quarta-feira, 21 de março de 2012

Vítor Pereira espera investigação célere sobre publicação de dados pessoaos de árbitros na Internet


O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol repudia o uso e publicação dos dados pessoais dos 25 árbitros dos campeonatos profissionais na Internet. A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) já apresentou queixa à Polícia Judiciária, segue-se uma outra para a Comissão Nacional de Protecção de Dados.

«Trata-se de um ataque grosseiro a pessoas que, antes de serem árbitros, são acima de tudo cidadãos e que têm o direito de manter a sua vida pessoal protegida», disse Vítor Pereira, considerando que o uso e publicação daquela informação é feito de «forma absolutamente intolerável e que coloca em causa os mais básicos direitos de cidadania».

«Esperamos que as investigações decorram de forma célere e que cheguem até às últimas consequências», sublinhou, disponibilizando o CA para «prestar qualquer tipo de apoio que venha a ser solicitado por quaisquer árbitros ou entidades».

A APAF apresentou uma queixa na Polícia Judiciária e prepara uma outra para dar entrada na Comissão Nacional de Proteção de Dados, que já abriu um processo de averiguações para apurar a forma como foi acedida e disponibilizada na Internet a informação sobre dados pessoais dos árbitros.

O processo vem na sequência da notícia avançada hoje pelo Diário de Notícias, segundo a qual os dados pessoais dos árbitros, como moradas, nomes de familiares, números de telefone, de contribuinte e de identificação bancária, foram divulgados na Internet, a 17 de março.

Segundo a mesma notícia, mais 1400 pessoas já acederam a estas informações que entretanto já foram reproduzidas nas redes sociais, sendo os dados pessoais de Bruno Paixão os mais acedidos pelos cibernautas.

In:ABola

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