quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Opinião: Tolerância para com os árbitros Jovens


Ser Árbitro de futebol ou de outra qualquer modalidade pressupõe uma melhoria constante desde o momento em que se abraça a causa até que passem alguns anos a exercer essa mesma actividade. Não há ninguém, pese embora tenha ou não talento inato, que logo desde início possa obter excelentes performances. O erro andará de braço dado com quem decide, muito mais ainda para quem não tem experiência alguma!

O hábito surge como o resultado de uma aprendizagem e é através dessa aprendizagem que o hábito se instala no homem. Portanto, o homem tem que adquirir hábitos, que progressivamente vão sendo executados de uma forma mais correcta com mais ou menos esforço até que se tornam automáticos e habituais, tendo, no entanto, que haver uma motivação para tal. Por vezes sé aqui que claudica todo o esforço, pois a taxa de desistência na arbitragem nas duas primeiras épocas é alta. As pessoas são levadas a abandonar devido a um ou outro jogo mau e à pressão extra que sentiram e os fez desanimar. Normalmente falamos de árbitros teenagers que muito poderiam dar no futuro, mas que não tiveram complacência do público, dirigentes e jogadores dos seus jogos. Mesmo que falemos no futebol 7, onde normalmente se dão os primeiros passos. Os jogadores nessa curta idade estão em formação, tal como os árbitros, mas a estes não se admitem erros. Todos querem vencer os seus jogos.

Sem motivação tudo fica mais difícil, pois este factor desempenha um papel capital no processo da aprendizagem. Se um cidadão qualquer não estiver motivado nada o conseguirá fazer aprender. A aquisição de conhecimentos depende essencialmente do estado de maturação de cada indivíduo. A maturação está dependente da idade e do crescimento físico e psíquico da pessoa que aprende ou procura aprender.
Na maior parte das Associações por esse país fora (inclusive na nossa) estão cursos de árbitros a terminar e em breve as pessoas poderão observar a nova vaga de amantes do futebol a tentar a sua sorte de apito na mão, e com a necessidade de efectivos no sector, queira a nossa sorte que sejam muitos, bons e interessados. E que já agora o mundo do futebol os saiba receber com carinho e paciência, preparados para os primeiros disparates que possam eventualmente fazer, pois com certeza eles existirão.

As Regras do Jogo são únicas e devem ser cumpridas com rigor, clareza, imparcialidade, serenidade, objectividade e Justiça. Mas … nem os árbitros de top estão imunes a imperfeições! Todos juntos pela melhoria do futebol, é o que se pretende.

Dinis Gorjão

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