sábado, 30 de julho de 2011

“Pavilhões sem condições dificultam o nosso trabalho”, António Pincho

Observador FUTSAL: 1.º classificado
ANTÓNIO José PINCHO Correia
60 anos
Natural de Lagoa
Início da actividade na arbitragem: 1984


Esperava terminar a época no topo da classificação?
Empenho-me para que isso aconteça, embora nem sempre as classificações correspondam às nossas expectativas.

Quais foram, na sua opinião, os factores determinantes do sucesso alcançado?
Vários factores tiveram influência significativa no sucesso alcançado, a começar pelo trabalho desenvolvido em equipa. Refiro-me aos colegas e aos árbitros em geral, Conselho de Arbitragem, clubes com os quais desenvolvemos acções no âmbito da aprendizagem, sendo esse intercâmbio benéfico para todos. De enaltecer também o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Apoio Técnico da FPF, não descurando, obviamente, a leitura relacionada com a modalidade.

Quais as principais dificuldades que se deparam a um observador de futsal?
As principais dificuldades passam pelas deficientes condições que alguns pavilhões oferecem para o trabalho do observador, sendo notório a falta de um espaço em que este desempenhe cabalmente as suas funções e sem ser importunado pelo público. Deveria ser criado um espaço para o observador. Em muitos recintos, e particularmente em jogos com significativas afluências de público, a nossa tarefa é complicada.

O Algarve tem vindo, nos últimos anos, a marcar uma presença cada vez mais significativa nos quadros nacionais de árbitros de futsal. A que se deve isso?
Há um enorme empenho do Conselho de Arbitragem, Grupo de Apoio Técnico e também dos clubes, que, de uma forma geral, contribuem com a sua participação para que os nossos árbitros atinjam um patamar cada vez mais exigente. Isso tem vindo a traduzir-se num crescimento gradual e sustentando e numa feliz realidade no presente e na expectativa de um futuro ainda melhor.

Temos gente com valor na categoria principal. Há a perspectiva de, num espaço de tempo não muito distante, podermos contar com o primeiro internacional da nossa região?
Sim, é um facto. As dificuldades são enormes, se tivermos em conta que estamos a ombrear com associações como, Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria e outras de reconhecido poderio, que têm obviamente melhores condições do que nós, mas a luta por esse sonho continua e sinto, por aquilo que conheço dos árbitros algarvios, que não vamos baixar os braços.

Quais as condições que entende como necessárias para que possam aparecer mais jovens a dedicar-se à arbitragem, no futsal?
Entendo que a modalidade merece mais atenção das entidades competentes. Dedicar mais tempo aos jovens, acompanhá-los, incentivá-los, dando- lhes algo em troca e acções de formação, criando-se um gabinete para o efeito... É necessária uma ajuda mais próxima e mais eficaz. Se isso for concretizado, seguramente teremos resultados bem melhores no futuro.

In:Revista AFAlgarve

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