sábado, 30 de julho de 2011

"Sensação de recompesa pelo trabalho realizado", Ricardo Martins

QUADRO DISTRITAL ELITE: 2.º classificado
RICARDO Alexandre Cantinho MARTINS
26 anos
Natural de Lagos
Época de inicio de actividade: 2002/2003.

Qual a sensação provocada por este sucesso?
Sem dúvida alguma que o primeira sensação que gera é a de alegria e felicidade, pois foi para a obtenção deste sucesso que trabalhei ao longo destes anos na arbitragem, o que nos traz uma sensação de recompensa. Porém, é também lógico que gera alguma responsabilidade extra, pois sei que estou a partir deste momento represento a arbitragem da nossa região a nível nacional.

A subida era um objectivo traçado e esperado?
Obviamente que sim. Quando tirei o curso de arbitragem nunca me passou sequer pela ideia, vir a ser árbitro de futebol. Fi-lo porque amo o futebol e porque em casa tinha alguém com quem gostava de discutir esse desporto e que tinha o curso de arbitragem. Assim, fui tirar o curso e sem me aperceber tinha ganho a paixão pela arbitragem. Depois os objectivos vão surgindo e queremos sempre ir mais além. A partir do ano anterior, em que tinha também ficado em segundo lugar, esse objectivo ficou mais cimentado do que nunca. O facto de ter falhado no exame escrito desse ano levou-me a ganhar mais força e atingir esse objectivo a que me propus no inicio da época.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época mas neste percurso de escalada até às categorias nacionais?
Essencialmente, as maiores dificuldades foram as de afirmação. Muitos olhavam para mim como árbitro promissor e só passados três ou quatro anos como árbitro no maior escalão da arbitragem algarvia é que  consegui chegar aos dois primeiros lugares. Felizmente, tive a sorte de fazer parte de uma geração de muito bons e promissores (Sérgio Piscarreta, Nuno Alvo, Nuno Guerreiro, João Valentim…) e com tanta qualidade é sempre mais difícil impormo- nos…

A arbitragem é vista hoje como uma careira profissional ou, pelo menos, semi-profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é indiferente?
Melhor que ninguém, serão os jovens árbitros que responderão a esta questão. Porém, pessoalmente, acho que o melhor conselho que posso dar-lhes é o de criarem objectivos, defini-los e tentar alcançá-los, mas sem nunca deixarem de desfrutar do facto de poderem fazer parte deste espectáculo que é o futebol e cimentarem amizades com todos os seus intervenientes.

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo?
Penso sempre passo a passo. Assim sendo, a minha próxima meta é a de conseguir manter-me nos quadros nacionais. Depois, se esse objectivo for alcançado, logicamente que os patamares de exigência sobem e tentarei chegar o mais longe possível. O sonho de qualquer árbitro é o de chegar à Primeira Liga e  logicamente que não fujo à regra. No entanto, passo a passo é o caminho a seguir, uma vez que todos  ambicionam atingir esse objectivo e a actual qualidade da arbitragem portuguesa é, na minha opinião, bastante boa.

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?

Pessoalmente penso que sim. Existe uma nova geração de jovens bons árbitros que têm boas qualidades e capacidades para chegarem longe no panorama da arbitragem nacional. Mas, é necessário que se continue a dar as condições necessárias para que os mesmos possam potenciar as suas capacidades ao máximo, por parte de toda a estrutura do futebol algarvio.

E a nível nacional, como estamos?

Temos uma boa representação internacional. Fundamentando esta minha opinião está o facto de termos o máximo permitido de árbitros assistentes a nível internacional (dez), e a nível de árbitros principais estamos bem perto desse valor (nove árbitros internacionais, num máximo permitido por país de dez), o que nos dá um ranking a nível mundial bastante bom (entre os cinco primeiros lugares a nível mundial). A nível nacional é também de referir que o panorama algarvio está novamente a subir de cotação.

Quais os seus árbitros de referência?
Pedro Proença, que é já uma certeza a nível da FIFA, sendo considerado por muitos o melhor árbitro  português da actualidade, e Artur Soares Dias, no qual vejo qualidades para se tornar num dos melhores árbitros portugueses de sempre.

In:Revista AFAlgarve

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