sábado, 30 de junho de 2012

Nomeação de Pedro Proença é "momento único" que "dificilmente" se repetirá, considera APAF

O vice-presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) defendeu hoje que a nomeação de Pedro Proença para dirigir a final do Euro2012 entre Espanha e Itália é "um momento único" para o setor, que "dificilmente" se repetirá.

"É o culminar de uma grande época que o Pedro Proença fez. É um momento único para a arbitragem portuguesa e que dificilmente poderá, acho eu, vir a ser alcançado novamente. É o reconhecer de que a arbitragem portuguesa tem trabalhado muito bem", considerou José Gomes, em declarações à Agência Lusa.

Para o vice-presidente da APAF, "está a ser reconhecido todo o trabalho que Pedro Proença tem desenvolvido na arbitragem portuguesa e internacional nos últimos dois anos", lembrando que o juiz lisboeta também dirigiu a final da Liga dos Campeões entre o Bayern de Munique e o Chelsea, ganha pelo clube inglês no desempate por grandes penalidades.

"A arbitragem portuguesa está entre as cinco melhores do Mundo. É alvo de muitas críticas em Portugal, o que tem a ver com a educação no nosso país e a forma de viver o futebol. É a prova de que não há razões para se falar tão mal da arbitragem portuguesa", observou.

José Gomes revelou que Pedro Proença estava "esperançado" na nomeação para a final do Euro2012, marcada para domingo, no Estádio Olímpico de Kiev, até porque tinha indicação por parte da UEFA de que as suas atuações "teriam sido muito boas e que seria uma forte possibilidade" ser designado para arbitrar o último jogo da prova.

"Tivemos a sorte de ser a Itália o segundo país finalista, o que aumentou a possibilidade de ser ele", explicou José Gomes, lembrando que um dos três árbitros pré-selecionados era o italiano Nicola Rizzoli e o outro, o inglês Howard Webb, foi quarto árbitro na meia-final de quinta-feira entre a Itália e a Alemanha (2-1).
In: RTP

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