Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

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Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Árbitros impressionam no Europeu de Sub-19

O padrão da arbitragem no Campeonato da Europa de Sub-19 foi amplamente elogiado, com um grande esforço a ser feito no aperfeiçoamento do trabalho dos jovens árbitros.


O 11º Campeonato da Europa de Sub-19 já é considerado um dos melhores de sempre em termos de qualidade competitiva, dos jogadores e nível da arbitragem.

Jozef Marko, membro do Comité de Arbitragem da UEFA presente na fase final, elogiou os esforços organizativos tanto da Federação Estónia de Futebol (EJL) como da UEFA pelo sucesso da primeira fase final sob a égide do organismo europeu realizada neste país, tendo deixado fortes elogios aos árbitros presentes.

"Os árbitros da UEFA escolhidos pelo Comité de Arbitragem já mostraram a sua classe", disse. "Eles são bastantes experientes e já têm carreiras como árbitros internacionais com dois, três ou mais anos. Não é apenas o Comité de Arbitragem da UEFA que está satisfeito com eles. Mesmo os dirigentes deram a sua aprovação relativamente ao nível da arbitragem este ano."

Os 16 juízes e observadores de árbitros têm mantido contacto regular através de reuniões e de "briefings" na sua base, em Tallinn, e de acordo com Marko, têm adquirido uma valiosa experiência na fase final, assim como os próprios jogadores. "Os árbitros têm tido sessões de treino físico com regularidade e também temos sessões de vídeo onde avaliamos as suas prestações", explicou o eslovaco.

"Esta fase final tem-se mostrado bastante exigente, não há apenas um título europeu em jogo, como três equipas em cada grupo podem qualificar-se para o Mundial de Sub-20 de 2013. Salientámos aqui aos árbitros que devem estar muito atentos, porque cada golo e mesmo cada cartão exibido podem ser decisivos para o desfecho destes encontros."

Contudo, Marko está mais focado em encorajar do que em intimidar os árbitros. "Tentamos discutir onde poderão fazer-se melhorias, ao mesmo tempo que lhes mostramos as boas decisões que tomaram. Não é nosso objectivo mostrar-lhes apenas erros. Tentamos apoiar os árbitros e trabalhar com eles na sua melhoria o mais que pudermos."

O árbitro holandês Danny Makkelie e o seu homólogo italiano, Paolo Valeri, têm estado ambos em excelente plano na Estónia. "O nível de jogo tem sido muito bom. Desde o posicionamento ao passe, passando pela força dos jogadores, os níveis têm sido bastante elevados." Valeri acrescentou: "Dirigi o empate 3-3 entre a Espanha e Portugal e foi um encontro fantástico. Em breve veremos certamente alguns jogadores aqui presentes a jogar ao mais alto nível."

Makkelie também considera que a arbitragem pode incutir bons hábitos nas futuras estrelas. "Trata-se de um caso de ensiná-los dentro do campo, de mostrar-lhes o caminho", disse. "Deve-se pensar mais sobre educação e dizer aos jogadores o que está certo e errado."

In:UEFA.COM

Pedro Proença: «Dirigentes não pretendem uma arbitragem melhor»


RECORD – A tónica do seu discurso tem sido a profissionalização. Isto é mesmo algo que deve preocupar a arbitragem?

PEDRO PROENÇA – É o grande passo que falta para que a arbitragem nacional dê o último salto em termos de qualidade, para podermos ombrear com a arbitragem do resto da Europa. Toda a gente já percebeu que, neste espetáculo absolutamente profissional, continuarmos a ter árbitros amadores, em regime pós-laboral, exatamente como acontecia há 40 anos. E é isso que não lhes permite ter melhores desempenhos. É inevitável para a nova geração de árbitros, com muita qualidade, que sejam criadas condições para que aconteça mais vezes o que aconteceu comigo neste espaço de tempo.

R – É uma questão de mentalidade dos dirigentes portugueses? É por isso que não é dado o passo que falta?

PP – A verdade é que os dirigentes não pretendem uma arbitragem melhor. O caminho foi trilhado e explicado às pessoas há muitos anos. É muito fácil, depois de um jogo ou de uma competição, dizer que não existiram arbitragens competentes. Quando se inicia uma nova época, o discurso volta à estaca zero. As pessoas percebem quais são os problemas, sabem perfeitamente o caminho que devem seguir, mas no momento de dar condições à arbitragem para dar o salto qualitativo, preferem não dar. E, para se conseguir dar esse passo, o que estamos a falar não é sequer 10% da transferência de um jogador médio. Quando chega o momento, toda a gente assobia para o lado e ninguém assume as suas responsabilidades. Quando acabam as condições, volta o discurso do calimero.


R – É a velha questão do bode expiatório?

PP – Sempre. É muito mais fácil atribuir aos outros as nossas incompetências do que reconhecer que nós próprios fomos incapazes de fazer melhor. O desviar de atenções para os árbitros é muito mais fácil. E nós sabemos isso perfeitamente. Os árbitros estão no limite das suas capacidades. E então com o aumento das competições que se fez agora, é absolutamente inacreditável aquilo que está a pedir-se ao sector da arbitragem.


R – Estaria disponível para, quando terminar a carreira, continuar a defender os interesses dos árbitros num cargo diretivo?

PP – Não tenho essas pretensões. A arbitragem para mim terminará no dia em que apitar o último jogo.

Pedro Proença: «Iniesta queria ver-me apitar em Espanha»


RECORD – Como é que se consegue chegar à final de um Europeu?

PEDRO PROENÇA – Com muito trabalho, com dedicação, com vontade de fazer bem, dentro das parcas condições que temos, neste regime amador. Mas o fator sorte também tem de ajudar. Houve um conjunto de situações nesta competição que permitiu que uma equipa de arbitragem portuguesa pudesse chegar à final, como, desde logo, o facto de a Seleção Nacional não ter lá chegado e os excelentes desempenhos que a nossa equipa foi tendo. Aliás, desempenhos elogiados pela UEFA. Assim chegámos a final da Liga dos Campeões e também à final do Europeu.

R – Mas não conta só o momento. Há também um histórico, ou não?

PP – Conta o histórico e tudo isso começou com o trabalho fantástico do Vítor Pereira, passando depois pelo Lucílio Baptista, culminando no Olegário Benquerença. E eu, agora, pude dar seguimento. É todo um trabalho que as pessoas pensam que não existe mas que tem vindo a ser reconhecido pelas instâncias internacionais.

In:Record

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Decisões do International Board em Zurique

O International Football Association Board (IFAB) aprovou a utilização de dois árbitros-assistentes, reconhecendo que são uma ajuda nas decisões durante os jogos.


O International Football Association Board (IFAB), órgão responsável pela discussão e alteração das Leis do Jogo, tomou três decisões importantes numa reunião extraordinária que decorreu na sede da FIFA esta quinta-feira.

Uma das decisões do IFAB está relacionada com os árbitros-assistentes adicionais, após uma experiência que decorreu especialmente na UEFA Champions League, UEFA Europa League e UEFA EURO 2012.

A IFAB aprovou por unanimidade a utilização de dois árbitros-assistentes adicionais, reconhecendo que podem ser úteis na arbitragem dos jogos. Como resultado desta decisão, vai ser feita uma alteração às Leis do Jogo, com uma secção especial dedicada aos árbitros-assistentes adicionais. Também foi aprovada que a utilização de equipamentos de comunicação entre árbitros fique prevista nas Leis do Jogo.

No que respeita à tecnologia de linha de baliza, e na sequência de um teste que decorreu ao longo de nove meses, a IFAB decidiu aprovar por unanimidade, em princípio, as duas empresas que participaram da segunda fase de testes: GoalRef e Hawk-Eye. Esta aprovação fica sujeita a um teste final de instalação em cada estádio antes de os sistemas poderem ser utilizados em jogos de futebol.

O IFAB fez questão de salientar que a tecnologia só será utilizada na linha de baliza e em mais nenhuma outra área do jogo. Serão feitas revisões da formulação das Leis do Jogo relativas à: Lei 1 (O Campo de Jogo), Lei 2 (A Bola), Lei 5 (O Árbitro) e Lei 10 (O Método de Marcação de Golos).

Na reunião, o IFAB também decidiu aprovar por unanimidade, temporariamente durante um período experimental, o uso de véus. O desenho, cores e materiais permitidos serão definidos e confirmados após reunião anual da IFAB marcada para Outubro em Glasgow.

As decisões relativas às Leis do Jogo aprovadas esta quinta-feira pelo IFAB em relação à tecnologia de linha de baliza e aos árbitros assistentes adicionais entram imediatamente em vigor.

In:UEFA

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Veja aqui a entrevista de Pedro Proença à SIC desta noite


Pedro Proença diz que a imagem do Apito Dourado já está limpa junto da UEFA. O árbitro português que apitou a final do último Europeu, entrevistado no Jornal da Noite, garante que a arbitragem nacional recuperou a credibilidade junto das instâncias internacionais. Pedro Proença considera-se "privilegiado" por ter dirigido a final do Euro 2012 e revela sua ambição de arbitrar a final do Mundial.

Veja aqui a entrevista na íntegra.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»


Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa. O árbitro recordou a sua carreira no futebol e lembrou as «dificuldades da classe». Proença assumiu que «a imagem do Apito Dourado está limpa» e falou sobre o último Benfica x FC Porto.

«Sou da geração do Apito Dourado. O tempo passa, mas as marcas ficam. Passado pouco tempo conseguimos limpar a nossa imagem com estas duas chamadas», disse Pedro Proença.

A imagem do Apito Dourada está limpaO árbitro de futebol revelou também que a «nem todas as pessoas foram culpadas» no famoso processo de arbitragem.
«As pessoas que tinha de pagar, nunca pagaram pelos seus erros», admitiu ainda sobre o processo «Apito Dourado».

Nesta entrevista, Pedro Proença recordou o último Benfica x FC Porto, que fez correr «muita tinta».

«Tento ser um melhor árbitro. Não gosto de errar, mas também o faço. Neste desporto nem sempre os dirigentes aceitam as nossas prestações», explicou, em declarações à SIC.

Depois da final da Liga dos Campeões e do Campeonato da Europa, Proença volta a centrar atenções na Liga portuguesa mas assume que «perde dinheiro com a arbitragem».

«Perco muito dinheiro a arbitrar no futebol», sublinhou.

In:ZeroZero