sábado, 30 de julho de 2011

“Incontrolável alegria por ter concretizado objectivo traçado”, Nuno Almeida

2.ª categoria nacional futebol: 1.º classificado
NUNO Miguel Serrano Tavares ALMEIDA
35 anos
Natural de Tavira
Época de início de actividade: 1994/95


Qual a sensação provocada por este sucesso?
Enorme alegria, satisfação imensa e sensação de objectivo cumprido. Não tenho palavras para descrever  esta enorme e quase incontrolável alegria, não tenho forma de agradecer o apoio incondicional da minha mulher assim como a ajuda e apoio, dentro e fora de campo, daqueles que eu considero os melhores  assistentes desta época, o Bruno Brás e o Felipe Pereira. O João Ferreira também teve a sua quota parte nesta subida, pois para ela contribuiu na segunda parte do campeonato...A eles o meu muito obrigado.

A subida era um objectivo traçado e esperado?
Era um objectivo traçado desde sempre e este ano muito esperado porque as avaliações que ia recebendo eram excelentes, o que nos permitiu acreditar que a subida poderia ser uma realidade. Treinei muito, estudei e com os meus assistentes, o resto veio por acréscimo.

Quais as principais dificuldades vividas não apenas ao longo da época mas neste percurso ligado à  arbitragem?
Posso dizer com alegria que não fui um árbitro, até aqui, com grandes dificuldades pelo caminho, a não ser aqueles que estão inerentes ás dificuldades de um quadro competentíssimo de árbitros e que por essa razão nos trás sempre dificuldades para conseguir subir. Quanto ao resto, quem corre por gosto não se cansa, diz o povo...

A arbitragem é vista hoje como uma careira profissional ou, pelo menos, semi- profissional. Isso constitui um factor de atracção para quem está nos escalões mais baixos e para os jovens ou é algo que lhes é indiferente? E no aspecto pessoal, como olha para a questão?
Em geral, penso que a adesão ao profissionalismo depende das profissões de cada um e, nesse sentido, pode ser atractivo ou não. No plano pessoal, vejo com bons olhos, pelo facto der ter uma profissão liberal que me permite essa disponibilidade.

Que comentário lhe merece a circunstância de os árbitros virem a ser avaliados com recurso a imagens televisivas?
Está ser implementada a titulo experimental e na minha opinião, tudo o que vier por bem, em prol da verdade desportiva, é sempre bem vindo. Vamos ver se resulta.

Quais os principais sonhos e metas, agora que foi dado este importante passo, com o regresso à primeira categoria?
A principal meta é sem dúvida trabalhar mais para conseguir a manutenção.

Qual o olhar sobre o panorama da arbitragem algarvia? Temos valores para acreditar num futuro risonho?
Importa haver serenidade e trabalho. Temos bons árbitros e jovens nos quadros distritais e federativos, com muito valor e vontade. Precisam de trabalhar, ter sorte e muito apoio a nível associativo.

E a nível nacional, como estamos?
Julgo que muito melhor e muito mais competentes em comparação a outros tempos. Penso que estão dados os meios suficientes para se desenvolver uma boa e competente arbitragem.

Quais os seus árbitros de referência?
Não tenho árbitros de referência, apenas gosto mais de um estilo do que outro. Contudo, nunca tentei seguir um protótipo, porque cada um tem o seu modo e estilo a arbitrar. Temos bons árbitros na nossa Liga e que em nada devem aos colegas internacionais...

In:Revista AFAlgarve

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