segunda-feira, 30 de julho de 2012

Desenvolver competências

Cumpriu-se, este domingo, o último dia da 1ª Acção de Formação e Avaliação de Observadores de categoria C1, que decorreu em Tomar, contando com a participação de 76 observadores.

Ao fazer uma avaliação da acção, Nuno Castro, Vice-Presidente da Secção de Avaliações do Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, mostrou-se satisfeito com o empenho dos participantes. "A maior parte dos colegas que compõem o Quadro Nacional de Observadores tem já alguma experiência, pelo que os objectivos foram cumpridos na totalidade. Apostámos numa vertente mais prática, afinal a tarefa do observador é avaliar o desempenho dos árbitros, pelo que apostámos mais na exibição e análise de vídeos, de forma a que possam reter melhor a informação. O facto de poderem partilhar da visão única que o Conselho de Arbitragem pretende implementar no sistema de avaliação e desempenho é por si só uma mais-valia, um factor de motivação, pelo que sentimos um feedback positivo, que a acção foi bem sucedida."

Apontando a uniformização de critérios de avaliação como a principal preocupação deste tipo de formações, o responsável do CA da FPF explica que o intuito de criar um espaço de aprendizagem mútuo foi a base deste evento. "À semelhança do que fizemos para os Árbitros e Árbitros Assistentes de 1ª e 2º categorias, foi a primeira vez que realizámos uma acção deste género para os Observadores que irão colaborar nas competições profissionais e não-profissionais, exactamente com os mesmos principíos de uniformização de critérios e troca de experiências, por isso tentámos proporcionar um espaço de aprendizagem mútua para os Observadores do Quadro Nacional, que nos parece adequado às necessidades e exigências actuais. No fundo, o que pretendemos é que os árbitros sejam avaliados de uma forma consistente, desde que entram nos Quadros Nacionais até atingirem o topo da carreira, sem que os rumos de progressão e avaliação sejam bi-partidos entre competições profissionais e não profissionais."

Fazendo um balanço positivo destes três dias de trabalho, Nuno Castro explica que os participantes desta acção levam todas as directrizes necessárias para o desenvolvimento das suas competências. "Para além de darmos a conhecer as alterações às Leis de Jogo, que este ano são poucas, queremos transmitir-lhes quais as competências necessárias para o desempenho das suas tarefas. A verdade é que, actualmente, o treino dos árbitros está bastante evoluído em termos teóricos e práticos, físicos e psicológicos, pelo que iremos insistir muito nesta necessidade de formação. Queremos que o treino dos observadores e a sua preparação se aproxime daquela que é feita pelos árbitros. No fundo, queremos desenvolver as competências sob o ponto de vista metodológico, sobre o que deve ser a função da avaliação de desempenho."

In:FPF

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