sábado, 30 de julho de 2011

“Podes ser o Cristiano Ronaldo mas sem aplicação não vais longe...”, Carlos Cabral

Quadro distrital de elite: 1.º classificado
CARLOS Eduardo Fortes CABRAL
30 anos
Natural de Santarém
Época de inicio de actividade: 2002/2003

Qual a sensação provocada por este sucesso?
Foi sem dúvida um momento único na minha vida, pois este pequeno triunfo veio reflectir que sem trabalho não se vai a lado nenhum. A época correu muito bem em todos os sentidos, não é fácil ficar em primeiro lugar com tantos talentos que o grupo elite tem. Foi uma dupla satisfação, pois o meu amigo e colega Ricardo Martins também subiu, nas mesmas provas.

A subida era um objectivo traçado e esperado?
A subida de divisão é um objectivo para os árbitros jovens do grupo elite, pois todos anseiam dar o salto. Para mim era um objectivo prioritário devido à idade, pois só tinha as épocas de 2010/11 e 2011/12. Nesta época empenhei-me onde falhava mais (testes escritos) e os resultados foram brilhantes.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época, mas neste percurso de escalada até às categorias nacionais?
As dificuldades que enfrentamos são essencialmente no inicio, depois de se tirar o curso. Os árbitros são completamente abandonados e sem qualquer indicações sobre como fazer isto, ou aquilo, o desconhecimento leva muitos árbitros jovens a desistir e que até gostam de apitar! Tive a sorte de apanhar a geração anterior de árbitros dos nacionais, que muito me ajudaram. Em relação ao meu percurso até as categorias nacionais, as dificuldades onde tinha eram mesmo nos testes escritos, podes ser o Cristiano Ronaldo da arbitragem mas se não te aplicares nos estudos e não tirares boas notas, não vais muito longe...

A arbitragem é vista hoje como uma carreira profissional ou, pelo menos, semi- -profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é  indiferente?
Hoje em dia cada árbitro que inicia a sua actividade, quer chegar o mais longe possível, ao topo da pirâmide, a ambição ganha contornos, cada vez que sobes de divisão. Por isso torna-se um factor deatracção ou  estimulo para os jovens árbitros!

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo?
Agora que consegui subir mais um degrau, talvez o mais difícil, agora é continuar a trabalhar ainda mais para que o sonho continue a ser cor de rosa, mas para que isso aconteça é preciso muita sorte e trabalho e a sorte procura-se com empenho, dedicação e muito sacrifício, pois sem estas componentes pode não ser suficientes para atingir os nossos objectivos!

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?
Sim, sem dúvidas, agora com a subida do nosso querido e amigo Nuno Almeida na Liga, tenho a certeza que os jovens algarvios vão querer mostrar-se com boas performances dentro dos terrenos de jogo. Há potencial mas é preciso sangue novo, para que a próxima geração de árbitros seja ainda melhor!

E a nível nacional, como estamos?
Somos afectados por condicionalismos geográficos mas, mesmo assim, temos conseguido resultados  positivos, com saliência para a última época.

Quais os seus árbitros de referência?
Para mim os meus árbitros de referência são todos, estamos sempre a aprender... É claro que á um que sobressai entre os demais, o meu grande amigo Eugénio Arez. Tenho oito anos de arbitragem e cinco passei com ele a apitar! Este ano não vai ser nada fácil ter que me separar dele!

In:Revista AFAlgarve

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