Sílvia Domingos pela 1ª vez presente na qualificação do Euro Sub-17

A árbitra algarvia Sílvia Domingos foi nomeada pela primeira vez para para dirigir jogos do Apuramento do Campeonato da Europa de Sub-17, na condição de árbitra principal .

Nomeações Árbitros LPFP

Confira as nomeações dos árbitros da Liga ZonSagres e Orangina

Nomeações Árbitros FPF

Confira as nomeações dos árbitros dos campeonatos nacionais de seniores e camadas jovens

Pedro Proença: «Está limpa a imagem do Apito Dourado»

Pedro Proença comentou, esta terça-feira, a sua passagem pelo Campeonato da Europa.

Análise de época da FPF: Eugénio Arêz desce à terceira categoria nacional

Eugénio Arêz ficou a saber, que foi despromovido à terceira categoria, terminando no 31º lugar da classificação dos árbitros.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desenvolver competências

Cumpriu-se, este domingo, o último dia da 1ª Acção de Formação e Avaliação de Observadores de categoria C1, que decorreu em Tomar, contando com a participação de 76 observadores.

Ao fazer uma avaliação da acção, Nuno Castro, Vice-Presidente da Secção de Avaliações do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, mostrou-se satisfeito com o empenho dos participantes. "A maior parte dos colegas que compõem o Quadro Nacional de Observadores tem já alguma experiência, pelo que os objectivos foram cumpridos na totalidade. Apostámos numa vertente mais prática, afinal a tarefa do observador é avaliar o desempenho dos árbitros, pelo que apostámos mais na exibição e análise de vídeos, de forma a que possam reter melhor a informação. O facto de poderem partilhar da visão única que o Conselho de Arbitragem pretende implementar no sistema de avaliação e desempenho é por si só uma mais-valia, um factor de motivação, pelo que sentimos um feedback positivo, que a acção foi bem sucedida."

Apontando a uniformização de critérios de avaliação como a principal preocupação deste tipo de formações, o responsável do CA da FPF explica que o intuito de criar um espaço de aprendizagem mútuo foi a base deste evento. "À semelhança do que fizemos para os Árbitros e Árbitros Assistentes de 1ª e 2º categorias, foi a primeira vez que realizámos uma acção deste género para os Observadores que irão colaborar nas competições profissionais e não-profissionais, exactamente com os mesmos principíos de uniformização de critérios e troca de experiências, por isso tentámos proporcionar um espaço de aprendizagem mútua para os Observadores do Quadro Nacional, que nos parece adequado às necessidades e exigências actuais. No fundo, o que pretendemos é que os árbitros sejam avaliados de uma forma consistente, desde que entram nos Quadros Nacionais até atingirem o topo da carreira, sem que os rumos de progressão e avaliação sejam bi-partidos entre competições profissionais e não profissionais."

Fazendo um balanço positivo destes três dias de trabalho, Nuno Castro explica que os participantes desta acção levam todas as directrizes necessárias para o desenvolvimento das suas competências. "Para além de darmos a conhecer as alterações às Leis de Jogo, que este ano são poucas, queremos transmitir-lhes quais as competências necessárias para o desempenho das suas tarefas. A verdade é que, actualmente, o treino dos árbitros está bastante evoluído em termos teóricos e práticos, físicos e psicológicos, pelo que iremos insistir muito nesta necessidade de formação. Queremos que o treino dos observadores e a sua preparação se aproxime daquela que é feita pelos árbitros. No fundo, queremos desenvolver as competências sob o ponto de vista metodológico, sobre o que deve ser a função da avaliação de desempenho."

In:FPF

UEFA: Arbitragem lusa em destaque


Três equipas de arbitragem lusa foram nomeadas para apitar os jogos da Liga Europa (a 2 e 9 de Agosto) e Liga dos Campeões (a 7 de Agosto), referentes à terceira ronda de qualificação das referidas competições.

A primeira equipa a entrar em acção, a 2 de Agosto, na partida entre o FC Rapid Bucaresti e Myllykosken Pallo 47/SC Heerenveen, será composta pelo árbitro Jorge Sousa (AF Porto), os assistentes Bertino Miranda (AF Porto) e Ricardo Santos (AF Lisboa), e Rui Costa (AF Porto), na condição de quarto-árbitro.

Cinco dias volvidos, Duarte Gomes (AF Lisboa) será chamado a intervir no jogo disputado entre o Dudelange e a formação do Maribor, sendo coadjuvado por Tiago Trigo (AF Lisboa) e Venâncio Tomé (Setúbal), bem como o quarto-árbitro João Ferreira (AF Setúbal).

Por fim, será a vez do juíz portuense Artur Soares Dias, assistido por Rui Tavares (AF Porto), António Godinho (AF Setúbal) e Hugo Miguel (AF Lisboa) - quarto-árbitro -, entrar em acção no encontro que oporá o Olympique de Marseille ao Eskisehirsport ou St. Johnstone FC, no dia 9 de Agosto.

In:FPF

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Algarvio Nuno Almeida da 1ª Categoria Nacional inicia época

Arrancou, esta terça-feira, a 1ª Acção de Formação e Avaliação de Árbitros e Árbitros Assistentes de 1ª e 2ª categorias, que decorre em Tomar até ao próximo dia 22 de Julho (domingo).

Esta primeira edição promovida pela Federação Portuguesa de Futebol conta com a participação de 147 juízes - 25 árbitros de 1ª categoria, 35 de 2ª categoria, 52 árbitros assistentes de 1ª categoria e 35 de 2ª categoria - que procuram actualizar conhecimentos e preparar-se da melhor forma para a presente época desportiva.

Apesar de ser o primeiro curso sob a égide da FPF, o modelo de avaliação instituído data de 2006, ano em que o actual Presidente do Conselho de Arbitragem da Federação, Vítor Pereira, assumiu os destinos da arbitragem lusa na Liga Portuguesa de Futebol Profissional.

Domingos Gomes, Vogal da Secção Profissional do Conselho de Arbitragem da FPF, explicou ao fpf.pt que o sucesso do modelo utilizado está patente nas recentes actuações dos árbitros nacionais. "É um modelo que tem tido sucesso e o resultado está à vista se analisarmos as actuações dos nossos árbitros. Penso que as presenças de Olegário Benquerença no Mundial2006, na África do Sul, e de Pedro Proença no Europeu2012, na Polónia e Ucrânia, e na Final da Liga dos Campeões, atestam a nossa qualidade e provam que os nossos quadros são cada vez mais competentes. É o resultado da aposta que temos feito", revelou.

Com o objectivo claro de contribuir para o aperfeiçoamento dos juízes portugueses, esta acção de formação e avaliação insere-se num programa de preparação delineado para o início de cada época desportiva. "Há uma necessidade de formação constante, daí os árbitros terem de frequentar este tipo de acções que permitem fazer uma actualização relativamente às Leis de Jogo, de situações e regras relacionadas com as competições, cuja qualidade depende directamente da actuação destes árbitros. Os nossos árbitros sabem que este tipo de acções são úteis, principalmente no contexto de competições cada vez mais mediatizadas e nas quais as suas actuações são alvo de escrutínio minucioso, por isso têm de estar cada vez mais preparados quer a nível físico quer mental. Neste curso será feita apenas a avaliação teórica, sendo a avaliação física feita em meados de Setembro ou Outubro, encerrando o ciclo da avaliação", concluiu Domingos Gomes.

Sessão teórica e prática abertas à Comunicação Social
Os últimos momentos da sessão teórica de sexta-feira (20 de Julho), a partir das 16h00, no Hotel dos Templários, assim como a sessão prática no Estádio Municipal de Tomar, serão abertos à Comunicação Social.

In:FPF

terça-feira, 10 de julho de 2012

Árbitros impressionam no Europeu de Sub-19

O padrão da arbitragem no Campeonato da Europa de Sub-19 foi amplamente elogiado, com um grande esforço a ser feito no aperfeiçoamento do trabalho dos jovens árbitros.


O 11º Campeonato da Europa de Sub-19 já é considerado um dos melhores de sempre em termos de qualidade competitiva, dos jogadores e nível da arbitragem.

Jozef Marko, membro do Comité de Arbitragem da UEFA presente na fase final, elogiou os esforços organizativos tanto da Federação Estónia de Futebol (EJL) como da UEFA pelo sucesso da primeira fase final sob a égide do organismo europeu realizada neste país, tendo deixado fortes elogios aos árbitros presentes.

"Os árbitros da UEFA escolhidos pelo Comité de Arbitragem já mostraram a sua classe", disse. "Eles são bastantes experientes e já têm carreiras como árbitros internacionais com dois, três ou mais anos. Não é apenas o Comité de Arbitragem da UEFA que está satisfeito com eles. Mesmo os dirigentes deram a sua aprovação relativamente ao nível da arbitragem este ano."

Os 16 juízes e observadores de árbitros têm mantido contacto regular através de reuniões e de "briefings" na sua base, em Tallinn, e de acordo com Marko, têm adquirido uma valiosa experiência na fase final, assim como os próprios jogadores. "Os árbitros têm tido sessões de treino físico com regularidade e também temos sessões de vídeo onde avaliamos as suas prestações", explicou o eslovaco.

"Esta fase final tem-se mostrado bastante exigente, não há apenas um título europeu em jogo, como três equipas em cada grupo podem qualificar-se para o Mundial de Sub-20 de 2013. Salientámos aqui aos árbitros que devem estar muito atentos, porque cada golo e mesmo cada cartão exibido podem ser decisivos para o desfecho destes encontros."

Contudo, Marko está mais focado em encorajar do que em intimidar os árbitros. "Tentamos discutir onde poderão fazer-se melhorias, ao mesmo tempo que lhes mostramos as boas decisões que tomaram. Não é nosso objectivo mostrar-lhes apenas erros. Tentamos apoiar os árbitros e trabalhar com eles na sua melhoria o mais que pudermos."

O árbitro holandês Danny Makkelie e o seu homólogo italiano, Paolo Valeri, têm estado ambos em excelente plano na Estónia. "O nível de jogo tem sido muito bom. Desde o posicionamento ao passe, passando pela força dos jogadores, os níveis têm sido bastante elevados." Valeri acrescentou: "Dirigi o empate 3-3 entre a Espanha e Portugal e foi um encontro fantástico. Em breve veremos certamente alguns jogadores aqui presentes a jogar ao mais alto nível."

Makkelie também considera que a arbitragem pode incutir bons hábitos nas futuras estrelas. "Trata-se de um caso de ensiná-los dentro do campo, de mostrar-lhes o caminho", disse. "Deve-se pensar mais sobre educação e dizer aos jogadores o que está certo e errado."

In:UEFA.COM

Pedro Proença: «Dirigentes não pretendem uma arbitragem melhor»


RECORD – A tónica do seu discurso tem sido a profissionalização. Isto é mesmo algo que deve preocupar a arbitragem?

PEDRO PROENÇA – É o grande passo que falta para que a arbitragem nacional dê o último salto em termos de qualidade, para podermos ombrear com a arbitragem do resto da Europa. Toda a gente já percebeu que, neste espetáculo absolutamente profissional, continuarmos a ter árbitros amadores, em regime pós-laboral, exatamente como acontecia há 40 anos. E é isso que não lhes permite ter melhores desempenhos. É inevitável para a nova geração de árbitros, com muita qualidade, que sejam criadas condições para que aconteça mais vezes o que aconteceu comigo neste espaço de tempo.

R – É uma questão de mentalidade dos dirigentes portugueses? É por isso que não é dado o passo que falta?

PP – A verdade é que os dirigentes não pretendem uma arbitragem melhor. O caminho foi trilhado e explicado às pessoas há muitos anos. É muito fácil, depois de um jogo ou de uma competição, dizer que não existiram arbitragens competentes. Quando se inicia uma nova época, o discurso volta à estaca zero. As pessoas percebem quais são os problemas, sabem perfeitamente o caminho que devem seguir, mas no momento de dar condições à arbitragem para dar o salto qualitativo, preferem não dar. E, para se conseguir dar esse passo, o que estamos a falar não é sequer 10% da transferência de um jogador médio. Quando chega o momento, toda a gente assobia para o lado e ninguém assume as suas responsabilidades. Quando acabam as condições, volta o discurso do calimero.


R – É a velha questão do bode expiatório?

PP – Sempre. É muito mais fácil atribuir aos outros as nossas incompetências do que reconhecer que nós próprios fomos incapazes de fazer melhor. O desviar de atenções para os árbitros é muito mais fácil. E nós sabemos isso perfeitamente. Os árbitros estão no limite das suas capacidades. E então com o aumento das competições que se fez agora, é absolutamente inacreditável aquilo que está a pedir-se ao sector da arbitragem.


R – Estaria disponível para, quando terminar a carreira, continuar a defender os interesses dos árbitros num cargo diretivo?

PP – Não tenho essas pretensões. A arbitragem para mim terminará no dia em que apitar o último jogo.

Pedro Proença: «Iniesta queria ver-me apitar em Espanha»


RECORD – Como é que se consegue chegar à final de um Europeu?

PEDRO PROENÇA – Com muito trabalho, com dedicação, com vontade de fazer bem, dentro das parcas condições que temos, neste regime amador. Mas o fator sorte também tem de ajudar. Houve um conjunto de situações nesta competição que permitiu que uma equipa de arbitragem portuguesa pudesse chegar à final, como, desde logo, o facto de a Seleção Nacional não ter lá chegado e os excelentes desempenhos que a nossa equipa foi tendo. Aliás, desempenhos elogiados pela UEFA. Assim chegámos a final da Liga dos Campeões e também à final do Europeu.

R – Mas não conta só o momento. Há também um histórico, ou não?

PP – Conta o histórico e tudo isso começou com o trabalho fantástico do Vítor Pereira, passando depois pelo Lucílio Baptista, culminando no Olegário Benquerença. E eu, agora, pude dar seguimento. É todo um trabalho que as pessoas pensam que não existe mas que tem vindo a ser reconhecido pelas instâncias internacionais.

In:Record