Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

domingo, 31 de julho de 2011

Isto é que é perder a cabeça: Rildo pontapeou árbitro (Vídeo)


Não é a primeira vez que um jogador perde a cabeça em campo, mas Rildo ultrapassou todos os limites. Descontente com uma decisão do árbitro, atirou uma bola ao árbitro, viu amarelo, protestou, viu um vermelho e ainda tentou atingir o juiz com um pontapé.

Aconteceu num jogo da Série B do Brasileirão, no triunfo do Boa Esporte sobre o Vitória (1-0), em pleno Barradão. Thiago Carvalho já tinha marcado o golo dos visitantes quando, aos 65 minutos, Rildo cai no relvado pressionado por um adversário e agarra a bola. O árbitro Cláudio Francisco Lima e Silva, com uma estatura que impõe respeito, marca falta a favor do Boa Esporte e tudo se precipita.

O avançado do Vitória atira a bola contra o árbitro que, benevolente, lhe mostra um amarelo. O jogador continua a protestar e acaba por ver um vermelho directo. É nesta altura que Rildo perde definitivamente a cabeça e tenta atingir o juiz com um pontapé e acaba arrastado pelos companheiros para fora do relvado.

Na véspera do jogo, o próprio Rildo tinha pedido tranquilidade aos companheiros, mas foi o primeiro a perdê-la e não escapou às criticas do treinador Ricardo Silva. «Ele está totalmente errado. Ele pediu desculpas, mas já perdemos o jogo. Um jogador não pode prejudicar o grupo dessa maneira. O árbitro é autoridade máxima dentro de campo e ele precisa ter tranquilidade», referiu.

Melhor do que qualquer descrição, o melhor é ver as imagens:

In:Mais Futebol

sábado, 30 de julho de 2011

Crónica: Orgulho de primeira

O Algarve volta a ter um árbitro na primeira categoria nacional (Nuno Almeida), após quatro anos de vazio, e importa, neste momento de particular regozijo para o sector, viajar um pouco no tempo, recordando outros “homens do apito” que fizeram a história da arbitragem da nossa região.

O farense Rosa Nunes foi o pioneiro e obteve reconhecimento não apenas a nível nacional como também além-fronteiras: foi o primeiro árbitro algarvio da categoria máxima e também o primeiro internacional da região, dirigindo vários jogos das grandes estrelas dos anos 60, como o alemão Beckenbauer, em tempos em que uma viagem até Lisboa, para dirigir uma partida, demorava quase um dia inteiro, uma vez que as vias de comunicação estavam longe do que são hoje, e uma deslocação ao estrangeiro arrastava-se por vários dias, devido ao reduzido número de ligações aéreas.

César Correia, de S.Brás de Alportel, seguiu-lhe as pisadas e também não se contentou com a ascensão à primeira categoria, chegando a internacional, naquela que é unanimemente reconhecida como a mais brilhante carreira de um árbitro algarvio, com uma presença num Campeonato do Mundo de Juniores a constituir, porventura, o ponto mais alto desse notável percurso, que incluiu várias outras nomeações relevantes. Encerrada a carreira, desempenhou ainda, e até há bem pouco tempo, diversas funções nos mais variados domínios ligados à arbitragem. Em tempos conturbados, os anos 70, o olhanense Manuel Poeira marcou uma época com o seu estilo desassombrado, não se coibindo de manifestar a sua opinião e de tomar atitudes contra o situações que entendia violarem a sua consciência ou serem prejudiciais ao futebol. Por isso mesmo faltou a um jogo entre o Benfica e o Sporting, provocando acesa polémica, da qual acabaria por resultar o seu afastamento da arbitragem, numa altura em que era unanimemente reconhecido como um dos melhores juizes de campo do país.

Já nos anos 80, Francisco Silva, de Alvor, teve uma ascensão notável num curto espaço de tempo e chegou à primeira categoria e, depois, a internacional, acabando, no entanto, por ver-se envolvido num caso que ficou conhecido como “Penafielgate”, o qual levou a um processo que conduziu ao fim precoce da sua carreira.Sensivelmente no mesmo espaço temporal, José Filipe, de Portimão, marcou uma época não apenas pelo brilho que a sua carreira conheceu, chegando à primeira categoria nacional, mas pela importância que teve – e ainda tem – na formação de novos árbitros, contribuído para o aparecimento de muitos jovens talentos.

Surgiriam depois, na primeira categoria, os vilarrealenses José Rufino e Andrelino Pena, dois representantes do extremo leste do Algarve com bons percursos na arbitragem, a que lhes sucedeu o conterrâneo Nuno Almeida, agora de regresso a um patamar em que já marcara dantes presença. Espera-se e deseja-se que  este retorno seja assinalado com o maior sucesso possível.

Armando Alves

"Sensação de recompesa pelo trabalho realizado", Ricardo Martins

QUADRO DISTRITAL ELITE: 2.º classificado
RICARDO Alexandre Cantinho MARTINS
26 anos
Natural de Lagos
Época de inicio de actividade: 2002/2003.

Qual a sensação provocada por este sucesso?
Sem dúvida alguma que o primeira sensação que gera é a de alegria e felicidade, pois foi para a obtenção deste sucesso que trabalhei ao longo destes anos na arbitragem, o que nos traz uma sensação de recompensa. Porém, é também lógico que gera alguma responsabilidade extra, pois sei que estou a partir deste momento represento a arbitragem da nossa região a nível nacional.

A subida era um objectivo traçado e esperado?
Obviamente que sim. Quando tirei o curso de arbitragem nunca me passou sequer pela ideia, vir a ser árbitro de futebol. Fi-lo porque amo o futebol e porque em casa tinha alguém com quem gostava de discutir esse desporto e que tinha o curso de arbitragem. Assim, fui tirar o curso e sem me aperceber tinha ganho a paixão pela arbitragem. Depois os objectivos vão surgindo e queremos sempre ir mais além. A partir do ano anterior, em que tinha também ficado em segundo lugar, esse objectivo ficou mais cimentado do que nunca. O facto de ter falhado no exame escrito desse ano levou-me a ganhar mais força e atingir esse objectivo a que me propus no inicio da época.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época mas neste percurso de escalada até às categorias nacionais?
Essencialmente, as maiores dificuldades foram as de afirmação. Muitos olhavam para mim como árbitro promissor e só passados três ou quatro anos como árbitro no maior escalão da arbitragem algarvia é que  consegui chegar aos dois primeiros lugares. Felizmente, tive a sorte de fazer parte de uma geração de muito bons e promissores (Sérgio Piscarreta, Nuno Alvo, Nuno Guerreiro, João Valentim…) e com tanta qualidade é sempre mais difícil impormo- nos…

A arbitragem é vista hoje como uma careira profissional ou, pelo menos, semi-profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é indiferente?
Melhor que ninguém, serão os jovens árbitros que responderão a esta questão. Porém, pessoalmente, acho que o melhor conselho que posso dar-lhes é o de criarem objectivos, defini-los e tentar alcançá-los, mas sem nunca deixarem de desfrutar do facto de poderem fazer parte deste espectáculo que é o futebol e cimentarem amizades com todos os seus intervenientes.

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo?
Penso sempre passo a passo. Assim sendo, a minha próxima meta é a de conseguir manter-me nos quadros nacionais. Depois, se esse objectivo for alcançado, logicamente que os patamares de exigência sobem e tentarei chegar o mais longe possível. O sonho de qualquer árbitro é o de chegar à Primeira Liga e  logicamente que não fujo à regra. No entanto, passo a passo é o caminho a seguir, uma vez que todos  ambicionam atingir esse objectivo e a actual qualidade da arbitragem portuguesa é, na minha opinião, bastante boa.

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?

Pessoalmente penso que sim. Existe uma nova geração de jovens bons árbitros que têm boas qualidades e capacidades para chegarem longe no panorama da arbitragem nacional. Mas, é necessário que se continue a dar as condições necessárias para que os mesmos possam potenciar as suas capacidades ao máximo, por parte de toda a estrutura do futebol algarvio.

E a nível nacional, como estamos?

Temos uma boa representação internacional. Fundamentando esta minha opinião está o facto de termos o máximo permitido de árbitros assistentes a nível internacional (dez), e a nível de árbitros principais estamos bem perto desse valor (nove árbitros internacionais, num máximo permitido por país de dez), o que nos dá um ranking a nível mundial bastante bom (entre os cinco primeiros lugares a nível mundial). A nível nacional é também de referir que o panorama algarvio está novamente a subir de cotação.

Quais os seus árbitros de referência?
Pedro Proença, que é já uma certeza a nível da FIFA, sendo considerado por muitos o melhor árbitro  português da actualidade, e Artur Soares Dias, no qual vejo qualidades para se tornar num dos melhores árbitros portugueses de sempre.

In:Revista AFAlgarve

“Depositava expectativas na concretização desta meta”, Nuno Guerreiro

QUADRO DISTRITAL FUTSAL:1.º classificado
NUNO Miguel Sotero Pinto GUERREIRO
28 anos
Natural de Faro
Época de início de actividade: 2001/2002

Qual a sensação provocada por este sucesso?
Como é natural, estou satisfeito por ter atingido um objectivo e encaro-o como um resultado de um esforço de equipa.

A subida era um objectivo traçado e esperado?

A subida sempre foi mais um dos factores que me motivou a dar mais pela arbitragem. Era sem dúvida um objectivo traçado já havia algum tempo, e, portanto, tinha a expectativas na sua concretização.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época mas neste percurso de escalada até às categorias nacionais?

As dificuldades são semelhantes às que decorrem do nosso quotidiano: tempo disponível para a família ou o trabalho, por exemplo. No entanto, o mais importante para superar essas dificuldade é estabelecermos objectivos e continuar a lutar até estes serem atingidos.

A arbitragem é vista hoje como uma careira profissional ou, pelo menos, semi- profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é indiferente?

Compreendo que se possa encarar a arbitragem como uma carreira profissional ou por os mais variados motivos outros não o vejam dessa forma. No caso do futsal, trata-se de uma modalidade que não tem o mesmo peso social e financeiro do futebol de 11 e não é possível comparar uma com outra. Não vejo que profissionalmente existe essa possibilidade neste momento. No entanto talvez isso possa vislumbrar-se num futuro próximo, sobretudo se analisarmos a força com esta modalidade se tem vindo a destacar no panorama desportivo.

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo?

Meta é simples: trabalhar e no final avaliar os resultados.

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?

Sem dúvida. Contamos com vários árbitros no Algarve com valor e que poderão ascender ao patamar da terceira categoria de futsal e futebol. No entanto é preciso continuar a investir na prospecção de novos valores para a arbitragem.


E a nível nacional, como estamos?

Este ano esta é uma pergunta muito fácil de responder se avaliarmos os quadros do nacional nos quais se encontram integrados os árbitros e observadores algarvios. Há merecidos destaques individuais que gostaria de referir: o Nuno Almeida subiu ao quadro da Liga, nos observadores o Andrelino Pena ficou em 1.º lugar no escalão máximo, juntamente com o Humberto Viegas. No futsal temos quatro excelentes árbitros na  primeira categoria, Rui Pinto, Hélder Carmo, Marco Correia e Ruben Guerreiro e um observador, Antonio Pincho.

Quais os seus árbitros de referência?

Curiosamente ou não... são todos os meus colegas de equipa, não só os actuais mas também de equipas  anteriores. Agradeço a todos o papel que desempenharam nos meus resultados. Uma palavra final à minha família, que por si só é uma referencia, o meu irmão Ruben Guerreiro (árbitroda primeira categoria de futsal), e ao meu pai Nelson Guerreiro (ex-árbitro dos quadros nacionais de futebol).

In:Revista AFAlgarve

“Podes ser o Cristiano Ronaldo mas sem aplicação não vais longe...”, Carlos Cabral

Quadro distrital de elite: 1.º classificado
CARLOS Eduardo Fortes CABRAL
30 anos
Natural de Santarém
Época de inicio de actividade: 2002/2003

Qual a sensação provocada por este sucesso?
Foi sem dúvida um momento único na minha vida, pois este pequeno triunfo veio reflectir que sem trabalho não se vai a lado nenhum. A época correu muito bem em todos os sentidos, não é fácil ficar em primeiro lugar com tantos talentos que o grupo elite tem. Foi uma dupla satisfação, pois o meu amigo e colega Ricardo Martins também subiu, nas mesmas provas.

A subida era um objectivo traçado e esperado?
A subida de divisão é um objectivo para os árbitros jovens do grupo elite, pois todos anseiam dar o salto. Para mim era um objectivo prioritário devido à idade, pois só tinha as épocas de 2010/11 e 2011/12. Nesta época empenhei-me onde falhava mais (testes escritos) e os resultados foram brilhantes.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época, mas neste percurso de escalada até às categorias nacionais?
As dificuldades que enfrentamos são essencialmente no inicio, depois de se tirar o curso. Os árbitros são completamente abandonados e sem qualquer indicações sobre como fazer isto, ou aquilo, o desconhecimento leva muitos árbitros jovens a desistir e que até gostam de apitar! Tive a sorte de apanhar a geração anterior de árbitros dos nacionais, que muito me ajudaram. Em relação ao meu percurso até as categorias nacionais, as dificuldades onde tinha eram mesmo nos testes escritos, podes ser o Cristiano Ronaldo da arbitragem mas se não te aplicares nos estudos e não tirares boas notas, não vais muito longe...

A arbitragem é vista hoje como uma carreira profissional ou, pelo menos, semi- -profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é  indiferente?
Hoje em dia cada árbitro que inicia a sua actividade, quer chegar o mais longe possível, ao topo da pirâmide, a ambição ganha contornos, cada vez que sobes de divisão. Por isso torna-se um factor deatracção ou  estimulo para os jovens árbitros!

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo?
Agora que consegui subir mais um degrau, talvez o mais difícil, agora é continuar a trabalhar ainda mais para que o sonho continue a ser cor de rosa, mas para que isso aconteça é preciso muita sorte e trabalho e a sorte procura-se com empenho, dedicação e muito sacrifício, pois sem estas componentes pode não ser suficientes para atingir os nossos objectivos!

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?
Sim, sem dúvidas, agora com a subida do nosso querido e amigo Nuno Almeida na Liga, tenho a certeza que os jovens algarvios vão querer mostrar-se com boas performances dentro dos terrenos de jogo. Há potencial mas é preciso sangue novo, para que a próxima geração de árbitros seja ainda melhor!

E a nível nacional, como estamos?
Somos afectados por condicionalismos geográficos mas, mesmo assim, temos conseguido resultados  positivos, com saliência para a última época.

Quais os seus árbitros de referência?
Para mim os meus árbitros de referência são todos, estamos sempre a aprender... É claro que á um que sobressai entre os demais, o meu grande amigo Eugénio Arez. Tenho oito anos de arbitragem e cinco passei com ele a apitar! Este ano não vai ser nada fácil ter que me separar dele!

In:Revista AFAlgarve