Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Árbitros da A.F. Braga: Treinar para melhor render

“A arbitragem no trilho da competência para atingir a excelência!” O mote está dado por parte do Conselho de Arbitragem da Associação de Futebol de Braga e hoje o Centro de Treinos para árbitros é já uma realidade.

A medida imposta pelo actual conselho de arbitragem presidido por Nuno Cunha Antunes tem como objectivo melhorar a condição física dos árbitros: “O centro de treinos foi sempre tido como uma prioridade para o actual conselho, pois são de uma importância fulcral”.

Aparentemente entusiasmado com o actual projecto, acrescenta: “O aspecto físico é algo fundamental e se queremos ser competentes, temos de trabalhar e trabalhar muito esta componente. Nesse sentido, queremos que os árbitros tenham condições para que possam melhorar a sua capacidade física”frisa o dirigente.

Os centros de treino encontram-se instalados em três pontos do distrito, designadamente, Braga, Famalicão e Guimarães. Cada centro de treino alberga a preparação dos árbitros de dois diferentes núcleos. Esta foi a solução encontrada pelo actual conselho de arbitragem de forma a conseguir optimizar da melhor forma os custos.

“Sabemos que economicamente, não vivemos uma situação fácil e temos a noção que o ideal seria um centro de treinos por cada núcleo. Mas de facto não foi possível. Pensamos que ao juntar dois núcleos por cada centro, conseguiríamos aumentar a afluência e desta forma tornar este investimento mais rentável.” aponta Cunha Antunes.

As sessões de treino são orientadas por pessoas licenciadas na área de Educação Física, próximos da modalidade, vestindo mesmo a camisola da arbitragem no caso do preparador físico de Braga/Barcelos e Famalicão/Ave. Cabreiros acolhe os treinos dos núcleos de Braga e Barcelos e é orientado pelo professor Valdemar Maia.

O núcleo de Famalicão e do Ave constituem outra das duplas, esta orientada pelo professor Jorge Fernandes. Os treinos realizam-se no Estádio do Famalicão. Por outro lado a pista dos irmãos Castro, no Candoso é o palco do centro de treinos que reúne o núcleo de Guimarães e Fafe e é dirigido pelo professor Pedro Ferreira.

Os treinos realizam-se duas vezes por semana, a partir das 19.30 horas. Os centros de treinos arrancaram em meados de Novembro, todavia, o dirigente bracarense não tem dúvidas quanto ao sucesso desta medida, deixando o seu desejo para o futuro: ”Queremos ser a melhor equipa em campo todos os fins-de-semana”.
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Movidos por uma paixão

Para uns é o final de um cansativo dia de trabalho. Para outros o desfecho de uma dia de aulas. A verdade é que para mais de quarenta árbitros dos núcleos de Braga e Barcelos, esta é já uma rotina das segundas e quartas-feiras à noite, deslocar-se ao centro de treino de Cabreiros. O objectivo é apenas um: Estar bem no fim-de-semana. E para isso muitos esforços são despendidos, pois como se sabe, ninguém faz da arbitragem profissão e muito menos num escalão distrital.

Nesse sentido, é fundamental complementar da melhor forma esta actividade com as demais, contudo estes homens e mulheres estão perfeitamente vacinados e prontos a alimentar o “bichinho da arbitragem”

Pois bem, os primeiros sinais de vida do centro de treinos de Cabreiros são dados pelas 19 horas com a chegada do preparador físico e árbitro Valdemar Maia. O homem do leme, encarregue de dirigir o centro de treinos traz consigo todo o equipamento necessário e vê chegar em “conta-gotas” os árbitros. “Nem sempre é fácil complementar a vida profissional e vir cá treinar, mas a verdade é que os árbitros mostram muito empenho e vontade de aparecer e treinar” afirma Valdemar.

Entretanto o balneário vai-se compondo, com o relógio a caminhar para a hora de início do treino. A camaradagem, a alegria e a boa disposição são nota dominante de uma verdadeira equipa constituída por homens e mulheres, desde os 17 aos 40 anos e que reúne desde candidatos a árbitros até elementos com mais de 18 anos de carreira. Em suma, uma colectânea verdadeiramente impressionante, que permite uma simbiose perfeita entre todos os elementos que ali se deslocam por amor à camisola.

A igreja de Cabreiros dá as badalas das 19.30 horas e o tom de maior brincadeira vai dando lugar a uma postura de concentração e enfoque naquilo que realmente é o essencial: treinar!
“Sem dúvida que existe grande entrega, e grande coesão entre eles. São um grupo forte e com muita vontade de evoluir” aponta o preparador físico que aproveita e também dá as suas corridas, de forma a manter-se em forma e motivar os demais.

Assim decorre mais um treino dos homens do apito, empenhados em contribuir para uma arbitragem cada vez mais competente e isenta de erros. Em troca, estes corajosos deixam muito suor, muito sacrifício e fundamentalmente dão alma aquela que por vezes é uma actividade dura e ingrata mas que contudo é a sua paixão - a arbitragem.

in:CMinho

sábado, 31 de dezembro de 2011

Jorge Larrionda retira-se da arbitragem


Jorge Larrionda, do Uruguai, foi um dos melhores árbitros do mundo, mas decidiu-se retirar no final de 2011, tem apenas 43 anos de idade e teria mais dois anos de arbitragem internacional. Sua retirada precoce parece ser causada por uma proposta recebida da FIFA para participar no Comitê de Arbitragem.
Além das duas Copas do Mundo, Larrionda participou em duas Copa Américas (2001, 2007), Copa das Confederações (2003, 2009), Jogos Olímpicos de 2004, FIFA U-20 World Cup 2005, bem como Copa Libertadores e Copa Sul-Americana Copa.

Larrionda tornou-se árbitro FIFA em 1998 e a sua carreira em alto nível começou com um momento muito controverso. Em 2002, ele foi seleccionado seleccionado como árbitro para a Copa do Mundo na Coreia / Japão, mas foi suspenso por seis meses. Larrionda foi um dos cinco árbitros suspensos para o que o presidente do conselho uruguaio descrito como "irregularidades que foram denunciados por outros árbitros". Quatro anos mais tarde, ele foi nomeado para a Copa do Mundo e ele foi para a Alemanha, onde ele expulso três jogadores nos EUA - Italia, a FIFA parecia estar satisfeita e nomeou-o para a meia-final França - Portugal.  Larrionda foi considerado como um potencial candidato para a grande final do mundial de 2010, mas, infelizmente, ele teve que deixar a África do Sul pela porta dos fundos após o jogo da Alemanha - Inglaterra, por causa do famoso golo de lampard.

Taça da Liga: Carlos Xistra no V. Guimarães-Benfica

O árbitro Bruno Paixão (AF Setúbal) foi ontem nomeado pela secção profissional do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para arbitrar o Vitória de Guimarães-Benfica, da primeira jornada da terceira fase da Taça da Liga.
O embate entre os vimaranenses e os «encarnados» está marcado para as 20:45 de terça-feira e está integrado no Grupo B, que abre segunda-feira no Funchal, com o Marítimo-Santa Clara, arbitrado por Jorge Ferreira (Braga).

Por seu lado, Cosme Machado (Braga) foi nomeado para o embate entre o Rio Ave e o Sporting, do Grupo A, marcado para segunda-feira, enquanto Hugo Miguel (Lisboa) está terça-feira no Nacional-Sporting de Braga, do Grupo C.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bomba em Angola: FIFA retira insígnias a árbitro Hélder Martins


A FIFA decidiu retirar ao angolano Hélder Martins as insígnias de árbitro internacional, uma notícia que caiu que nem uma bomba em Angola. A Federação diz desconhecer ainda os motivos para tal afastamento e garante já ter pedido esclarecimentos, via Confederação Africana de Futebol.

Hélder Martins, o mais categorizado árbitro angolano da actualidade, recebeu as insígnias em 2008 e foi chamado para diversas competições relevantes, como o CAN de 2010, um Campeonato do Mundo de sub-17 e diversos jogos de destaque das Afrotaças e da fase de apuramento para o CAN de 2010 e 2012 e Mundial de 2010.

Hélder Martins está incontactável no Brasil e apenas hoje deverá chegar a Luanda, aguardando por mais esclarecimentos para se pronunciar.

«Hélder Martins era o nosso porta-bandeira nas competições da CAF e da FIFA. É uma baixa grande o afastamento inesperado do nosso árbitro de referência. Estamos tristes», comentou Carvalho Neto, presidente da Comissão Central de Árbitros.

Já o vice-presidente da Associação de Árbitros de Angola (AAFA), Canda da Costa, considerou precipitada a decisão tomada. «Perante qualquer gravidade, se isso aconteceu, seria instaurado um inquérito para se apurar os factos e não o afastamento definitivo como aconteceu. Aguardamos por esclarecimentos», disse.

Expulsão por engano

Uma das explicações para este afastamento pode passar pelo polémico jogo entre Camarões e Senegal, de apuramento para o CAN 2012, em Junho passado, que terminou empatado a zero e com duas expulsões de jogadores senegaleses e do seu seleccionador Amara Traore.

Acontece que Hélder Martins expulsou um jogador por engano, Souleymane Diawara, que confundiu com Issiar Dia, julgando que lhe estava a mostrar o segundo amarelo, quando era, na verdade, o primeiro. A CAF, após ver as imagens, acabou por retirar o castigo a Diawara.

O jogo foi tão polémico que até o primeiro ministro do Senegal, Souleymane Ndene Ndiaye, se meteu ao barulho, exigindo a irradiação de Hélder Martins e acusando-o de ter prestado um favor aos Camarões por influência do presidente da CAF, Issa Hayatou, também ele camaronês.

Fontes ligadas à arbitragem admitem que esse jogo pode ter algo a ver com a decisão da FIFA, mas a verdade é os erros graves não seriam suficientes para uma posição radical, antes para outro tipo de punições.

Certo é que a FIFA acredita que algo de grave se passou, neste ou noutro jogo, para retirar a Hélder Martins as insígnias de árbitro internacional. Neste momento, as perguntas são mais do que as respostas.

Profissionalização dos árbitros deve avançar mas por etapas

Relatório recomenda que árbitros assinem contratos de trabalho com as federações, deixando em aberto a possibilidade de não haver exclusividade.

Deve ou não avançar-se para a profissionalização dos árbitros? Se sim, qual o melhor caminho para o fazer? Estas foram as duas perguntas colocadas pelo Governo e o grupo de trabalho criado para discutir o tema responde claramente que o caminho é os árbitros serem profissionais, embora esta mudança deva ser feita por etapas, começando com um grupo restrito de juízes de futebol e podendo eventualmente ser alargada a outras modalidades mais tarde.

“Houve um largo consenso no grupo de trabalho de que se deve caminhar por etapas para a profissionalização dos árbitros e que esta deve começar no âmbito do futebol, nas competições profissionais”, explicou ao PÚBLICO João Leal Amado, o jurista que presidiu ao grupo de trabalho criado para debater a arbitragem. “A primeira, e provavelmente a única modalidade, que tem condições para o fazer, até pelas questões financeiras, é o futebol”, acrescentou este professor de Direito em Coimbra.

No relatório que será hoje apresentado publicamente e a que o PÚBLICO teve acesso, os membros deste grupo de trabalho afirmam que “poucas dúvidas surgiram quanto à necessidade e conveniência de profissionalização dos árbitros internacionais (a pequena parte no topo da carreira)”.

No caso do futebol — modalidade em que jogadores e treinadores são profissionais e que os jogos são transmitidos pela televisão —, o grupo de trabalho assume até “que raia o ridículo que um árbitro se apresente como alguém que se dedica, a título profissional, a outro tipo de actividade (empregado bancário, funcionário público, etc.), surgindo no terreno de jogo como um amador, como alguém que se dedica à arbitragem por puro deleite ou por “espírito de missão”, mas sem fazer disso a sua actividade principal”.

Apesar da defesa acérrima da solução de os árbitros serem profissionais, vista como uma forma de melhorar a sua preparação e reduzir os erros, os membros do grupo também avisam que a ela não funcionará como “uma panaceia”: “Não irá terminar com os erros de quem decide. Tal como, aliás, a profissionalização dos atletas não impede que estes falhem, tantas e tantas vezes, durante a competição desportiva. Tal como, de resto, a profissionalização dos treinadores não impede que estes errem e se enganem amiúde”, lê-se no relatório.

Respondida a primeira questão, o grupo de trabalho partiu então para a segunda pergunta, debruçando-se sobre a melhor forma de o fazer. Sempre salientando que o processo deve ser conduzido com “prudência”, o grupo de trabalho propõe como melhor solução jurídica os árbitros terem um contrato de trabalho (e não de prestação de serviços) com as federações ou ligas profissionais, aconselhando ao Governo que deixe alguma margem de liberdade.

“As federações e os árbitros disporiam, assim, de liberdade para eleger a modalidade contratual que fosse considerada preferível, em função da realidade subjacente a cada modalidade desportiva (por exemplo, escolhendo entre o contrato de trabalho a termo ou sem termo), quanto aos direitos e deveres de cada uma das partes (por exemplo, exigindo ou não exclusividade ao árbitro), quanto à retribuição do árbitro e ao tempo de trabalho e quanto às formas de extinção do contrato (por exemplo, prevendo a extinção do mesmo em caso de avaliação negativa do árbitro, no final da época desportiva)”, lê-se no relatório destes peritos. O documento admite que a exclusividade seria o ideal, mas também refere que essa imposição poderia afastar “árbitros com qualidade” e que não estarão dispostos a dedicar-se em exclusivo a esta actividade.


Quem são?


O grupo de trabalho sobre a profissionalização dos árbitros foi liderado por João Leal Amado, professor de Direito na Universidade de Coimbra. Os outros seis membros do grupo foram Júlio Gomes (docente de Direito na Universidade Católica do Porto), Lúcio Miguel Correia (jurista), Vicente Moura (presidente do Comité Olímpico de Portugal), Henrique Torrinha Cardoso (representante da Confederação do Desporto de Portugal), Carlos Esteves (ex-presidente do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol) e Vítor Pereira (ex-presidente da Comissão de Arbitragem da Liga Portuguesa de Futebol Profissional e novo presidente do Conselho de Arbitragem da FPF, após as eleições de 10 de Dezembro).

In:Publico