que a qualidade do futebol que se pratica esta em conformidade com o nível de juízes de campo de cada categoria de competição.

AA: Acha que o Algarve a curto/médio prazo tem capacidades para colocar mais um árbitro na 1ª categoria?
AM: O Algarve tem de momento uma geração de árbitros que estão lutando por esse fim e, atrás uma outra geração com longo futuro, no entanto existe um trabalho muito serio e rigoroso a fazer para alcançar essa meta, que não é fácil, haveria inclusive que mudar a estrutura de captação a nível da FPF.


António Matos no aniversário NAFB
AA: Na sua opinião qual tem sido a evolução do sector do futsal no Algarve?
AM: Penso que o Futsal no Algarve veio dinamizar muitas colectividades que não tinham vida desportiva muito activa, bem como criar nos clubes que praticam o futebol, uma nova forma de encarar a existência da oportunidade de escolha, na mudança, por quando já começa a notar-se a chamada CRISE SOCIAL DESPORTIVA, por falta de ajuda financeira das entidades. Já não chega só a corolice, e na existência da falta de meios o futsal tem o futuro mais risonho.

AA: Um dos problemas que tem vindo a afectar a arbitragem, não só a distrital, mas também a nível nacional, é a questão das fiscalidade. Como é que esse problema está a ser acompanhado pelo Conselho de Arbitragem?
AM: Penso foi graças á realização do curso de árbitros de 2008-2009, um sonho de 22 anos, debatido pelo actual Presidente do Conselho de Arbitragem em reunião de Conselhos na Federação Portuguesa de Futebol, que veio ao de cima o grande problema de fiscalidade. O curso foi o maior de todos os tempos no País, com participação de muitos jovens que aderiram ao mesmo, demonstrando que era possível aumentar os Quadros Regionais. Na pratica porém, a fiscalidade eliminou este evento, dado ir mexer nas bolsas de estudo e até nos abonos de família dos pais, assim foi com tristeza que vemos partir os nossos JOVENS ÁRBITROS, bem como alguns de maioridade que usufruíam de subsídios de desemprego. Alarmámos as forças vivas do futebol e felizmente neste momento respiram-se novo ar, já será possível os jovens regressarem! E teremos que dar vida a um novo curso. Este é o nosso melhor acompanhamento á fiscalidade, mas cabe dizer, fomos heróis.

AA: Tem referido que cada vez mais é difícil captar novos árbitros. Porque é que isso acontece?
AM: Creio que a resposta anterior servirá de nossa defesa, no entanto acresce agora dizer: cada árbitro tem de trazer um novo árbitro.

AA: Acha que hoje em dia os árbitros ainda são vistos como os maus da fita dentro do teatro do futebol?
AM: Se considerarmos que o futebol é um teatro, o árbitro deverá ter uma actuação que deixe o publico satisfeito e vamos lá, o artista é que dá vida e torna belo espectáculo.

AA: O seu trabalho como presidente do CA tem sido, de uma maneira geral elogiado. Está contente com o seu desempenho?
AM: Se os filiados estão agradados, então terei que contribuir, cada vez mais, para que a causa que nos une, seja mais dignificada.


AA: Agora que terá mais um mandato pela frente, apesar de já ter alguns anos à frente do CA, o que espera fazer ainda em prol da arbitragem algarvia?
AM: Há muito para ser feito, temos uma geração de jovens valores de árbitros que estão lutando para conseguir atingir a meta da sua carreira. É necessário conseguir alterar pontos de defesa, o Regulamento de Arbitragem. Também queremos equacionar um melhor relacionamento com civismo e cuidados necessários, a defesa e protecção, quando justificada, dos nossos árbitros, perante outros órgãos com poder de decisão. É necessário que haja ainda também um salutar entendimento com directores de clubes, para equilíbrio das formas de olhar com alguma vontade, os nossos árbitros.
Os anos são um factor positivo, para corrigir aquilo que poderá ser melhorado, para um melhor futuro, a vontade de querer mais na causa que se defende e pertence a outros, desde que haja lucidez, estará sempre a olhar um horizonte, dirigindo o barco e fugindo ás tempestades, para águas calmas, levando a bom pôrto, os tripulantes. Há sempre muito para fazer e parar seria morrer.


AA: Que mensagem deixa aos árbitros e o que gostava que mudasse na sua actuação ?
AM: Que fossem mais competitivos nas suas leituras das leis e na sua preparação física. Que actuassem com um rigor disciplinado, imparcial e consciente, de forma a merecerem o respeito e louvor de jogadores e assistentes. Que fossem humanos e sensíveis nos momentos, em que têm de ajuizar com o poder que a lei lhes confere, distinguindo com toda a nitidez a realidade, separando o involuntário do propositado. Nem sempre o que parece é, e já agora nunca é demais saber utilizar as manhas da velhice “UM BOM ÁRBITRO, HÁS VEZES TEM UM OLHO QUE NÃO VÊ OU OUVIDO QUE É SURDO” ajuda muito a levar um jogo até ao fim e todos saem felizes.
A razão é um bem precioso, é necessário o árbitro ter muita razão para que do seu lado esteja sempre a razão.

Com os melhores cumprimentos ao BLOG ARBITRAGEMALGARVIA, numa força viva ao serviço de utilidade para os Árbitros do Algarve.

António Coelho Matos

Desde já a administração do ARBITRAGEMALGARVIA agradece a disponibilidade do Presidente para esta entrevista e deseja-lhe as melhores felicidades quer a nível desportivo quer pessoal. Igualmente deixamos uma palavra de agradecimento pelo trabalho que tem desenvolvido em prol da causa e da maneira que nos acolhe diariamente, sempre disponível para nos ajudar.

Um Abraço,
A Administração