Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Marco Correia e Hélder Carmo no Quinta Lombos - Amarense


O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol divulgou esta tarde os árbitros nomeados para os campeonatos nacionais de futsal , do dia 23 a 25 de Março de 2012.

A dupla Marco Correia e Hélder Carmo foram os escolhidos para dirigir o encontro da 2ª Divisão Nacional, Série B, entre as formações do Quinta Lombos e o Amarense.

O ARBITRAGEMALGARVIA deseja-lhes bom jogo.

Nuno Almeida apita União da Madeira - Moreirense

Nuno Almeida foi o escolhido pelo conselho de arbitragem da FPF para dirigir o jogo União da Madeira - Moreirense, a contar para a Liga Orangina. O algarvio irá ter como árbitros assistentes, Bruno Almeida e Valter Rufo, enquanto o algarvio da 3ª categoria nacional, Sérgio Piscarreta, será o quarto-árbitro. Sales Gomes irá classificar o desempenho de Nuno Almeida.

24ª jornada da Liga Zon Sagres
Olhanense-Benfica, João Capela
Sporting-Feirense, Vasco Santos
Beira-Mar-Nacional, Jorge Sousa
V. Setúbal-Leiria, Hugo Miguel
Rio Ave-V. Guimarães, Olegário Benquerença
P. Ferreira-Porto, Hugo Pacheco
Marítimo-G. Vicente, Jorge Ferreira
Braga-Académica, André Gralha

24ª jornada da Liga Orangina
União-Moreirense, Nuno Almeida
Belenenses-Estoril, Cosme Machado
Freamunde-Arouca, Manuel Mota
Aves-Covilhã, Rui Patrício
Atlético-Portimonense, Bruno Esteves
Oliveirense-Naval, Carlos Xistra
Penafiel-Leixões , Jorge Tavares
Trofense-Sta. Clara, Rui Costa

quinta-feira, 22 de março de 2012

Hugo Miguel arbitra Gil Vicente-Sp. Braga


O árbitro Hugo Miguel foi esta quarta-feira nomeado para arbitrar a meia-final da Taça da Liga, uma visita do Sporting Braga ao Gil Vicente, agendada para quinta-feira (20h15), no Estádio Cidade de Barcelos.

Segundo comunicado do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa, o árbitro lisboeta vai ser auxiliado por Hernâni Fernandes e Nuno Roque.

Bruno Paixão: O "patinho feio" da arbitragem a quem quase todos apontam o dedo

Perfil: A fama precede-o e quando entra em campo já todos esperam o pior. "É o anti-Collina", diz o ex-árbitro Pedro Henriques. História de uma ascensão fulgurante e não isenta de críticas.
Foi verdadeiramente um caso de estar no lugar errado à hora errada. Bruno Paixão nem tinha sido o árbitro nomeado para o Gil Vicente-Sporting, mas teve de ir em substituição de Jorge Sousa, que se encontrava doente. A partida saldou-se por uma derrota (2-0) do Sporting, e a actuação do árbitro da Associação de Futebol de Setúbal foi contestada pelos dirigentes "leoninos" (ver caixa). Um início de semana como tantos outros para Paixão, que não está nesta situação pela primeira vez.

Numa já longa carreira (é árbitro desde 1990-91), Bruno Paixão foi protagonista de várias polémicas. Ao ponto de ter reunido o consenso dos três ditos "grandes": Benfica, Sporting e FC Porto dizem ter motivos de queixa dele.

Uma pesquisa por "Bruno Paixão" no motor de busca Google oferece sugestões curiosas: "Bruno Paixão prejudica Benfica"; "Bruno Paixão Campo Maior"; "Bruno Paixão Apito Dourado".

O jogo de Campo Maior, em 1999-2000, em que os "dragões" não lhe perdoam não ter assinalado vários penáltis, deixou-o com um estigma que nunca mais desapareceu.

"[O Campomaiorense- -FC Porto] foi um jogo que o marcou bastante. Foi violentamente criticado e analisado", refere Pedro Henriques, ex-árbitro internacional e antigo parceiro em jogos com Bruno Paixão, em conversa com o PÚBLICO. Tem tudo a ver com uma questão de estilo, aponta Pedro Henriques: "Há 17 regras na arbitragem, mais a 18.ª, que é a do bom senso. E ele liga mais às 17 primeiras..."

Uma imagem da qual é agora difícil descolar-se. "É capaz de fazer muitos jogos e ninguém fala dele, mas sendo internacional e nomeado para arbitrar um jogo grande, qualquer erro é exponenciado", diz Henriques. "Com outros árbitros não há tanta antipatia. Ele é o patinho feio." E avança com um nome: "O [italiano Pierluigi] Collina, quando entrava em campo, tinha tanto estatuto, crédito e personalidade que os seus erros mal eram falados", conta. "Ele [Bruno Paixão] é uma espécie de anti-Collina."

Bruno Paixão teve uma ascensão fulgurante na arbitragem. Na sua ficha na Liga Portuguesa de Futebol Profissional lê-se que é árbitro desde 1990-91 - andava pelos 16/17 anos. Chega à primeira categoria em 1997-98, e estreia-se no principal escalão do futebol português num E. Amadora-Sp. Braga, a 30 de Novembro de 1997. Mostrou sete cartões amarelos nesse primeiro jogo. E, 15 anos depois, mantém a média: as estatísticas mostram que Paixão tem a terceira média mais alta de cartões por jogo na I Liga (51 em sete encontros, ou 7,29/jogo).

Carreira de altos e baixos

"Chegou à primeira categoria em tempo recorde. Como era um autêntico menino, aos 24 [23] anos na primeira categoria, serviu de bandeira. Toda a gente dizia que ia ter um futuro risonho", aponta Jorge Coroado ao PÚBLICO. Mas este ex-árbitro internacional, crítico de Paixão, considera que o actualmente engenheiro de produção industrial ainda não tinha demonstrado "maturidade, competência, capacidade, até inteligência suficiente para ser árbitro de futebol".

Os anos passaram mas, na opinião de Coroado, os "defeitos de personalidade de Bruno Paixão não mudaram: "Em termos técnico-teóricos, será alguém com conhecimentos. Mas, em termos práticos, não tem sensibilidade para o futebol. Não tem apetência para decidir. Faltam-lhe capacidades para gerir um grupo de homens. Arbitrar é mais do que aplicar um conjunto de regras."

Motivos que, provavelmente, terão contribuído para que na Internet tenha surgido uma petição a pedir o afastamento de Paixão dos jogos da I Liga, a qual, à hora de fecho desta edição, já tinha mais de 2000 signatários.

Em 2009, à margem de uma cerimónia em que recebeu as insígnias da FIFA, Bruno Paixão dizia: "Se não defendermos o nosso espectáculo, vamos destruí-lo. Os árbitros trabalham todos os dias, treinam a nível mental, físico e técnico, para terem menos erros, mas o erro faz parte do nosso espectáculo."

Se as classificações obtidas ao longo da carreira demonstram algo é a irregularidade de Bruno Paixão. Capaz do melhor e do pior. Terminou a temporada passada na 17.ª posição entre os 25 árbitros da primeira categoria. Na época anterior tinha sido 7.º. Em 2003-04 foi 16.º, mas logo no ano seguinte ficou no topo da tabela, cotando-se como 5.º melhor. Tudo para voltar a uma classificação discreta em 2005-06 (15.º).

Eis a história de Bruno Paixão, um menino que se fez árbitro mas a quem as dores de crescimento ainda não passaram. Aos 37 anos tem já um percurso que faz dele um veterano da arbitragem. Calejado pelas críticas. De polémica em polémica. Em Barcelos protagonizou o mais recente episódio de uma lista que vai crescendo. Tornaremos a ouvir falar dele.

com Filipe Escobar de Lima e Marco Vaza

In:Público 

Hackers acedem a dados pessoais de árbitros há, pelo menos, nove meses

Números de telemóvel, de identidade, de contribuinte e de identificação bancária, morada da residência, do trabalho e do correio electrónico, profissão ou nome de familiares. A informação pessoal dos árbitros portugueses de futebol faz parte de uma base de dados do site da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) que, segundo revelou ao PÚBLICO um hacker que teve acesso aos registos pela primeira vez em Junho, é “vulnerável” ao ataque de piratas informáticos.

A lista com os dados pessoais dos 25 árbitros das competições profissionais foi divulgada na Internet, a 17 de Março, e apenas na tarde desta segunda-feira deixou de estar disponível. No entanto, informação privada dos restantes árbitros portugueses que integram a APAF foi igualmente violada e está na posse de piratas informáticos.

Em declarações ao PÚBLICO, um hacker que acedeu pela primeira vez à informação no final de Junho, revelou que “dá trabalho” e “perdeu uns dias” a conseguir “encontrar a porta” do site, mas garante que o portal electrónico da APAF é “vulnerável” e tem uma “segurança bastante má”.

Segundo o hacker, quando “alguma coisa é tornada publica normalmente a informação já foi usada e abusada” e, como já deve “ter andado por lá muita gente a cheirar”, é “provável” que o seu conteúdo tenha sido usado para “assustar” alguns árbitros.

Para além da informação pessoal dos juízes associados da APAF, a mesma fonte revela que “as contas de email dos administradores do site também estão comprometidas”.

O presidente da APAF, Gustavo Sousa, admitiu que alguns árbitros receberam telefonemas anónimos, após a divulgação dos dados e adiantou que os 25 árbitros das competições profissionais foram aconselhados a alterarem, tanto quanto possível, as informações pessoais.

“Não se compreende que, para denegrir a imagem da arbitragem, se esteja a recorrer a estes métodos. Vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para sair desta situação, mas estou convencido de que as pessoas vão repudiar a situação por elas, porque também, se calhar, não gostavam de ver os seus dados divulgados”, referiu Gustavo Sousa.

CNPD abriu um processo de averiguações
A porta-voz da Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD), Clara Guerra, explicou ao PÚBLICO que depois de ter conhecimento da notícia a comissão abriu um processo de averiguações, já que havia indícios claros de “divulgação não autorizada de dados pessoais”. E acrescentou que a CNPD ia entrar em contacto com as autoridades norte-americanas para que os dados fossem retirados de um servidor alojado num datacenter em Austin, no Texas.

A meio da tarde, a informação deixou de estar disponíveis no site Pastebin.com, um endereço electrónico usado para armazenar informações. O próprio site explica que é “usado principalmente por programadores para armazenar pedaços de fontes de código ou informações de configuração, mas todos são mais que bem-vindos para partilhar qualquer tipo de texto”.

Clara Guerra não ignorava, contudo, que o mal já estava feito, já que o tempo que os dados estiveram disponíveis naquele site permitiram copiar a informação, que poderá continuar acessível noutras plataformas.

“Neste momento o mais importante é perceber de onde saiu aquela informação e se tal ocorreu por um acesso externo, no âmbito de uma operação cibernauta, ou se acesso foi interno”, afirma Clara Guerra, que adianta que os técnicos na CNPC já estão no terreno a recolher informação.

Entretanto, a Polícia Judiciária confirmou ter recebido uma queixa da APAF, que está a ser analisada pelo departamento que investiga a criminalidade informática. Nesta terça-feira os responsáveis da associação de árbitros deslocam-se àquela polícia, em Lisboa, para serem ouvidos.

In:Público